segunda-feira, 16 de novembro de 2009

FUTEBOL CARIOCA EM CRISE

Times do interior do estado do Rio sofrem por falta de Investimento

Os clubes cariocas são notícia constantemente quando o assunto é a crise financeira. No entanto, a mídia esquece de mostrar qual o efeito dessa crise para os clubes de menor porte, principalmente nos times do interior do Estado. Todos os anos as dívidas dos grandes times cariocas aumentam e o mesmo acontece com os pequenos.

Mas, na periferia do futebol nacional, a realidade desses times é bem diferente. Muitas vezes dependentes de investimentos de Prefeituras e comércios locais, os clubes não conseguem se manter e acabam tendo que fechar as portas.

É o caso do Aperibeense, clube da cidade de Aperibé, que após fazer uma ótima campanha no ano de 2008 e quase subir à elite do futebol carioca, sofre com dívidas externas e débitos com jogadores e funcionários. O clube já recebeu até mesmo suspensões nesse ano por não pagar dívidas com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

O clube foi punido este ano e obrigado a integrar o grupo dos times que lutavam para não serem rebaixados para a 3ª Divisão do Estado do Rio. O clube conseguiu se livrar do risco do rebaixamento, no entanto, não conseguiu fugir da crise.
Por causa da grave crise financeira o clube oficializou no dia 27 do mês de outubro o pedido de dispensa para a próxima temporada. Segundo o Presidente do clube, Zé Romário (foto), a dívida pode chegar a até R$ 250 mil.


"Nós estamos passando por um momento muito delicado. O Aperibeense não tem apoio, não tem patrocínio ou investidores. A nossa cota da prefeitura está atrasada e, infelizmente, temos que tomar essa atitude desagradável." Afirmou Zé Romário.
A situação dos clubes de pouco investimento se torna ainda mais complicada pela falta de estrutura e de torcida, fazendo com que o time não tenho de onde tirar lucro. Desse modo, são obrigados a fechar as portas.
"É a única solução que temos para não prejudicar o clube. Fazemos isso contra a nossa vontade e com muita tristeza, mas sem dinheiro não se faz nada, e no futebol é a mesma coisa", lamenta o dirigente.


Matéria para a Av2 – Por Henrique Ramos

domingo, 15 de novembro de 2009

Indicado ao Prêmio Esso de Jornalismo, Fernando Torres participa da Semana de Comunicação da Estácio de Sá

Jornalista é ex-aluno da universidade e trabalha como repórter 3G do Extra
Por Fernanda Pamplona
(versão taça de champanhe)


De vida simples, Fernando Torres cresceu em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo, no interior do Rio. Amante do jornalismo, principalmente da Rádio Globo, o jovem – que hoje tem 26 anos – sempre sonhou em, um dia, trabalhar no local.Com muito esforço e dedicação, Fernando se formou em 2001 em Jornalismo no campus de Nova Friburgo, pela Universidade Estácio de Sá. A cidade, a aproximadamente 80km de distância de onde morava, permitiu que seus os primeiros passos para vivenciar seus sonhos começassem a ser dados.
Com a graduação, o então jornalista trabalhou em diversas ramificações da área de comunicações, passando por televisão, assessoria de imprensa, rádio, agência de publicidade, professor universitário, entre muitos outros.Atualmente, Fernando é um repórter 3G do Extra – aquele profissional que produz conteúdo nos bairros e alimenta, através de um laptop conectado à internet, o site do jornal com material multimídia e texto.
Por toda a sua história, Fernando recebeu destaque na abertura da Semana de Comunicação da faculdade em que se formou, junto a oura ex-aluna, a jornalista Carla Tank.
O motivo do convite não foi apenas o fato de a instituição tê-lo formado profissionalmente, mas pelas conquistas de Fernando em sua área de atuação. Como repórter 3G fazendo jornalismo comunitário na baixada fluminense, Fernando foi indicado ao Prêmio Esso em 2009 pela criação do João Buracão, personagem que “deu nome e sobrenome ao descaso público na região”, de Universidade Estácio de Sá, sobre o mercado de trabalho e a persistência dos graduandos. “Tem que ter determinação. O mercado está difícil? Sim, mas não é só para o jornalista, é para todo mundo. Por isso, dêem valor ao trabalhinho feito em aula, pois pode ser um professor que pode indicar um cargo ou estágio”, comentou Fernando.
Quanto ao João Buracão, o personagem ganhou blog (clique aqui para conhecer) e se tornou ícone no município, tendo sido recebido pelo atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, e viajado pelo Brasil e em países da América Latina como Paraguai, Guatemala, El Salvador, entre outros.

