quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Atrativos Turísticos em Trajano de Moraes

Técnica Taça de Champanhe – AV2

Por Genilson Marques

Trajano de Moraes é uma típica cidade do interior, com um clima temperado, considerado o oitavo melhor do país e de uma beleza natural, rico em flora e fauna, o município reúne diversos atrativos turísticos.

As visitas cavalgando entre fazendas históricas (período imperial), na sua maioria arquitetura bem conservada, são algumas opções oferecidas aos turistas que curtem uma viagem ao tempo. Para os aventureiros e amantes da natureza, as caminhadas ecoló-gicas, trilhas de montain bike ou de moto são as pedidas.

Apesar das belas paisagens naturais em evidência, o secretário municipal de turismo, Vinícius Fazole, não omite as dificuldades encontradas quando o assunto se refere à prioridade em oferecer acessibilidade aos turistas.

- É evidente que o município de Trajano possui fortes atrativos turísticos, só que infelizmente falta infra-estrutura. Cito a represa de Tapera (5º distrito), de bela paisagem, mas que não oferece aos visitantes qualquer condição de acesso. A estrada é vicinal, está em péssimas condições de conservação, dificultando ainda mais a chegada segura do turista à localidade. E quando chega ele só admira a beleza natural e mais nada! Porque não tem nada que possa ser feito para que o turista fique no local - desabafou o secretário.

A proprietária do Hotel Trajano de Moraes, Ângela Herta Weinkeller, em entrevista, demonstrou sua desmotivação e insatisfação com o fluxo de turistas no município, ressaltando que já houve uma melhor época.

- Em 1996 começou a melhorar o número de turistas em Trajano. Nessa época a nossa região estava sendo mais procurada, o turista vinha para a serra em busca de um melhor clima e cachoeiras. Hoje, infelizmente, não existe mais turismo em nossa cidade. O turista vai para a Região dos Lagos. Apesar de termos fortes atrativos, o que realmente está faltando é incentivo da autoridade máxima- disse a empresária.

Ângela Herta disse que, atualmente, o hotel é mantido com a hospedagem de viajantes. De acordo com seus dados no registro de hóspedes, a empresária cita que apenas 8% representam os turistas.

- O que mantém minhas despesas no hotel são as estadias dos viajantes, vendedores, pessoas que aparecem a negócios e que representam 92%/ano, o restante, somente 8%, é que representam os turistas- explicou a proprietária.

Trajano tem sua praça principal, a Nilo Peçanha, é o ponto de encontro dos moradores e dos visitantes. As fazendas centenárias do período Imperial, possuem em sua maioria arquitetura e objetos de época bem conservadas.

Cachoeiras em diversos distritos, riachos de águas frescas, uma vasta variedade de plantas e pássaros fazem dessa cidade um santuário ecológico.

As visitas cavalgando entre fazendas históricas (período imperial), na sua maioria arquitetura bem conservada, são algumas opções oferecidas aos turistas que curtem uma viagem ao tempo. Para os aventureiros e amantes da natureza, as caminhadas ecoló-gicas, trilhas de montain bike ou de moto são as pedidas.

Alberto Teixeira, o turista de fim de semana, como ele mesmo se denomina, disse que o município de Trajano é o seu ponto de refúgio. Esportista e trilheiro, Alberto falou ainda sobre o seu interesse pelo município destacando que os principais atrativos são o clima, a flora e a fauna.

- O meu hobby é trilhar, caminhar ao ar livre. Sou um turista de fim de semana. Moro em Niterói e também trabalho lá, mas procuro um lugar como Trajano de Moraes para passear. A beleza natural desse lugar me atrai, as plantas são diferentes, possuem mais beleza, mais cor. Quando não estou por aqui, estou em Santa Maria Madalena, Nova Friburgo ou Teresópolis. Aqui vejo dezenas de atrativos turísticos, mas parece não haver interesse das autoridades em procurar condições para transformar estes atrativos em pontos turísticos. Além disso, o clima é maravilhoso - disse Teixeira.

Técnico em meio ambiente fala da riqueza em Trajano

Anchieta Zerbini, 26 anos, é técnico em meio ambiente e mora na cidade. Em entrevista cedida, ele fala das belezas naturais e o descaso que as autoridades têm com o município. – Trajano destaca-se por suas inigualáveis belezas naturais. Sua geografia proporciona paisagens com vistas maravilhosas, além de belíssimas cachoeiras e rios. Para quem gosta de aventura, o município é repleto de trilhas, tanto para caminhadas, quanto para moto e bike. Possui vários pontos de escalada, passeio de cavalo e recentemente foi construída uma rampa para vôo livre, que segundo especialistas é uma das melhores do Brasil. Isso sem dizer a represa do rio macabú, que possui mais de 13km de espelho d’água e uma imensa quantidade de espécies de peixe, que atraem praticantes de pesca esportiva de todo o estado e também é ideal para a prática de esportes aquáticos, como canoagem, Jet Sky dentre outros – disse Zerbini.

Outro fator é o descaso das autoridades com o município. – Temos muitos cartões postais que estão acabando por causa de despejos de efluentes domésticos e lixo em geral. A represa da sede do município, o rio macabú, tem parte do início já poluído, o rio imbé que corta a cidade, está totalmente poluído. Eu acho que para atrair turistas não adianta só investir em “folders”, com fotos bonitas, quando na realidade esses locais já estão com a paisagem degradada. Tem é que investir em saneamento básico, educação ambiental, revitalização de paisagens, recuperação de rios e lagos. Assim o turista será atraído não só por propaganda, mas também virá por indicação de outras pessoas que vieram e gostaram. Imagine se todos esses pontos turísticos citados fossem explorados da melhor maneira possível, com todos esses esportes ou até outros que deixei de citar, o município viraria a capital brasileira do esporte. Mas lógico que não é tão fácil assim, envolve uma série de fatores, na qual o principal eu disse no início, que é a falta de interesse das autoridades competente na área. Imagine uma etapa do brasileiro de MotoCross, de Jet Sky ou de vôo livre, para tudo isso, temos ótimos points, basta que sejam explorados de forma certa, colocando o município em uma posição de destaque, e assim atraindo cada vez mais os turistas – completou Zerbini.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

UMA FACA DE DOIS GUMES

Lucrativa e polêmica, a lan-house é tema de discussão entre mãe e filho

Por Jaqueline Ferreira
Técnica mista- AV2


Noventa mil. É esse o número de lan-houses em funcionamento no Brasil, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. Número muito superior ao de livrarias, que chega à marca de apenas 2,6 mil e de salas de cinema, que são no total 2,3 mil. Segundo levantamento do Comitê Gestor de Internet no Brasil, em 2007, o acesso à internet a partir de lan-houses chegou a 49%, ultrapassando os 40% do acesso doméstico.

John Kennedy Ramos é dono de lan-house há um ano. Resolveu abrir o negócio porque gosta de lidar com as pessoas e se interessa por tecnologia. Ele conta que o espaço é democrático, sendo freqüentado por diferentes faixas etárias:

― A minha lan recebe crianças a partir de 7 anos e adultos de até 70 anos. Muitos vêm aqui por
divertimento, outros para passar o tempo enquanto esperam o ônibus da escola. Além daqueles que vêm fazer trabalhos, pesquisar e baixar músicas.

Além de atender os clientes, John observa os efeitos que o uso exagerado da rede provoca em suas vidas:


― Acho que as pessoas têm que saber usar. Hoje, entramos no Orkut e damos parabéns a nosso vizinho. Mas seria muito melhor se fôssemos a sua casa, dar os parabéns pessoalmente. Usamos o MSN e conversamos horas com uma pessoa e quando a encontramos na rua nem damos bola pra ela. Este lado é ruim, mas em contrapartida, mantemos contato com amigos, parentes de cidades distantes e até de outros países. Então, vai de cada um.

Contradições em família
Heroínas da inclusão digital, negócio lucrativo para uns e motivo de dilemas na vida de outros. A doméstica Maria Helena da Conceição Emitério, de 36 anos, já teve muitas dores de cabeça por causa das idas constantes de seu filho mais velho à lan-house.

― O Cayke vai muito na lan. Tem vezes que ele chega em casa uma, uma e meia da manhã. Ele não dorme direito e durante o sono fica agitado como se estivesse no jogo. Ele fala muito à noite.
Esse exagero diante da tela do computador já foi motivo de briga entre os dois. Helena conta que uma vez o jovem passou o dia inteiro jogando e precisou ir buscá-lo.

― Nesse dia ele ficou de oito horas da manhã até uma e meia da madrugada. Fiquei preocupada, imaginando todo o tipo de coisa. Quando o encontrei na lan-house jogando, tive que brigar com ele. Nos entendemos e agora ele vai menos.

Contradizendo a mãe, o estudante Cayke Emiterio, 15 anos, não admite que fica tanto tempo assim na lan-house.

―Vou todo dia. Tem vezes que fico três, cinco horas mexendo no computador. Não é vício. O que sinto quando estou na frente do computador é uma alegria. Vício é quando você entra na lan quando ela abre e sai quando ela fecha. Nunca deixei de fazer alguma coisa ou de ir a algum lugar por causa da lan-house. Eu sei controlar o tempo.

No entanto, o adolescente confessa que já gastou mais do que deveria com os jogos.

― Já cheguei a gastar em um dia 25 reais. Deixei de comprar coisas importantes como boné, chinelo e até pão para tomar café de manhã. Eu prefiro jogar do que gastar dinheiro em outras coisas. Mas, quando eu não tenho dinheiro, levo numa boa e se em Sumidouro tivesse mais coisas pra se fazer eu não iria tanto. Minha mãe não gosta que eu esbanje. Só que a internet para mim é essencial. Você tem acesso a música, vídeos e conhece muitas pessoas.

Nativos digitais
Parece absurdo deixar de comprar o pão do café da manhã e, ao mesmo tempo, não se considerar viciado em internet. No entanto, Cayke pertence a uma geração que nasceu conectada à rede. Nem sempre é vício, é necessidade de informação e entretenimento. Porém, os chamados "imigrantes digitais" têm dificuldade de entender a relação dos "nativos" com as máquinas.

A expressão "nativos digitais" começou a ser usada em 2007, por Marc Prensky, pensador e desenvolvedor de jogos. Ele se refere às pessoas que nasceram depois dos anos 80 e hoje representam 50% da população ativa. Os "imigrante", são aqueles que estão se adaptando à tecnologia, mas ainda fazem escolhas "analógicas" como ler livros e jornais impressos, descartando a notícia e as obras disponíveis na web.

O fascínio do adolescente Cayke pela lan-house, também se deve ao fato de não encontrar outras opções de lazer, na cidade onde vive. Sumidouro possui apenas uma sala de cinema e não conta com a presença de shows, peças de teatro ou oficinas recreativas.

Ao ser perguntado se a lan-house já o atrapalhou nos estudos, ele responde constrangido que não. A mãe reconhece que o desempenho escolar não é o ideal, porém, a causa é outra:

―Todo adolescente tem problemas. É coisa da idade.

Com as outras filhas, Leonara, de 11 anos, e Nicole, de 9, Helena é mais rígida, mas reconhece que o computador é uma ferramenta importante.

― As meninas vão de vez em quando, aos domingos. Sempre dou um real ou dois pra elas ficarem uma hora. Acho importante elas terem contato com o computador.

Contato que a própria Helena também quer ter.

― Tenho muita curiosidade e quero entrar nesse mundo para conhecer pessoas, conversar com elas e visitar outros lugares. Ainda não fui a lan-house para usar o computador. Não sei mexer. Meu filho falou que ia me ensinar, mas até agora nada.










MUNDO VIRTUAL: FAZER PARTE OU NÃO FAZER? EIS A QUESTÃO

A internet é uma evolução, traz novos hábitos e aniquila outros

Por Jaqueline ferreira
Taça de Champanhe- AV2

Sexta-feira à noite. Momento tão esperado. É hora de encontrar os amigos, conversar fiado, ver as crianças brincando na rua, brindar o fim de semana.

João e Wanderson moram em Sumidouro, interior do Rio de janeiro. São muito amigos e aproveitam a noite de sexta para jogar conversa fora. Eles dão risadas, comentam sobre o que aconteceu na escola, as novidades da galera, combinam programas para o final de semana. Mas se vocês pensam que os dois estão em um barzinho ou na praça, se enganaram. Cada um está em casa fazendo tudo isso diante da tela de um computador.

Com a intenção de entender melhor a sociabilidade na rede, abri mão da facilidade e do conforto que a internet possibilita e fui até a casa de João para entevistá-lo cara-a-cara. No caminho, rua vazia e muito silêncio. Encontrei apenas um garotinho, brincando sozinho com sua bola. Cenário incompatível com as lembranças da minha adolescência.

Me lembro da rua fervilhando. As crianças brincando de futebol, queimado e tudo o que a imaginação permitisse. E nós, eu e minhas amigas da época, saíamos para bater papo até às 22 horas. Só depois da hora-limite, imposta por nossos pais, a rua silenciava.

Morar no interior nos possibilitava ter mais liberdade e mais segurança para sair à noite. Todos se conheciam e sabiam detalhes da vida alheia. Era um tempo de relacionamento direto, de discutir quando se estava chateado, abraçar os amigos e até de pedir aquela folclórica xícara de açúcar ao vizinho.

Tempos modernos
João de Almeida tem 16 anos, é estudante do Ensino Médio e pertence a uma geração acostumada desde cedo com a presença do computador. Ele acha normal se relacionar por MSN.

― Com a internet faço novas amizades, pesquisas e até namoro. No MSN eu fico mais solto, perco a minha timidez. Falo coisas que tenho vergonha em dizer pessoalmente.

Mesmo estando integrado no mundo virtual, o adolescente procura manter as suas amizades reais e tem a consciência de que a internet aproxima e também distancia as pessoas:

― Com os meus amigos reais procuro fazer algumas atividades juntos, como, por exemplo, sair aos sábados. Antes da internet a gente se via mais, eu ia até eles. Sinto falta, mas prefiro ficar em casa.

As relações familiares e alguns hábitos do cotidiano também mudaram.

― Desde que a internet chegou aqui em casa, nunca mais jantei com os meus pais. Fiquei um pouco mais distante, mais isolado. Minha mãe tenta controlar o meu tempo no computador, mas mesmo assim nos afastamos. Sei que tem como evitar, mas a gente não consegue― confessa o jovem.

Nesse momento, o pai de João entrou na conversa e lembrou com nostalgia os seus tempos de garoto.

― Meu filho chega em casa e vai direto para o computador. Não gosta de ser incomodado. Antigamente, não tínhamos essa novidade. Jogávamos bola de gude, brincávamos de pique esconde na rua e tínhamos até tempo para fazer brinquedos de madeira. Hoje falta criatividade. Tudo já vem pronto― lamenta Julcinei de Lima, 49 anos.

Inconformado com a crítica, João entrega seu pai:

― É, ele fala isso, mas tem Orkut, volta e meia mexe na internet.

Meio sem graça, Julcinei admite:

― Eu vejo as novidades, as notícias, culinária, meu Orkut. Fazer o quê? É a evolução.

Evolução que gera a modificação
Mesmo estando integrado ao mundo virtual, Julcinei sente falta das reuniões em torno da mesa, da troca de experiências, de saber como foi o dia dos familiares e de ensiná-los a fazer os tais brinquedos. Sua geração não se acostumou com as amizades mediadas por computador, ao contrário do filho.

Me despedi. E grande foi a minha surpresa ao chegar na casa de Wanderson. Encontrei João contando para o amigo como tinha sido engraçada a entrevista que acabou de acontecer. Papo, é claro, feito pelo MSN.