Profissionais de sucesso e ex-alunos da Estácio na Semana da Comunicação

- Carla Tank e Fernando Torres participam do evento no campus Nova Friburgo

Por Fernanda Pamplona

Entre os dias 26 e 29 de outubro, a Estácio de Sá – campus Nova Friburgo – realizou a Semana de Comunicação, a alunos e convidados. Para a abertura do evento, Fernando Torres e Carla Tank, ex-alunos do campus , contaram um pouco de seus caminhos profissionais e pessoais desde sua formação.
O ex-aluno e profissional renomado, Fernando Torres contou aos presentes a saga do João Buracão – personagem ressaltado por Fernando e que lhe rendeu indicação ao Prêmio Esso – e situações engraçadas que o jornalista 3G do Extra passou durante esse tempo. Fernando comentou, durante a palestra, que o personagem mostrou que a criatividade do povo não tem limites. “Ele já foi a aniversários de quinze anos, café da manhã, entre outros. E será o fiscal de obras das Olimpíadas”, comentou.
Já a assessora de imprensa da Águas de Nova Friburgo , Carla Tank foi repórter do canal regional da emissora SBT e comentou sobre seus trabalhos com televisão e sua nova experiência como assessora de imprensa.
Os dois ex-alunos apontaram a necessidade de empenho à profissão e lembraram que, como qualquer outra, é preciso dedicação e persistência. “Sempre consumi produtos jornalísticos, e meu sonho era ser repórter da Rádio Globo. Hoje, sei que o que pintar, tem que fazer”, disse Fernando Torres. No caso de Carla, ela já era formada em publicidade e trabalhava em uma agência, quando decidiu largar tudo e fazer jornalismo. “Todo mundo me achava louca, mas era o que eu queria fazer”, afirmou, lembrando que estagiou por um bom tempo sem receber nada.
As palestras seguiram até a quinta-feira (29), com diversos convidados. No último dia, mais um ex-aluno esteve presente: Anderson Duarte, que hoje possui mestrado na área jornalística e trabalha em televisão, como editor chefe do Jornal O Diário , grupo de TV e impresso de Teresópolis.

Fernando Torres o repórter 3G

Conheça a história desse jornalista e o famoso “ João Buracão”

Por Edilene Medeiros

Formado em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá-Friburgo, Fernando Torres, nasceu em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo, interior do estado do Rio. Aos 26 anos, já exerce a profissão a 8 anos desde que ingressou na faculdade. Hoje é o repórter 3G do jornal Extra.

Fernando Torres começou sua carreira na mídia impressa da faculdade, passando pela Rádio Estação e ajudando a criar a friweb/Estácio. Em seguida trabalhou na antiga TV Serra Mar e em alguns jornais da cidade. Mas o jornalista sempre destacou a importância de usar os laboratórios da faculdade.

“ A gente começa a trabalhar nos laboratórios da universidade. É aqui que o profissional adquire experiência, é um grande erro do aluno não aproveitar este espaço”.

Na infância, Fernando Torres morava em um sítio a 4,5km do asfalto. Seu interesse por comunicação surgiu porque ouvia a Rádio Globo e assinava a revista Placar, achava o trabalho do jornalista interessante.
Apesar de algumas dificuldades para estudar, não abriu mão da profissão se dedicando a carreira.

Chegou a trabalhar para a própria instituição, onde lecionou até ser convidado a trabalhar no Rio de Janeiro, no jornal Extra.

A nova rotina e o repórter 3G

A mudança pro Rio abriu novas possibilidades dentro do jornalismo.

“ Fui chamado para trabalhar no Extra cobrindo a baixada fluminense, topei, achei importante ter esse trabalho na minha carreira. Em pouco tempo me tornei o repórter 3G do jornal, um tipo de faz tudo”, explicou Fernando.

O repórter 3G tem como ferramentas principais o lap top e o celular com câmera. A intenção é fazer toda a matéria: escrever, editar, fotografar, fazer um vídeo e enviar para a redação nas “mãos” do editor do jornal.

Confira esse vídeo sobre o repórter 3G

A saga “ João Buracão”

Criado pelo borracheiro Irandir da Rocha, o boneco João Buracão, foi encontrado pelo Fernando Torres em um dia de trabalho na baixada.

“ Achei que fosse um homem, quando cheguei de perto vi que era um boneco com uma vara de pescar na mão tentando pescar algo em um buraco no meio da rua. Procurei alguém para me explicar o que era, me disseram que ele foi feito por um borracheiro que queria chamar atenção para os buracos da rua”, contou o jornalista.

O boneco virou matéria do jornal Extra e em pouco tempo se tornou um meio de denúncias para moradores que sofrem com os buracos nas ruas. Em 6 meses, tapou de forma direta 160 mil buracos. Foi eleito pelo jornal o fiscal das obras das Olimpíadas.

Confira o Blog do João Buracão

Estréia da Semana de Comunicação

Jornalistas falam da importância de se dedicar à carreira.

Por Edilene Medeiros

Nesta segunda-feira, dia 26 de outubro, começou na Universidade Estácio de Sá- Friburgo a Semana de Comunicação. Para a inauguração deste ano, a universidade contou com a jornalista Carla Tank e o repórter do jornal Extra, Fernando Torres.

Formada em publicidade e jornalismo pela Universidade Estácio de Sá-Niterói, Carla Tank abre a palestra falando dos desafios do profissional de comunicação.

“ É importante não desistir, principalmente no inicio da carreira. Sei que a concorrência é muito grande, mas temos que buscar o nosso espaço estudando e nos aperfeiçoando.”