Wanderson Ferreira, 15 anos, é louco por internet. Sua família não impõe regras sobre o tempo gasto na web e o jovem tem total liberdade para navegar a hora que quer.

Meus pais não me controlam. Tenho liberdade para acessar, mas essa liberdade é baseada na confiança.

O estudante revela ainda a conseqüência dessas horas dedicadas à rede:

Antes a família se reunia para ver novela. Agora eles ficam lá e eu aqui na net. Não saio mais a noite para falar com os amigos, não preciso sair.

Ficar horas na internet é uma realidade na maioria dos lares. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE Nielsen Online, em julho deste ano, o tempo médio de navegação por usuário em casa ou no trabalho, no Brasil, foi de 48h e 26min. Esse número sobe para 71h e 30min se for levado em consideração o uso de aplicativos, como programas de downloads e tocadores de música.

A pesquisa mostrou também que o Brasil lidera o ranking mundial de tempo de navegação em ambientes residenciais. O país, com as suas 48h e 26min, ficou na frente dos Estados Unidos (42h e 19min), Reino Unido (36h e 30min), França (33h e 22min), Japão (31h e 55min), Espanha (31h e 45min), Alemanha (30h e 25min), Itália (28h e 15min), e Austrália (23h e 45min).

“UM MARCO, UM CASE HISTÓRICO”

Personagem abre espaço para jornalismo de comunidade interativo

Por Jaqueline Ferreira

Taça de champanhe

Ele é popular. Caiu nas graças do povo e ficou famoso. Ganhou um blog, as páginas do Jornal Extra e fez parceria com a Rádio Globo. Também apareceu no Fantástico, tomou café com Ana Maria Braga e Eduardo Paes. Mas, como toda celebridade, conheceu o lado ruim da vida pública: foi sequestrado e agredido. No entanto, “brasileiro não desiste nunca” e João, como representante do Rio de Janeiro, não se calou.

João não é uma autoridade política. Nem humano ele é. João Buracão é um boneco feito com espuma de colchão e jornais, criação do borracheiro Irandir Rocha. Irandir, que também é artesão, resolveu denunciar com muita criatividade e bom humor, o buraco em frente a sua oficina, na Rua Piraí, em Marechal Hermes. Colocou o boneco para pescar na cratera.

FOTO: DIVULGAÇÃO

A situação inusitada chamou a atenção do repórter Fernando Torres, do Jornal Extra, que por coincidência passava pelo local. Desde fevereiro, o boneco vem ironizando e denunciando o descaso público. O personagem abriu espaço para um jornalismo de comunidade totalmente interativo. As pessoas ligam para o jornal, mandam fotos, vídeos e solicitam a prestação de serviço da mídia, através do boneco. Foram tapados 160 mil buracos e Fernando foi indicado ao Prêmio Esso de reportagem.


― Chegamos a receber 15 mil ligações na Central de Atendimento ao Leitor, pois todos queriam denunciar as crateras de suas ruas. O boneco mostrou o tamanho do problema e se antes as prefeituras investiam X em manutenção, passaram a investir 5X com medo de receber a visita. João Buracão é um marco, um "case" histórico. É um prazer participar, decisivamente, desse trabalho jornalístico. Vou lembrar das histórias do boneco pelo resto da vida. ― ressalta o jornalista.


A caminhada de Fernando
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
O descobridor dessa figura carismática, Fernando Torres, aceitou o convite de trabalhar no Extra, em 2008. Porém, até se tornar o repórter 3G do jornal carioca, o menino do interior teve que superar muitas dificuldades e provar a cada dia que seu sonho era possível.

Na segunda-feira, 29 de outubro, ele retornou ao campus da Universidade Estácio de Sá, em Nova Friburgo, onde estudou e atuou como professor para dar início às palestras da semana de comunicação e contar um pouco da sua trajetória e experiência profissional.

― Eu tenho 26 anos, sou da primeira turma de jornalismo do campus e tinha tudo pra dar errado. Morava em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo, há quatro quilômetros do asfalto mais próximo e mesmo assim ousei desafiar a minha realidade e comecei a alimentar o sonho de ser repórter― conta o ex-aluno.

O primeiro passo para a realização, foi consumir produtos jornalísticos. Ele assistia TV e ouvia com muita dificuldade a programação da Rádio Globo, devido ao sinal ser fraco nas áreas rurais. Fernando assinava também, a Revista Placar, que chegava com um mês de atraso no sitio onde morava. Durante o curso de jornalismo, atuou em diversos veículos da Região Serrana: Rádio Estação e a Mídia Impressa da Estácio, TV Serra Mar (atual InterTV), Jornal O Momento de Macuco, assessoria de comunicação do Instituto Brasileiro de Pesquisa Alternativa (IBPA), agência de publicidade Groove, Rádio Sucesso FM, TV Zoom e Friweb.

― O aluno não pode achar que a vida profissional começa depois da formatura e não deve fazer menos do que pode. Uma resenha, um texto ou uma matéria, são os produtos jornalísticos que vocês têm nas mãos. Saindo daqui, elementos como a audiência, vão interferir no trabalho de vocês. A universidade permite que sejam totalmente criativos. É hora de produzir. Na minha trajetória, o mais difícil foi ter paciência. É preciso trabalhar bem e não deixar as barreiras gerarem um desânimo invencível.

O dia-a-dia da profissão

― O projeto Extra 3G exige que o repórter faça cobertura multimídia (texto, fotos e vídeos) em tempo real e apresente um novo viés na edição impressa do dia seguinte. Este é o maior desafio. Informação só com texto é coisa do passado. As pessoas querem imagens e nós temos que fornecer aquilo que é pedido. No dia-a-dia da rua aprendemos a criar minimamente uma relação de intimidade com a fonte para obter a informação certa e de preferência que ninguém tenha―destaca Fernando.
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
Irandir Rocha, João Buracão, Ferndo torres e ana Maria Braga


Além da correria e da responsabilidade que enfrenta um repórter multimídia, o ex-aluno da Estácio, continua trabalhando como professor no Rio de Janeiro. Um desafio que acrescenta experiência e atualização.

― Lecionar me obriga a procurar novos livros e conceitos, constantemente. Aqui, preciso citar o jornalista Fábio Gusmão, editor de Geral do Extra, que me apoiou a continuar com as aulas na Estácio. O ritmo de vida de quem trabalha em redação é frenético. Eu busco energia para conseguir ser um professor que agregue valor à vida acadêmica do aluno.

CONFIRA A ENTREVISTA COM FERNANDO TORRES NA ÍNTEGRA

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Abusos sexuais contra crianças aumentam no Brasil: Crimes ocorrem em casa.

Técnica Mista
Por Jaqueline Vilela Reis.

O caso recente de uma menina de 13 anos em Teresópolis movimentou a cidade. Milena foi violentada pelo pai, um lavrador de 32 anos. Esse tipo de caso mostra que a violência sexual contra crianças vem crescendo nos últimos meses na região. Outro caso foi de uma mãe que teria estuprado a filha de dois anos com um “vibrador”. Isso mostra que situações como esta são muito mais comuns do que se imagina.

Este ano, o Disque-Denúncia 100 registrou mais de cinco mil queixas em todo o Brasil. Geralmente, quem faz a ligação é um vizinho ou conhecido da família e os números mostram que as pessoas que praticam os crimes conhecem o menor; são pais, mães, irmãos, primos, tios e padrastos.

“São pessoas que deveriam proteger, mas na verdade negligenciam o tratamento digno, violentam sexualmente, violentam psicologicamente. A pesquisa mostra que, em grande parte dos casos, homens abusam e meninas que sofrem”, explica a psicóloga Beatriz Castro, da Vara da Infância e Juventude de Teresópolis.

De acordo com a Polícia Civil, 80% dos casos contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa. Na maioria das vezes as vítimas sofrem em silêncio. Ameaçadas, preferem guardar em segredo as agressões. O desafio é identificar nestas pequenas vítimas possíveis sinais que indiquem situações de violência.

“Desde choro fácil, alteração nos estudos, silêncio repentino, falta de vontade de comer. O adulto deve prestar atenção na criança e ouvi-la para mostrar que ela tem em quem confiar e falar sobre o que está acontecendo. O perfil do agressor típico é o homem entre 22 e 45 anos que tem laços de parentesco com a vítima.” afirma Beatriz.

Pedofilia e sinais.

esar do crime de abuso sexual ser cometido contra crianças e adolescentes, pesquisas recentes feitas pela UNICEF indicam que a maior parte dos agressores não são pedófilos. A pedofilia é um transtorno de perversão, em que o acometido tem um desejo incontrolável por fazer sexo com crianças. Nesses casos, eles poderiam tanto agredir uma criança como um adulto, esses homens apresentam, é claro, um tipo de distúrbio emocional ou psíquico.

No estado do Rio foram registrados mais de 52 mil casos de pedofilia e 101 mil páginas pedófilas aliciando crianças de nove a 13 anos. Apesar dos avanços, como a alteração no Código Penal, que aumentou a pena para esse tipo de crime, meninos e meninas continuam sendo vítimas.

Em relação à exploração sexual comercial, quando os familiares não são os agenciadores, muitas vezes, sabem da situação e tiram proveito econômico dela. Para especialistas, o grande problema é a falta de políticas que atuem na prevenção e tratamento dos abusadores. Mesmo que o criminoso cumpra a pena, se não for tratado, quando sair haverá um grande risco de reincidência.

Carolina Magalhães, advogada, afirma que mesmo com os avanços na legislação, não existe retrocesso no número de vítimas. Para ela ainda faltam programas eficientes que tratem os meninos e meninas e suas famílias. Outro agravante é que existe um forte comércio em torno desses crimes, envolvendo quadrilhas especializadas.

Segundo Carolina estudos mostra que o tráfico de pessoas é o segundo mais lucrativo, ficando atrás apenas do tráfico de armas. O desafio para combater esse crime passa também pela falta de estrutura da polícia e do Poder Judiciário. Faltam delegacias especializadas e varas destinadas à infância.



A Associação de Mães Contra Pedofilia de Teresópolis.

A Associação de Mães Contra Pedofilia de Teresópolis foi idealizada a partir do Seminário ‘Todos contra pedofilia’, realizado em Teresópolis em Abril desse ano. O evento contou com a participação do Senador Magno Malta, idealizador do projeto e presidente da CPI contra a pedofilia no Senado Federal.

A assistente social e presidente Tânia Luna, lembrou que os órgãos de atuação efetiva são Conselho Tutelar, CREAS (Centro de Referência de Assistência Social), Vara Criminal, Vara da Infância, Juventude e Idoso, Ministério Público e Jecrim (Juizado Especial Criminal). O CREAS é ligado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e atende famílias que sofreram algum tipo de violência.


Entre as ações da Associação estão o treinamento para diversos setores da sociedade para atuarem como multiplicadores de informações sobre o tema, A associação está organizando uma cartilha que será distribuída em postos de saúde, escolas, associações de moradores.

Quem estiver interessado em participar da Associação de Mães Contra Pedofilia de Teresópolis pode entrar em contato pelo telefone (21) 8834-7571 ou ir à reunião mensal que acontece na última segunda-feira do mês, no Hotel Alpina, na Rua Cândido Portinari, 837, Golfe.

Entidades discutem a questão penal para agressores.

O coordenador Regional da ABMP (Associação Brasileira de Ma­­gistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude) juiz Richard Pae Kim, afirma que uma forma de coibir esses crimes é a punição, mas ela esbarra na aplicação da legislação. Para ele a lei precisa ser aplicada e que a sociedade denuncie.

A questão do abuso sexual também preocupa, a ponto de o Ministério Público do estado do Rio ter iniciado um Congresso Internacional sobre Combate à Pedofilia e à Pornografia Infantil, em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos. O propósito é ampliar a colaboração dos dois países no tratamento do tema, principalmente na exploração da internet para esse tipo de crime.

O presidente e diretor de projetos da SAFERNET, Thiago Tavares Nunes de Oliveira, informou que a ONG recebe cerca de 2.500 denúncias diárias de crimes na internet. Uma filtragem nota que há um total de 300 novas páginas, das quais 63% são efetivamente dedicadas à pornografia infantil. Os dados da organização são repassados à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Segundo a UNICEF de 5 a 10% das crianças são vítimas de abusos sexuais com penetração durante a infância, denuncia um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância. "A cada ano, pelo menos 4% das crianças dos países industrializados são vítimas de maus-tratos físicos, e uma criança em cada dez é vítima de negligência ou maus-tratos psicológicos, em 80% dos casos, por seus pais ou tutores.

De maneira geral, o número de crianças no mundo expostas à violência, à exploração e aos maus-tratos é profundamente perturbador, destacado pelo fundo que publica o relatório por ocasião dos 20 anos da Convenção da ONU para os Direitos da Criança.

As múltiplas faces do jornalismo: Ciência? Cultura? História?

Assuntos de ciência são material jornalístico cada vez mais freqüente nos meios de comunicação. Porém não é de hoje, que jornalistas e cientistas não falam a mesma língua e vivem em estado de guerra. Há divisão não apenas entres os profissionais de cada área, mas também é grande a discussão dentro das próprias profissões, há os que acreditem num jornalismo científico e os que não acreditam.



Partindo do ponto de vista de que o jornalismo não é uma ciência por sua falta de exatidão, alguns jornalistas e cientistas dizem haver uma grande contradição ao apresentarem uma ciência jornalística. Pois para os mesmos, o jornalismo é apenas um método de trabalhar e uma função social. Meditsch, diz em seu livro que - o jornalismo não é uma ciência, pois ele é incapaz de explicar a realidade que se propõe revelar.- Essas pessoas baseiam seus argumentos na medida em que vêem o jornalismo como uma ferramenta única e exclusivamente de transmissão de informações e não como um meio científico diferenciado, que trabalha mais especificamente com a investigação da realidade social e consequentemente com a formação de opiniões.

O DESAFIO DO JORLISMO CIENTÍFICO.

O outro lado da moeda

No entanto há estudiosos que afirmem com convicção que o jornalismo é sim uma ciência. Derval Gramacho, jornalista do Observatório da Imprensa afirma que - Comunicação é, hoje, reconhecidamente uma ciência.

Afirmação reforçada pelo depoimento do também jornalista José Marques Melo – É a ciência que estuda o processo de transmissão oportuna de informações da atualidade, através dos veículos de difusão coletiva – ao referir-se em seu livro sobre o jornalismo.

De fato, essa profissão se assemelha à ciência por que trabalha exatamente com os mesmos instrumentos de qualquer outra ciência, ou seja, em todo jornalismo bem feito, ocorre a observação e análise dos fatos, o experimento, a comparação e por fim a conclusão. Não é possível então, negar a viabilidade de uma Ciência Jornalística se a semelhança ambas é tão clara.

O QUE É JORNALISMO CIENTÍFICO?

Outras faces do jornalismo

Mas as múltiplas faces do jornalismo não se resumem apenas à ciência ou a falta dela, apresentam-se também alguns lados que não são tão aclamados como jornalismo em seu sentido literal, mas que são adorados pelo público e pelos próprios estudiosos da área.


Como por exemplo, o lado cultural, avaliado por Steve Proctor, do The Baltimore Suns, como um bom investimento - Deve-se investir muito mais energia na escrita sobre arte, sobre toda a paisagem cultural.

O lado histórico, ao acompanhar cada fato no mundo, cada acontecimento e arquivá-lo para a eternidade. Como explica o advogado Ramon Rodrigues, “A grande vantagem do jornalismo está na chance de escrever a história, tudo o que ele presencia e publica fará parte dos livros de história no futuro.” Apresenta ainda demais outras faces perdidas nas palavras e contextos dos jornais, ou seja, tantas faces que se pode concluir que jornalismo é tudo e tudo é jornalismo.