Com experiência de 5 anos em agências de publicidade, Carla Tank, abriu mão do trabalho garantido para realizar o sonho de ser jornalista. Junto ao SBT de Nova Friburgo, ficou 4 anos como repórter.

A jornalista desde o inicio deste ano é assessora de imprensa da empresa Águas de Nova Friburgo.


“ Fui convidada a trabalhar nessa empresa. É um desafio, logo de cara

me pediram para fazer um vídeo falando sobre a empresa na cidade. Pude usar toda a experiência que tive na tv para fazer esse trabalho”, contou Carla.

O jornalista formado pela Estácio de Nova Friburgo, Fernando Torres, também falou sobre suas experiências na profissão e da importância do aluno utilizar a universidade como currículo.

“ Digo sempre que comecei a trabalhar no jornalismo dentro da própria Estácio. A carreira não começa quando a gente se forma, a carreira começa aqui, nos laboratórios da universidade”, afirmou Fernando Torres.

Conheça um pouco da história de Fernando Torres.

Durante a palestra foram exibidos vídeos de matérias feitas pelos jornalistas.

A Semana de Comunicação fornece palestras na área contando com profissionais de publicidade e jornalismo que passam aos alunos um pouco de suas histórias e o atual estado do mercado de comunicação.

João Buracão é destaque em Semana da Comunicação

A semana de comunicação da Universidade Estácio de Sá, campus Nova Friburgo, teve início no dia 26 de outubro, recebendo os ex-alunos Carla Tank, assessora de imprensa e o repórter do Jornal Extra, Fernando Torres. O auditório da instituição recebeu um bom número de alunos, que puderam conhecer um pouco da experiência profissional dos convidados.

Carla Tank, formada em publicidade, contou que depois de atuar vários anos em agências, deixou a estabilidade financeira de lado para fazer jornalismo. Ela pode estagiar no jornal O Lance e depois de dois anos foi convidada a estrear no SBT Nova Friburgo. Carla disse que cobriu matérias variadas durante quatro anos e se encantou pela televisão.

Hoje, Carla é assessora de imprensa da Águas de Nova Friburgo, empresa que muitas vezes foi criticada pela própria jornalista. Para ela, não poderia haver melhor reconhecimento de seu trabalho. No entanto, o ela diz que sua verdadeira paixão ainda é o jornalismo e que ainda pretende voltar para a televisão.

Fernando Torres, iniciou sua palestra de forma descontraída, revelando detalhes de seu percurso até o jornalismo. Mesmo morando a “4Km do pedaço mais próximo de asfalto”, como disse o jornalista, Fernando não desistiu de seu sonhos.

Segundo Fernando, os alunos cometem um grande erro ao considerar que a carreira começa somente após a faculdade e ao não dar o devido valor aos trabalhos realizados durante o estudo, desse modo o aluno desperdiça chances únicas de aprendizagem, que podem valer muito em seu futuro profissional.

Fernando Torres chegou ao Jornal Extra em 2008 e aceitou o desafio de cobrir a baixada fluminense. Segundo o próprio jornalista, o que não era tão ruim, a baixada revelava as melhores estórias. Após algum tempo de trabalho, mais um convite, Fernando entrou no projeto inovador do Repórter 3G. Nessa nova empreitada o repórter faz toda a reportagem, desde o texto até a edição final, enviando diretamente para a internet.

Fernando também foi destaque por Ter sido o descobridor do João Buracão, assunto central do primeiro dia de palestra. O boneco criado por um borracheiro, foi a forma de protesto criada pela comunidade contra o descaso das autoridades com a via pública durante vários anos. Sucesso imediato, João ocupa diariamente os jornais de todo o país e a direção do jornal Extra já criou o espaço de atendimento ao leitor chamado João Buracão, para ouvir as reclamações da população. Segundo Fernando Torres, em apenas um dia a redação do jornal recebeu 15 mil ligações

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ex alunos abrem semana de comunicação na Estácio.






Jaqueline Vilela.


No dia 26 do mês passado, dois ex-alunos abriram a semana de comunicação. Fernando Torres e Carla Tank falaram de suas experiências profissionais e do caminho percorrido para chegar até aqui. Fernando saiu de Cantagalo, cidade pequena da região serrana do Rio.

Durante a faculdade Fernando estagiou em diversos lugares como TV Zoom, Rádio Sucesso, TV Serra Mar, atual Inter TV e no jornal “O Momento”, da cidade de Macuco, logo depois de se formar em 2001 virou professor do campus.

Fernando foi chamado para trabalhar no jornal EXTRA. Num dia quando saiu para fazer uma cobertura na Baixada Fluminense, mas precisamente em Marechal Hermes na rua Piraí, se deparou com um boneco perto de um buraco. O tal boneco chamava-se João Buracão, que foi criado por um mecânico da região em protesto contra o descaso da prefeitura do Rio.

João Buracão rendeu muitas matérias e ficou famoso pelo Estado, chegando a aparecer até no programa Mais Você de Ana Maria Braga e no Fantástico, na Rede Globo. Agora toda matéria relacionada com buracos nos bairros da cidade fluminense, lá está João buracão para mostrar o descaso da prefeitura com os moradores.

No mês passado Fernando foi indicado ao maior prêmio dado às pessoas da imprensa. O Prêmio Esso surgiu em 1955 e é o mais importante e tradicional programa de reconhecimento de mérito dos profissionais de Imprensa do Brasil, está completando 54 anos de existência. Para os profissionais de Imprensa, a conquista de um Prêmio Esso constitui elevada distinção, não só por sua tradição mas, principalmente, pelas características de independência e credibilidade do programa.


Carla por outro lado se formou en Niteroí tambem na Estacio. Formada em publicidade, ela largou tudo e foi tentar jornalismo. Hoje trabalha com assessoria de imprensa da concessionária de Águas Claras. O trajeto percorrido por Carla foi grande e seu primeiro trabalho como jornalista foi o de repórter de um jornal esportivo, o jornal Lance. Depois foi chamada para trabalhar no SBT.

Os dois paletrantes falaram de suas dificuldades de conseguir se manter nessa área. Conversaram ainda com os alunos sobre a segurança dos repórteres no trabalho, devido a morte do jornalista Tim Lopes em 2002. Hoje muitas empresas de comunicação estão melhorando a segurança de seus empregados. Emissoras como a Globo, Record, SBT e Band disponibilizam carros blindados e até escolta de seguranças para os reporteres trabalharem.



A nova profissão do jornalismo na era digital.

O repórter 3g escreve, filma, edita, fotografa, e publica. É uma nova modalidade de profissional. Atende as exigências do mercado e trabalha de acordo com a convergência digital das mídias na Intenet. O repórter faz matérias para qualquer plataforma, editando e enviando a matéria em tempo real direto do local de cobertura.O Jornal Extra trabalha com repórteres 3G.

O trabalho começou com dois repórteres atuando em áreas fundamentais para o nosso público: Zona Oeste e Baixada Fluminense do Rio. Pelas mãos dos repórteres Fernando Torres (Baixada) e Isabella Guerreiro (Zona Oeste) o projeto virou realidade. O trabalho jornalístico continua o mesmo. O que muda é o conceito de apuração e edição da reportagem.

A tecnologia 3G e as tecnologias móveis cada vez mais portáteis como smartphones e netbooks constituem uma infra-estrutura para a cobertura jornalística ou as reportagens de campo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Profissionais formados na Estácio marcam Semana da Comunicação

Elisangela de Paiva


Carla Tanque atuou como publicitária por cinco anos e não demorou muito para despertar o seu interesse pelo jornalismo, o que a fez voltar para os bancos da universidade Estácio de Sá -Campus Niterói e concluir o curso de Comunicação Social com habilitação em jornalismo.

Após se formar em jornalismo, Carla Tanque veio para Nova Friburgo onde atuou como repórter no SBT interior por quatro anos. Atualmente é Assessora de Imprensa da Companhia de Águas de Nova Friburgo.

Fernando Torres se formou no ano de 2001, na primeira turma de jornalismo da Estácio Campus Friburgo. Com apenas 26 anos de idade já possui um vasto currículo em sua área de atuação - rádio, mídia impressa, TV, Assessoria de Imprensa, professor de universidade e atualmente repórter 3G do Jornal Extra on line.

Apesar de vidas opostas, em relação a moradia, não podemos dizer o mesmo quando o assunto é profissionalismo. Carla Tanque e Fernando Torres são jornalistas que fazem a diferença, e a mudança de municípios proporcionou oportunidades. Ela, de Niterói, veio exercer sua profissão em Nova Friburgo, interior do Estado, e ele, morador de zona rural, localizada em Santa Rita da Floresta - distrito do município de Cantagalo, ficou famoso ao criar o personagem João Buracão.

Fernando Torres não poderia imaginar que em tão pouco tempo viese um dia a ser indicado à concorrer ao prêmio Esso de reportagem de jornalismo, após criar um personagem que acabou virando um defensor da comunidade.

O Coordenador do curso de comunicação do Campus Friburgo, Jorge Maroun iniciou a Semana destacando a importância da participação dos alunos em palestras oferecidas pela Universidade.

“Entendendo a importância do evento, investimos onde o aluno ganha mais que uma aula. A Semana da Comunicação é como um baluarte de nossa instituição. Por determinação do Coordenador Geral o evento é marcado por profissionais formados na Estácio”, disse Jorge Maroun.

Os jornalistas Carla Tanque e Fernando Torres foram os convidados para a abertura da Semana da Comunicação, iniciada no dia 26 de outubro.

Na ocasião, os dois palestrantes relataram seu dia-a-dia profissional, onde ficou evidenciado o jornalismo comunitário. Eles também deram dicas aos alunos sobre a acirrada disputa no mercado de trabalho.

“Se vocês querem jornalismo, não desistam. A sua carreira começa quando você coloca os pés na faculdade. E nunca faça um trabalho de faculdade de qualquer jeito. Faça sempre o seu melhor. O mercado está exigente”, disse Fernando Torres.

Carla Tanque destacou a importância em valorizar as oportunidades concedidas pela Universidade.