Matéria em Taça - Av2



Por Henrique Ramos

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE

Apesar das dificuldades, Fernando Torres realizou o sonho de infância: ser jornalista

Por Ildes Fernando
Taça Champanhe


Nascido e criado em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo, Fernando Torres morava em um sítio e desde criança sonhava em ser um jornalista. Para tanto, começou a consumir produtos dos quais queria fazer parte. Assistir televisão e ouvir rádio eram as atividades que o pequeno Fernando fazia todos os dias. Quando o sinal ficava ruim, ele sempre colocava palha de aço na antena da TV e do rádio para não perder nada e continuar acompanhando a programação.
O futuro profissional da comunicação também assinava a Revista Placar, que chegava em sua casa com um mês de atraso. Mesmo com as dificuldades, Fernando superou os desafios e correu atrás do seu sonho. Formou-se na primeira turma de Jornalismo na Estácio de Sá, campus Nova Friburgo. Mas Fernando não se deu por satisfeito.
Durante a faculdade, o jovem estudante continuou a enfrentar as barreiras e a superá-las, sempre tendo em mente a persistência e a busca por qualificação. Foi estagiário da Mídia Impressa, Rádio Estação e ajudou a criar a Friweb/ Estácio Notícias. Trabalhou na Rádio Sucesso FM, TV Zoom, jornal O Momento de Macuco, TV SerraMar (atual InterTV), Groove Propaganda e foi assessor de comunicação da IBPA (Instituto Brasileiro de pesquisa alternativa), ACIANF (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo) e Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
Para falar melhor em público e perder esse medo, o jornalista também apresentava formaturas. Toda essa dedicação surtiu efeito. Trabalhando atualmente no jornal Extra, na função de repórter 3G, Fernando Torres voltou a Estácio Friburgo para participar da Semana da Comunicação, realizada no dia 26 de outubro.

João Buracão: o repórter cidadão
Durante o encontro, Fernando comentou sobre a sua maior descoberta profissional: o boneco João Buracão.

“Descobri o João por acaso. Estava voltando para a redação do jornal Extra e resolvi passar por outro caminho. De longe vi uma pessoa sentada em uma cadeira, de frente para um buraco e segurando uma vara de pescar. Achei curioso e parei. Quando me aproximei percebi que era um boneco”.

Surpreso com a situação inusitada, Fernando percebeu que aquilo renderia uma reportagem. Depois de se informar, descobriu que o boneco foi criado pelo borracheiro Irandir da Rocha, que nas horas vagas também exerce a profissão de artesão.
O então Boneco Pescador, primeiro nome de João Buracão, surgiu para protestar contra um buraco que surgiu em frente à borracharia de Irandir, na Rua Piraí, em Marechal Hermes. Já fazia cinco meses que o tal buraco causava transtornos para as pessoas da Baixada Fluminense. Motoristas acusavam Irandir de ter feito o buraco para os carros quebrarem e assim ter mais clientes. Cansado das acusações e do descaso da prefeitura, o borracheiro resolveu fazer o boneco de esponja e jornais para reivindicar.
Quando Fernando passou pelo local, o boneco já estava ali há três semanas, debaixo de sol e chuva. E nada dos órgãos públicos resolverem o problema. Diante do fato, Fernando decidiu fazer uma matéria. Ela foi publicada numa sexta-feira, dia treze de fevereiro. A data é famosa por trazer maus agouros, mas isso não foi um empecilho. No dia seguinte, a Central de Atendimento ao Leitor do jornal Extra recebeu 15 mil ligações tamanha foi a repercussão. A partir daí, João Buracão se tornou o grande fiscal nas ruas do Rio de Janeiro. A sua determinação e coragem foram determinantes para a marca de 160 mil buracos tampados. Já a sua simpatia conquistou a confiança e a amizade dos cariocas, que encontraram em João Buracão a maneira mais eficaz de ter a garantia e o direito à cidadania.


Boneco da baixada, fica famoso.

Por: Bruno Mourao ( taça de champagne)

Fernando Torres, conta na semana da comunicação da Estácio que desde pequeno o sonho dele era ser jornalista, mas parecia que o seu sonho não seria alcançado, pois morava em Santa Rita da Floresta segundo distrito de Cantagalo. Sua casa ficava a quase 4 km de distancia do asfalto. Mas com muita dificuldade ele tentava, ainda assim ouvir a rádio Globo, pois não havia antena de radio próxima, então ele escutava mais ruído do que a rádio em si.


Mesmo assim, ele não desistiu de lutar pelo seu objetivo. Quando ficou sabendo que em Nova Friburgo iria abrir o curso de jornalismo na Estácio de Sá, Fernando não pensou muito e se inscreveu no vestibular, se dedicou e começou a fazer o curso, ia e voltava todo dia de ônibus, seu caminho era de Santa Rita da Floresta à Nova Friburgo e assim vice e versa.


Logo em seguida o jornalista falou que os universitários não devem pensar que a carreira começa depois que se tem o diploma, e sim no primeiro dia de aula. Logo após, Fernando fez um breve histórico de sua vida profissional, que passou pelos laboratórios da universidade, Tv Serra mar (atualmente inter TV), Tv Zoom, jornal O momento, rádio Sucesso e atualmente, repórter do jornal Extra.


Ainda com pouco tempo no EXTRA, Fernando foi cobrir um velório de uma menina que havia sido assassinada na baixada fluminense. Voltando do velório o repórter, viu um boneco em frente a uma borracharia, parou e foi perguntar ao borracheiro, Irandir, o que era quilo de fato, o borracheiro disse que era o João Buracão, e que servia como forma de protesto, porque na baixada havia enorme buracos no asfalto. E o borracheiro fez isso para que as autoridades fossem mobilizadas.

A partir dessa reportagem no jornal, o personagem, criou fama. E a prefeitura fez do local aonde estava o João Buracao, um canteiro de obras. Daí pra frente só foi sucesso do João. As pessoas começaram a pedir a presença do boneco, nas ruas onde estavam esburacadas. Os buracos de varias cidades e bairros por onde o boneco passou foram tapadas.


O sucesso não parou por aí, ele foi até o gabinete de prefeito do Rio, Eduardo Paes, aonde “conversaram”um pouco. E ele virou estrela de Tv também, esteve no programa da Ana Maria Braga, na rede Globo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Notas do repórter Fernando Torres não eram as maiores da sala

Por Diógenes de Oliveira
Em entrevista exclusiva, o coordenador da Universidade Estácio de Sá, campus Friburgo, Jorge Maroun, disse que o repórter do Jornal Extra, Fernando Torres, não tinha as melhores notas da sala. Ex-aluno da instituição, o jornalista conquistou diversos prêmios para a faculdade e atuou como professor. Confira as declarações na íntegra.
Diógenes de Oliveira: Como surgiu a oportunidade do Fernando Torres se tornar professor da Estácio?

Jorge Maroun: O Fernando se formou e eu o queria como docente, mas ele ainda precisava de experiência. Então, com apoio do professor, Hugo Santos, consegui contratá-lo como docente para coordenar a mídia impressa, ainda sem entrar em sala. Neste período, ele fez a parceria com a Friweb. Quando entendemos que ele estava pronto para assumir uma turma, oferecemos a ele carga horária.

Diógenes de Oliveira: Qual a contribuição oferecida por ele para o crescimento da Rádio Estação?

Jorge Maroun: Como aluno, Fernando participou de uma série de produções premiadas, inclusive a radionovela que ganhou a Expocom. O jingle Funk contra as Drogas que ele fez também foi premiado (terceiro lugar). Quando a rádio era coordenada por Carla Braga, Fernando era um dos principais alunos/colaboradores. Foi um dos criadores do Programa "Eu Quero é Rock" e atuava no radiojornal diário e ao vivo que a rádio transmitia, entre outros.

Diógenes de Oliveira: Qual foi o desempenho do Fernando como aluno da Estácio? Ele se destacava também nas matérias teóricas?

Jorge Maroun: Fernando sempre foi inteligente. Ele se destacava por botar a mão na massa. Tinha boas notas na teoria, mas não as maiores da sala.

Diógenes de Oliveira: Como ele se destacou como professor e quais as matérias lecionadas por ele?

Jorge Maroun: Ele se destacou por ser ‘antenado’ com as novas tecnologias, ter bom texto e experiência de mercado. Ele assumiu um filão pouco conhecido na época, como Multimídia Jornalística e Redação IV.

Diógenes de Oliveira: De que forma os alunos encararam um antigo companheiro de classe como professor? É verdade que houve muita insatisfação na época?

Jorge Maroun: Não, pois ele ficou um período como coordenador da mídia impressa, até que os alunos o enxergassem como docente.

Diógenes de Oliveira - Quais as chances dele voltar a lecionar na Estácio de Nova Friburgo?

Jorge Maroun: O mundo gira, não sabemos. Se pensarmos com os fatos de hoje, a chance é pequena, pois não dá tempo de sair do jornal e chegar em Nova Friburgo a tempo de ministrar aula.

Diógenes de Oliveira: Fernando Torres se aperfeiçoou nos laboratórios da Estácio e isso contribuiu para a indicação dele ao Prêmio Esso desse ano. O que a Estácio pretende fazer para incentivar seus alunos a valorizarem mais as práticas laboratoriais?

Jorge Maroun: Isto é uma boa pergunta, da qual aceito sugestões. Entretanto, mais que fazer alguma coisa, acredito que precisamos divulgar melhor os projetos que já existem.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sexo frágil, que nada! A mulher no mercado de trabalho.


Técnica Taça de Champanhe
por Jaqueline Vilela Reis.

Nas últimas décadas as mulheres abandonaram o papel de "Amélia" e invadiram o mercado de trabalho. Uma pesquisa mostra isso. O assunto é a participação no mercado de trabalho e a responsabilidade pelas tarefas domésticas. A pesquisa inédita realizada no país pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj), com apoio da FAPERJ mostrou quehoje as mulheres representam praticamente metade da população economicamente ativa do país e chefiam uma em cada quatro famílias.

Coordenado pelo International Social Survey Programme, o levantamento é parte de um estudo conduzido em 38 países e que ouviu 2 mil mulheres e homens no Brasil. O objetivo central da pesquisa foi analisar o impacto da presença da mulher no mercado de trabalho e em que medida isso afeta a organização familiar.

“É a primeira que se faz uma pesquisa tão ampla sobre o assunto no país”, afirma Clara Maria Araújo, uma das coordenadoras da pesquisa. “Até então, apenas o IBGE havia coletado alguns dados sobre o assunto, mas insuficientes para traçar um quadro mais nítido do tema", esclarece a pesquisadora da Uerj.

Segundo o IBGE, o percentual de mulheres jovens e de idosas que trabalham no Brasil é superior ao de países europeus. Mas, uma boa notícia é que no período o percentual de mulheres com apenas um filho, cujo rendimento per capita é superior a dois salários mínimos, cresceu de 33,0% para 40,3% – mais de 7 pontos percentuais.

Essa conquista do sexo feminino no mercado de trabalho está associada as principais tendências: implementação de mulheres em ocupações antes restritas aos homens, maternidade adiada, menor número de filhos, aumento de padrão de consumo familiar e do investimento em educação e reinvindicação por direitos iguais, em pesquisa da revista americana Harvard Business Review.

Um outro levantamento feito pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios) do IBGE em 2009 mostra que os Estados da Região Sul estão na lista daqueles com maior número de mulheres em cargos de direção. Essa proporção cai assustadoramente conforme se avança pelos Estados mais pobres da Federação onde as mulheres recebem menos em relação aos homens: na média, 59,4% do salário masculino.


Aumenta o número de mulheres na gerência de empresas.

Com base na análise a participação feminina em gerências era maior do que os homens nas lideranças relacioandas na tabela.

Fonte: IBGE

A diferença salarial entre homens e mulheres reduziu de forma tímida ao longo desses últimos 10 anos. A persistir essa tendência, seriam necessários mais ou menos 75 anos para eliminar completamente a desigualdade de rendimneto por sexo.

Do ponto de vista da escolaridade o rendimento médio tanto de homens quanto de mulheres cresceu. O aumento é mais expressivo quando se compara o contingente aprendizado até o ensino médio e ensino superior completo.

Com as mulheres reinvindicando, cada vez mais, os seus direitos e conforme apontado em pesquisas da Harvard Business Review, as organizaçoes estão mudando as suas estratégias de forma a recrutar e reter mulheres qualificadas. Abaixo algumas dessas mudanças implementadas:
* Diálogo extenso sobre as mudanças necessárias na cultura organizacional (workshops e reuniões dirigidas).
*Implementação de políticas para equiparar salários e oportunidades.
*Designação de responsáveis pela implementação de mudança.
*Avaliação (qualitativa e quantitativa) de progressos em áreas específicas.

E apesar de toda conquista da mulher no mercado de trabalho, a briga que elas vão enfrentar para conseguir uma maior igualdade será travada em todas as esferas tanto políticas quanto familiares.

Moderna sim, solteira não!

O fato de ser uma mulher moderna, independente, dinâmica e antenada com o mundo não anula o sonho de “Cinderela” que se esconde no intimo de quase todas as mulheres. Advogadas, professoras, empresárias, independente da profissão e do nivel de escolaridade as mulheres sonham com o glamour do casamento. Muitas negam, mas quando o momento acontece... sites, revistas, blogs, tudo para a girar em torno do grande dia. Os sonhos começam a se formolar e o assunto torna-se único: casamento.


A indústria sabe que o casamento “sobe a cabeça” das mulheres no momento que o assunto entra em foco: convites, buffet, músicos, vestido, penteado e muito mais fazem parte desse universo no qual a mulher embarca.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

FERNANDO TORRES ESTEVE PRESENTE NA SEMANA DE COMUNICAÇÃO 2009

Por Raniery Costa

O JORNALISTA FALOU DA VIDA PROFISSIONAL E O SUCESSO DO JOÃO BURACÃO.


A segunda palestra da segunda-feira foi com o jornalista Fernando Torres, que iniciou o curso de jornalismo com a primeira turma da Estácio Friburgo em 2001.

Segundo Fernando, ele tinha tudo para dar errado, pois morava em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo – RJ e o asfalto ficava a mais de 4 km de distância da casa dele. Mais o sonho de ser repórter de campo da Rádio Globo serviu como incentivo e resolveu fazer jornalismo logo assim que soube da abertura da faculdade em Nova Friburgo.

FOTO: DAVID ZOËGA

Fernando falou logo da importância de se especializar em todas as áreas pois as oportunidades são poucas e ressaltou que “o universitário não pode cometer dois erros que é achar que a carreira só começa com o diploma e não deixar de fazer bons trabalhos”. Para ele a faculdade começa no primeiro dia de aula.

Em seguida o jornalista fez um breve histórico da trajetória profissional e a passagem pelos laboratórios da Universidade, pela TV Serra+Mar, Groove Propaganda, Sucesso FM, TV Zoom, Jornal Extra, entre outros.

Com apenas 1 mês de jornal foi chamado pelo Editor de Cidade e Polícia do jornal EXTRA Fábio Gusmão para montar o projeto EXTRA 3G.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Saiba mais sobre o EXTRA 3G.


O SURGIMENTO DO JOÃO BURACÃO

A história sobre como foi descoberto o boneco João Buracão, o mascote do jornal EXTRA não poderia faltar na palestra de Fernando Torres.