“Foi a Estácio que me tornou a profissional que sou. Seja persistente, sempre. Não é um caminho fácil. Não está nada fácil pra ninguém em nenhuma profissão. Então é melhor fazer o que gosta. Aproveitem todas as oportunidades oferecidas pela universidade. A Estácio é uma das poucas que possuem essa estrutura no curso de Comunicação Social”, disse Carla Tanque.

O bom filho a casa torna: ex-alunos são palestrantes na Semana de Comunicação

Por Mádhava Marchiori

A última semana de outubro foi preenchida com palestras e oficinas para os alunos de Comunicação Social da UNESA. No campus Friburgo alguns destaques foram ex-alunos que levaram suas experiências de mercado. Abordando a atenção, o olhar crítico, a criatividade e o jogo de cintura que os futuros profissionais devem desenvolver.

Carla Tank e Fernando Torres foram os palestrantes da segunda-feira, dia 26. Os dois estudaram na Estácio de Sá – Friburgo. Carla contou que se apaixonou pela cobertura televisiva quando foi convidada para ser repórter do SBT de Nova Friburgo, empresa na qual trabalha há quatro anos.

Fernando Torres lembrou as dificuldades que teve para concluir a sua graduação em Jornalismo. O repórter do Extra 3G aconselhou os alunos a trabalharem como profissionais durante todo o curso: “A carreira jornalística começa desde o primeiro dia de aula”.

O trabalho destacado por Fernando durante a palestra foi o “João Buracão”. A matéria sobre o boneco chamou a atenção das autoridades do Rio de Janeiro para os problemas de buracos em constante crescimento nas ruas do subúrbio da cidade.

O boneco, criado por um borracheiro para desmentir os boatos de ter aberto uma cratera no meio da Rua Piraí, em Irajá, chamou a atenção da equipe do Fernando por ficar sentado com uma vara de pescar em frente a um grande buraco na rua.

João Buracão ficou famoso tentando mostrar a desatenção do governo com os lugares mais ermos. Buracos que já tinham sido notificados há dois anos foram tapados. Esses problemas sociais foram ouvidos.

A rotina do repórter 3G

Segundo Fernando Torres, o repórter 3G do Extra tem que ter agilidade, reflexos rápidos e estar atento em tudo ao redor e disposto a fazer a matéria toda na hora.

O material que a equipe usa para a confecção das matérias é um celular ou câmera digital para fazer fotos e videos, um laptop para editar a matéria e uma internet 3G para enviar o material já pronto para a redação.

No projeto de jornalismo 3G o repórter apura informações para o jornal impresso, mas principalmente produzem o material multimídia para o jornal on line. A atençao é redobrada pelos repórteres, uma vez que eles são os responsáveis pela apuração, pelo flagrante em video, som e imagem e a edição do material.

A percepção de reconhecer o quê a sociedade está pedindo faz a diferença entre as notícias impactantes. A proposta de algumas das palestras da semana de comunicação foi passar para os alunos como um profissional de comunicação deve se comportar, sendo os olhos do povo, ouvindo-o e veiculando as suas necessidades.

Carla Tank e Fernando Torres: Primeiros Palestrantes da Semana de Comunicação 2009



-Ex-alunos falam da experiência no mercado de trabalho

Matéria com a técnica Pirâmide Invertida
Por Joanna Medeiros


No último dia 26 de outubro, a Estácio, campus Friburgo, iniciou a semana de comunicação. O tema deste ano foi “Ex-alunos no mercado de trabalho”, onde os convidados deram depoimentos sobre a vida depois da universidade. Os primeiros palestrantes foram os profissionais Fernando Torres e Carla Tank.

A primeira a expor suas impressões sobre jornalismo foi Carla, que hoje trabalha na assessoria da empresa Águas de Nova Friburgo. É formada em Publicidade e estava estabilizada quando decidiu fazer faculdade de jornalismo e perseguir o sonho. Quando começou a trabalhar em TV se apaixonou e nunca mais deixou a profissão.

De acordo com Tank, a universidade moldou a profissional que ela é. “Não desistir.” Essa foi a mensagem que Carla deixou para os alunos do Curso de Comunicação. E terminou afirmando: “Jornalismo é uma cachaça, você se vicia mesmo.”

O segundo convidado foi o repórter 3G do Jornal Extra, Fernando Torres. Nasceu na localidade de Santa Rita da Floresta no município de Cantagalo. Fernando morava a 4 quilômetros de distância do “asfalto” mais próximo, mas nunca deixou perseguir o sonho de ser jornalista.

Para Fernando, o aluno começa a sonhar em ser jornalista a partir do momento em que lê jornal ou vê televisão. Para ele, o auge da sua vida seria ser repórter esportivo da Rádio Globo. O jornalista dá ênfase em perceber a oportunidade e agarrá-la com toda força para poder se inserir no mercado de trabalho.

Depois de trabalhar em muitos lugares foi convidado a trabalhar no Jornal Extra fazendo a ronda da baixada fluminense. Logo aceitou a oportunidade de produzir a partir disso. Numa dessas rondas ele descobriu o João Buracão no Bairro de Marechal Hermes. O boneco, feito pelo borracheiro Irandi Rocha, virou militante contra o abandono dos bairros na cidade do Rio.