Segundo o jornalista, durante uma cobertura policial, ao passar pelas ruas de Marechal Hermes, encontrou um boneco sentado em frente a buraco no meio da rua. Com o pensamento de que aquela imagem daria uma boa reportagem, procurou saber quem seria o autor daquela manifestação, até que chegou até o Irandir.
FOTO: DIVULGAÇÃO

Irandir é um borracheiro e o estabelecimento dele ficava em frente ao buraco, e muitos motoristas o acusavam de ter feito o buraco para furar o pneu dos carros. Foi aí que surgiu a idéia de criar um boneco como forma de manifestação.

A matéria sobre o João Buracão foi um sucesso, e logo após a publicação da matéria, a prefeitura fez um canteiro de obras para tapar o buraco que segundo moradores do local já tinha mais de dez anos.

Veja o vídeo de Fernando Torres, Irandir e o João Buracão no programa Mais Você.


Foi daí que muitas pessoas passaram a pedir a presença do boneco nas ruas onde moravam, reclamando sobre buracos que não eram tapados. Segundo Fernando o sistema de atendimento aos leitores teve mais de 15.000 ligações em um curto espaço de tempo.
FOTO: DIVULGAÇÃO

Desde que o João Buracão começou a atuar, cerca de 160.000 buracos já foram tapados, e além de tudo o boneco vem causando um tremenda repercusão entre os Prefeitos da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Conheça o blog do João Buracão.

ALUNOS FORMADOS E BEM SUCEDIDOS NO MERCADO DE TRABALHO

Por Raniery Costa

ESTE FOI O FOCO DA SEMANA DE COMUNICAÇÃO 2009 NA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ.

A Semana de Comunicação desse ano teve um foco diferente: levar alunos formados pela própria Estácio e bem sucedidos no mercado de trabalho. O evento começou na segunda (26/10) no auditório da Universidade e teve como palestrantes os jornalistas Carla Tank e Fernando Torres.

FOTO: DAVID ZOËGA

Na abertura da Semana de Comunicação com o Coordenador de Jornalismo Jorge Maroun que agradeceu a presença de todos os presentes e ressaltou o luto da Universidade pela morte do professor do curso de direito Ronaldo Pedrosa.

Quem iniciou a palestra do dia foi Carla Tank, formada pela Estácio Niterói e hoje assessora de imprensa da Empresa Águas de Nova Friburgo. Ela falou sobre a persistência no caminho do jornalismo e afirmou “que não está fácil carreira alguma, todos devem fazer o que gostam”.

FOTO: DAVID ZOËGA

A jornalista disse ainda falou sobre o diferencial que a nossa região através das fontes e a facilidade para criar amizades com elas. (pessoas que avisam sobre um fato ocorrido e que pode virar um boa reportagem).

Depois de falar um pouca da história profissional em agências de publicidade, Jornal O Lance, Carla contou um pouco da experiência que adquiriu no SBT de Nova Friburgo, onde trabalhou por 4 anos como repórter. Ela falou que “o repórter deve saber fazer tudo (apurar, procurar personagens, escolher imagens e até mesmo carregar cabos).

No decorrer da palestra, ela apresentou um portfólio com algumas reportagens produzidas quando foi repórter do SBT e fez algumas observações que serviram com dicas importantes para os alunos.

Ao encerrar, Carla falou sobre os 3 meses que está atuando como assessora de imprensa e que a experiência que tem nas áreas de publicidade, fotografia e TV tem a ajudado muito no dia a dia. Ao se despedir ela falou sobre os desafios de quem vai entrar para o mercado de trabalho e frisou mais uma vez “façam o que gostam”.

Veja como foi a palestra do jornalista Fernando Torres.

Uma injeção de ânimo

Ex-alunos da Estácio retornam para trocar suas experiências e incentivar os estudantes

Por: Naiara Rentes Rocha


Diferente do que muitos dizem, universidade não faz o aluno, mas um bom aluno pode melhorar uma instituição. A Estácio, campus Friburgo, conhecida por um dos melhores cursos de comunicação social da região, mostrou o porque de ser assim.
Este ano, a abertura da "Semana da comunicação", foi marcada por dois talentosos (ex) alunos da Instituição. A assessora de imprensa, Carla Tank, e o repórter do "Extra", Fernando Torres. Com diferentes histórias, eles contaram um pouco de suas carreiras, desde o ínicio até agora, incentivando cada aluno, que ali estava.

Carla Tank, começou sua vida acadêmica estudando publicidade, mais tarde, se formou em jornalismo, pelo campus de Niterói, quando a estudante conseguiu um estágio no "Lance" e decidiu que era aquilo ali o que ela queria seguir.

Fernando Torres, formado pelo campus Friburgo, todos os dias fazia uma viagem de mais ou menos uma hora e meia, quando saía de Santa Rita da Floresta, em Cantagalo, para vir estudar em Nova Friburgo. Decidido, ele começou a fazer estágios, na mídia impressa, na rádio, todos pela Universidade.

Dois jornalistas de sucesso, com rumos diferentes, que retornaram à suas origens para com orgulho, falar de suas profissões e muitas experiências. O que pra um, o jornalismo era uma opção, para o outro, um sonho.


Carla Tank

Começou a carreira em no Rio de Janeiro, participando do projeto: "Jornalistas do futuro", uma parceria da Estácio com a Rede Tv!. Mas algo mais interessante a esperava, o SBT em Nova Friburgo precisava de uma repórter, o que fez a Carla vir para a serra. Durante quatro anos, ela trabalhou no SBT jornal, e ela conta isso com muito orgulho, dizendo que cresceu muito com essa experiência.

Este ano, depois de sua grande atuação no SBT, a concessionária de águas e esgotos, "Águas de Nova Friburgo", a convidou para ser assessora de imprensa, o que fez a moça balançar, e sair de frente das câmeras.
Carla conta com muito orgulho toda a sua tragetória e diz que tudo colaborou para seu sucesso profissional, todo o esforço valeu muito a pena.


Fernando Torres

Fernando passou por muitos estágios e empregos, se destacando sempre pela dedicação, competência e paixão pela profissão. Logo após sua formatura, ele foi professor da Estácio, radialista da "Rádio Sucesso Fm", entre outros trabalhos, todos aqui na serra. Mas um convite para reporter do jornal "Extra", fez com que ele deixasse o sossego de Friburgo para encarar o dia-dia do Rio de Janeiro.

No "Extra", como repórter 3G, Fernando enfrenta a correria diária de uma capital, além dos "casos da cidade e de policia", ele se destacou depois que descobriu o "João Buracão", o famoso boneco que surgiu na baixada fluminense, graças à um borracheiro que o confeccionou e o deixou em frente à um buraco na rua de sua casa. Fernando, ao passar pelo local se espantou com a criatividade do cidadão e com o tamanho do buraco. Mas tudo saiu do anonimato, quando o nosso repórter decidiu dar esse nome e publicar no jornal do dia seguinte, mas o fato que impressou, foi a agilidade com que o buraco, que já tinha aproximadamente dez anos, foi consertado. E isso fez com que todos, simpatizassem com o "João", e a moda pegasse.
Hoje, "João buracão", tem um espaço reservado no jornal, no site e nas ruas. E Fernando, continua se destacando como o bom profissional que é, e dando incentivo para que nós estudantes, tenhamos vontade de crescer e chegar lá.

Esta semana da comunicação, realmente, teve um foco voltado para o sucesso profissional, o que fez muita gente a se animar e correr atrás dos seus objetivos. Muitos de nós, estavam desacreditados do mercado, devido à falta de exigência do diploma de jornalista. Mas depois desta injeção de atitude e força de vontade, podemos perceber que não é a universidade, o diploma, ou a falta dele, que vai nos motivar, tem que começar por nós. Começando a nos espelhar pelos bons, que chegaram aonde queriam e servem como referência, esquecendo aqueles que nem fazem diferença.