Desde a primeira matéria já foram tapados 1.700 buracos em toda a cidade do Rio, e 30bonecos foram catalogados em diferentes lugares do Brasil. O “encontro” com João Buracão rendeu a Fernando Torres a indicação ao Prêmio Esso de jornalismo.

Ambos os palestrantes mostraram que para seguir a carreira de jornalista é necessário perseverar e ter amor pelo trabalho e que apesar das dificuldades é uma profissão muito prazerosa.

Ex- alunos dão início a Semana de Comunicação.

Por Elcio Mello

A Universidade Estácio de Sá, campus Nova Friburgo deu início na segunda-feira, 26 de outubro a Semana da Comunicação. A abertura do evento teve como palestrantes ex- alunos da instituição, Carla Tank, assessora de imprensa das Águas Nova Friburgo e Fernando Torres, professor e repórter 3G do jornal “Extra”.

Carla, formada em publicidade trabalhava como diretora de ponta em uma agêcia no Flamengo, Zona Sul do Rio, quando resolveu arriscar no curso de jornalismo. Com experiência de quatro anos como repórter do SBT em Nova Friburgo, está a três meses no cargo de assessoria de imprensa, diz ''estudar e ser jornalista não é caminho fácil''.

Fernando Torres começou na Rádio Estação da universidade passando pelo jornal O Momento de Macuco onde trabalhou por dois anos e afirma nunca ter recebido em dia, Rádio Sucesso FM sendo locutor por três anos, assessoria de imprensa da Secretária Estadual de Segurança do Rio de Janeiro. Nascido em Santa Rita da floresta, distrito de Cantagalo, andava dois quilômetros de sua casa até achar o primeiro pedaço de asfalto e chama atenção dos alunos.

''Não é demérito nenhum trabalhar em uma área que não é seu sonho. O aluno não pode cometer dois erros graves, primeiro, a carreira não começa quando se pega o diploma, segundo, nunca faça um trabalho acadêmico de qualquer jeito pois esse é seu documento jornalístico e ter limites, saber onde está chegando, quando começar e parar''.

Finalista do prêmio Esso de Jornalismo com o personagem Jõao Buracão criado pelo borracheiro Irandi da Rocha como forma de protesto pelos buracos nas rodovias da zona Norte, publicada em uma sexta-feira 13 com tamanha repercussão que a redação do jornal Extra recebeu recebeu 15 mil ligações pedindo visita do boneco e desde então 160 mil buracos foram tapados no Rio.

Semana de Comunicação movimenta a Estácio de Sá

Por: Bruno Mourao.

No dia 26 de outubro, começou a semana da comunicação na Universidade Estácio de Sá, campus Nova – Friburgo, que será encerrado sexta feira dia 30. Estiveram presentes o repórter do Jornal Extra, e a assessora de imprensa das águas de Nova Friburgo.
Segundo o coordenador do curso de comunicação social,Jorge Maroum,o objetivo do evento este ano, foi trazer ex - alunos inseridos no mercado de trabalho.

Os alunos estiveram presentes no auditório do campus, para assistir as palestras dos jornalistas Fernando Torres e Carla Tank . Ambos contaram um pouco da sua trajetória pessoal e profissional.

Carla foi a primeira a fazer uso da palavra, e colocou que a trajetória dela era um pouco diferente do colega de profissão Fernando Torres, pois ela saiu do Rio de Janeiro e veio para o interior, já o Fernando não, ele saiu do interior para partir para grandes centros.

Carla, trabalhou há 4 anos como repórter do SBT interior, antes de se assumir a assessoria.E afirmou “No interior, ela teve mais tempo de se dedicar as reportagens de comportamentos mais que no Rio”.

Fernando começou a palestra falando sobre os locais que trabalhou como, jornal O Momento, TV ZOOM, TV SERRA MAR atualmente InterTV, Groove propaganda,rádio Sucesso FM e atualmente o EXTRA.

A maior ênfase na palestra do Fernando foi à reportagem que ele fez sobre o João Buracão, personagem esse, que o levou a indicaçao ao premio ESSo de jornalismo.
Este boneco foi feito por um borracheiro em forma de protesto, porque em frente a sua borracharia tinha um enorme buraco. O intuito do personagem era mobilizar as autoridades.

A reportagem rendeu tanto, que mais tarde foi criado no EXTRA um caderno especial para o João Buracão.
Este personagem ja visitou varias autoridades como o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

ENTREVISTA COM O REPÓRTER FERNANDO TORRES

Por Jaqueline Ferreira

Qual a sensação de voltar como palestrante à universidade onde estudou?
FERNANDO TORRES: Voltar à Estácio - Friburgo é sempre um prazer. É a minha casa, me formei aqui e vivi momentos maravilhosos neste campus. Além disso, tenho muitos amigos que ainda estão na casa. Acredito que, contando minhas experiências, eu possa ter ajudado as pessoas a acreditarem no próprio potencial.

O conhecimento teórico adquirido na universidade, aliado à prática de estágios fizeram toda a diferença na sua formação profissional. Quais foram as grandes lições desse período?
FERNANDO TORRES: Fazer o melhor em todos os trabalhos, sejam acadêmicos ou profissionais. Pensar na carreira logo no início da universidade também é essencial. A outra dica é aproveitar os laboratórios para exercitar as lições de sala de aula e experimentar novos formatos.