Fernando Torres e Carla Tank são destaques da Semana de Comunicação da Universidade Estácio de Sá

Por Ingred Joia

Entre os dias 26 e 30 de outubro está sendo realizada na Universidade Estácio de Sá, a Semana de Comunicação.Hoje dia 26 de outubro teremos a participação dos ex- alunos, o Repórter do Jornal Extra, Fernando Torres e da Assessora de Imprensa, Carla Tank.

A palestrante Carla Tank, comecçou a estudar em NIterói e trabalhou como estágiária do Jornal O Lance. A ex aluna veio de Niterói para Nova Friburgo e trabalhou como repórter da Intertv, SBT e hoje é Assessora de Imprensa da Concessionária Àguas de Nova Friburgo.

Fernando Torres, nasceu em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo/RJ, e desde pequeno sonhava com o jornalismo e percorreu um longo caminho para se tornar repórter. Formado na primeira turma de jornalismo, Fernando já estagiou em diversos segmentos como Rádio, TV, Jornal, Internet e Assessoria.

Hoje com 26 anos, Fernando trabalha como repórter 3G do Jornal Extra e hoje é referência no Rio de Janeiro. Neste ano o jornalista concorreu ao Prêmio Esso , com a reportagem do personagem "Jõao Buracão".

Fernando aceitou um desafio que a maioria dos repórteres não querem, trabalhar na Baixada Fluminense, cobrindo factuais para o site e o jornal, que também são alimentadas pela imagem da matéria. Na matéria 3G, o repórter faz desde o texto até a edição final, enviando diretamente para a internet.

O boneco foi criado por um borracheiro como protesto pelo buraco em frente a sua borracharia e chamar atenção das autoridades, mas o problema só foi resolvido quando Fernando descobriu o personagem e mostrou o descaso das autoridades com os problemas nas comunidades da Baixada Fluminense.

Como repórter 3G Fernando, percorre a Baixada Fluminense a procura de notícias factuais que são postadas no site com texto e vídeo e como ele mesmo disse na palestra "faça sempre o melhor independente da matéria que você tenha que cobrir."

Aos que desejam iniciar a carreira jornalística Fernando, foca que a carreira não começa quando termina o curso mas quando inicia a faculdade e deixa um recado para os que desejam seguir seu exemplo: "nunca faça um trabalho de qualquer jeito, pois ele é um produto jornalístico que você tem nas mãos."

Semana da comunicação é dedicada a ex-alunos

Por Vinícius P. Eyer



A Semana da Comunicação da Universidade Estácio de Sá foi dedicada a ex-alunos. Entre os participantes o jornalista Fernando Torres, que hoje é repórter 3g do Jornal Extra, do Rio de Janeiro, e Carla Tank, repórter do SBT Rio.

Ambos falaram de suas carreiras e a alegria de retornar a Estácio para mostrar aos alunos que com muito estudo e dedicação pode se conseguir uma boa vaga no mercado de trabalho.

Fernando Torres, comentou que considera ter oito anos de carreira, contando o tempo de faculdade. Nesse período entre estágios e empregos ele trabalhou em 13 locais. Os mais importantes foram a empresa Groove Propaganda, TV Serra Mar (hoje Inter TV) e mais recentemente como professor na própria faculdade.

No Jornal Extra, Fernando trabalha como repórter 3g, uma nova modalidade de jornalismo. Munido de um celular e um laptop, ele sai as ruas e assim que termina uma notícia já envia para a redação para publicação imediata.

Já Carla Tank possui uma carreira mais curta, porém não menos interessante. Formada em publicidade no campus da Estácio em Niterói, Carla largou tudo para se dedicar a um estágio no Jornal Lance. Após proposta, veio para Nova Friburgo, onde realizou testes e foi aprovada como jornalista no SBT.

Hoje Tank divide seu tempo entre o trabalho de jornalista e de assessora de imprensa na empresa Àguas de Nova Friburgo, responsável pelo abastecimento na cidade.

Ao voltar de uma reportagem, Fernando Torres se deparou com uma situação inusitada. Ao entrar numa rua de Marechal Hermes, avistou um homem sentado com uma vara de pescar, ao se aproximar percebeu que tratava-se de um boneco.

Fernando fez a reportagem que saiu no jornal do dia seguinte, naquele mesmo dia o buraco que já estava por ali há anos foi tapado. O jornal fez uma nova materia falando sobre o fechamento. A população começou a ligar para a redação pedindo a presença do João Buracão em sua rua. Nascia um mito, que hoje faz fama em todo o estado.

Um dos destaques da Semana de Comunicação de 2009, Fernando Torres fala sobre o sucesso do “João Buracão”.


- Os alunos da Universidade ficam curiosos sobre o boneco que "ganhou" o país.

Matéria com a técnica Taça de Champanhe
Por Joanna Medeiros

O jornalista Fernando Torres, chegou ao sucesso depois de percorrer um longo caminho desde a universidade até o o auge com o personagem "João Buracão". Saiu de Santa Rita da Floresta, interior de Cantagalo, e tinha que percorrer cerca de 4,5 km até chegar ao asfalto mais próximo para poder pegar o ônibus para a faculdade.
Seu amor pelo jornalismo começou enquanto ouvia de maneira precária a Rádio Globo e sonhava em ser repórter de campo do veículo. Fernado adorava também, ler a Revista Placar para estar informado sobre a editoria que mais gostava, esportes. Nem sempre era possível, pois devido a distância de sua casa, nem sempre a revista era entregue com periodicidade.
Hoje é um jornalista reconhecido no Rio de Janeiro. Com 26 anos, formado na primeira turma de Comunicação Social no campus Friburgo, o ex-aluno, agora é professor da instituição em Madureira. Em 8 anos de carreira, Fernando esteve envolvido em vários projetos. Começou na Rádio Estação e Mídia Impressa da Estácio e não parou mais. Passou pela TV Serra Mar (hoje Inter TV), Groove Propaganda, Jornal O Momento, TV Zoom, Rádio Sucesso, Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, entre outros.
Para ele os laboratórios da universidade são fundamentais no processo de aprendizado: “você pode saber que tem um mega potencial, mas precisa produzir para mostrar o quanto pode para as outras pessoas”. Ele ainda acrescentou: “O estudante não pode achar que sua carreira só começa quando recebe o diploma. A carreira jornalística começa desde o primeiro dia de aula”. Para Fernando Torres, a dedicação aos trabalhos da faculdade pode ser determinante na hora de uma indicação para estágio, pois geralmente os professores têm muitos contatos e podem dar boas referências sobre o aluno.
Por toda essa dedicação como profissional, Fernando foi convidado a ser repórter do Jornal Extra. Como repórter 3G, teve a oportunidade de receber a indicação para o Prêmio Esso de Jornalismo a partir da descoberta de um boneco que ele batizou como “João Buracão”. Na semana da comunicação de 2009, Fernando foi convidado para falar sobre esse personagem que o levou ao programa da Ana Maria Braga, devido à repercussão do personagem.

Como nasceu João Buracão

Na ronda diária, Fernando decidiu passar por Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro, e descobriu um protesto inusitado: um boneco sentado à beira de um buraco exigia a ação das autoridades competentes. Nascia assim o ícone da luta contra o abandono. O boneco que antes era chamado de “Boneco pescador” foi confeccionado pelo borracheiro Irandi Rocha, para mostrar a as condições dos bairros no Rio. A partir da matéria – de capa - feita sobre “João Buracão”, foi lançada a campanha “Problemas na sua rua? João Buracão é a solucão!". "No primeiro dia, tivemos 15 mil ligações por conta do João Buracão”. Para saber sobre as andanças de “João Buracão”, acesse o blog do Buracão.
O envolvimento com o jornalismo comunitário prova que em lugares remotos são descobertos personagens simples, mas que são de fácil identificação com o povo brasileiro. O sucesso de "João Buracão" mostra que é possível dar voz as camadas menos privilegiadas da sociedade, cumprindo a missão do jornalista de prestar serviços à sociedade.