Qual bagagem de experiência o magistério proporciona para um jornalista?
FERNANDO TORRES: Lecionar me obriga a procurar novos livros e conceitos, constantemente. Aqui, preciso citar o jornalista Fábio Gusmão, editor de Geral do Extra, que me apoiou a continuar com as aulas na Estácio. O ritmo de vida de quem trabalha em redação é frenético. Eu busco energia para conseguir ser um professor que agregue valor à vida acadêmica do aluno.

Você comentou sobre a pressão que o repórter sofre para noticiar coisas novas. Essa pressão já te levou a algum dilema ético?
FERNANDO TORRES: Sim. Várias vezes. Lembro, agora, de quando fui ao município de Magé, na Baixada Fluminense, apurar uma situação de problema político e fui pressionado pela prefeita Núbia Cozzolino a revelar quem havia me passado tal informação. Não revelei e cortei o assunto porque nós, jornalistas, temos o direito legal de ocultar o nome das fontes.

A questão da segurança também foi discutida na palestra. Me chamou atenção a importância do motorista. Em que momento você percebeu isso?
FERNANDO TORRES: Diariamente, nós percebemos a importância do motorista. Ele pode adiantar ou atrasar sua vida. Com uma boa parceria, sempre que precisar dele para escapar de alguma represália ou chegar rápido a um destino, o repórter terá um importante aliado.

Durante a semana de comunicação, uma polêmica foi levantada: a função social do jornalista se limita à denuncia ou se estende à fiscalização? É errado dizer que o jornalista é o fiscal da democracia?
FERNANDO TORRES: A existência dessas duas vertentes é paralela. Denúncia e fiscalização caminham juntas. O jornalista deve contar histórias e mostrar o que acontece. Atitudes e planos contra ou a favor da democracia devem ser fiscalizados, sim. Contudo, precisamos lembrar que jornalista não é herói. O jornalismo é uma prática fundamental para qualquer sociedade e deve ser exercido com responsabilidade, como todos os outros ofícios.

O que o João Buracão representa para a sua carreira?
FERNANDO TORRES: João Buracão é um marco, um "case" histórico. É um prazer participar, decisivamente, desse trabalho jornalístico. Vou lembrar das histórias do boneco pelo resto da vida.

Qual a maior dificuldade enfrentada por um repórter 3G? E na sua vida profissional, o que foi mais difícil?
FERNANDO TORRES: O projeto Extra 3G exige que o repórter faça cobertura multimídia (texto, fotos e vídeos) em tempo real e apresente um novo viés na edição impressa do dia seguinte. Este é o maior desafio. Na minha trajetória, o mais difícil foi ter paciência. É preciso trabalhar bem e não deixar as barreiras gerarem um desânimo invencível.

Você está satisfeito com o jornalismo praticado no Rio de Janeiro?
FERNANDO TORRES: O jornalismo é parte de uma indústria de comunicação complexa. É lógico que pode ser melhor, mas, dentro das possibilidade apresentadas pelas empresas a seus jornalistas, o trabalho feito é excelente. Como já disse, jornalista não é herói. É um profissional como qualquer outro, mas que lida com elementos fundamentais como imagem, ética e repercussão midiática. A responsabilidade é enorme. Você pode mudar a vida de uma ou de milhões de pessoas, para o bem ou para o mal.

Quais os planos para o futuro?

FERNANDO TORRES: Quero investir mais em séries de reportagens e fazer uma pós-graduação na área de mídias digitais, além de investir mais em idiomas.

João Buracão é destaque em Semana de Comunicação



Antes da palestra, o coordenador Jorge Maroun agradeceu a
presença de todos os convidados


Por Diógenes Oliveira

Dois ex-alunos da Universidade Estácio de Sá, campus Nova Friburgo, deram abertura à Semana de Comunicação realizada no dia 26 de outubro. O Encontro promovido no auditório da instituição teve como destaque as experiências do repórter do Jornal Extra, Fernando Torres, e da assessora de imprensa de concessionária Águas de Nova Friburgo, Carla Tank.
Formada em publicidade, Carla Tank contou que após cinco anos de atuação em agências arriscou a estabilidade financeira para fazer jornalismo. A jovem trabalhou como repórter do jornal Lance e dois anos mais tarde recebeu um convite para estrear no SBT de Nova Friburgo. A jornalista afirmou que se encantou pela televisão ao cobrir matérias factuais na emissora durante quatro anos.

Carla Tank é responsável pela assessoria de imprensa da concessionária Águas de Nova Friburgo, empresa que foi alvo de críticas em algumas matérias que ela produziu no SBT. Segundo a jornalista, o convite veio como resultado de um trabalho levado a sério. Carla Tank aconselhou os alunos a aproveitarem todas as oportunidades.

Para a assessora, os estudantes precisam ingressar nos diversos meios de comunicação para adquirirem experiência. Já Fernando Torres fez um breve histórico da trajetória que o levou ao jornalismo. De acordo com ele, tudo começou com o sonho de ser repórter de campo da Rádio Globo. Para o jornalista, o sonho de cursar jornalismo tinha tudo para dar errado: “Eu morava a 4Km do pedaço mais próximo de asfalto”, contou.
Fernando Torres adquiriu experiência na Rádio Estação. Segundo o coordenador do curso de comunicação social, Jorge Maroun: "Quando a rádio era coordenada por Carla Braga, Fernando era um dos principais colaboradores. Foi um dos criadores do Programa 'Eu Quero é Rock' e atuava no radiojornal diário ao vivo que a rádio transmitia, entre outros".

Para Fernando Torres, existem dois erros que os alunos jamais deveriam cometer. Um deles é pensar que a carreira só começa na conclusão da faculdade. O outro é fazer os trabalhos requeridos pela universidade de qualquer maneira, pois assim o estudante perde a oportunidade de se aperfeiçoar e ser indicado pelos professores no mercado de trabalho.

Sucesso do Boneco João Buração e indicação ao Prêmio Esso

Contratado pelo Jornal Extra em 2008, Fernando Torres aceitou o desafio de cobrir a baixada fluminense por acreditar ser o local onde se encontram as melhores histórias. Após um mês de trabalho, recebeu o convite do editor-chefe, Fábio Gusmão, para a criação do Extra 3G. De acordo com ele, o repórter faz toda a reportagem desde o texto à edição final apenas com os recursos básicos oferecidos pelo celular e pela internet. Como se perde muito tempo para chegar à redação, tudo é feito na rua e enviado pela web.

O assunto que mais chamou a atenção na palestra foi a história do João Buracão. Criado por um borracheiro, o boneco foi destaque em várias matérias feitas pelo repórter e registrou a revolta com o descaso das autoridades por causa de um buraco que incomodava os moradores da rua Piraí há 10 anos. Com o sucesso, a direção do jornal criou o espaço de atendimento ao leitor chamado João Buracão.

Segundo Fernando Torres, a redação do jornal contabilizou 15 mil ligações de leitores em apenas um dia. Já foram tampados 1.100 buracos. O jornalista garantiu que o boneco será o fiscal das obras nas Olimpíadas do Rio de 2016.

Fernando Torres foi indicado ao Prêmio Esso de Reportagem de 2009. Mas ainda não foi desta vez que ficou entre os finalistas. Foram selecionados 38 trabalhos de mídia eletrônica e impressa em 12 categorias. A premiação está programada para o dia 8 de dezembro, no Hotel Copacabana Palace, no Rio.

Segurança dos repórteres

A professora Goretti, também presente no auditório, pediu para os convidados falarem sobre a segurança oferecida pela imprensa aos repórteres durante a cobertura de tiroteios entre policias e traficantes onde os profissionais ficam mais expostos.

De acordo com Fernando Torres, o Jornal Extra oferece carro blindado e coletes à prova de bala aos repórteres. Mas disse que esse material é ineficiente, pois não protege contra fuzis. Para ele, a segurança está no crachá:

“Os caras sabem que mexer com jornalista é furada”, declarou ele ao destacar que todos os envolvidos no caso do jornalista Tim Lopes já foram punidos. O jornalista afirmou ainda que o jornal dá liberdade para os repórteres rejeitarem as matérias que ponham em risco a vida e a segurança deles.

Ex-aluno indicado ao Prêmio Esso apresenta João Buracão


A Universidade Estácio de Sá, campus Nova Friburgo, foi palco da Semana da Comunicação entre os dias 26 e 29 de outubro. A palestra de abertura contou com a presença do jornalista, ex-professor e ex-aluno da instituição, Fernando Torres, de 26 anos. Também participou do evento a assessora de comunicação da Águas de Nova Friburgo, Carla Tank.

Fernando Torres que era morador de Santa Rita da Floresta e “andava dois quilômetros e meio para chegar ao primeiro pedaço de asfalto”, trabalha hoje como repórter 3G do jornal “Extra”.

Dono de um currículo extenso, Fernando Torres mantêm a simplicidade sem esquecer sua longa caminhada. Trabalhou na Rádio Sucesso, na Rádio Estação e na Mídia Impressa da Estácio de Friburgo, na TV Serra Mar, atual Inter TV, no jornal “O Momento”, da cidade de Macuco, na Groove Propaganda e como assessor de imprensa do IBPA, (Instituto Brasileiro de Pesquisa Alternativa) da ACIANF, (Associação Comercial Industrial e Agrícola de Nova Friburgo) e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.

Como repórter 3G do Extra a rotina é muito intensa. Fernando Torres é responsável por parte da cobertura das editorias “Geral” e “Polícia” na Baixada Fluminense. Em um dia “comum” de trabalho, o jornalista esbarrou no seu grande achado, o João Buracão. Trata-se de um boneco, que na ocasião ainda não tinha este nome, e estava com uma vara de pescar em frente a um buraco alagado.

A invenção foi uma forma bem humorada de protesto do borracheiro e artista plástico Irandir contra o descaso do poder público. A população culpava Irandir pelo buraco porque estava situado em frente à borracharia. O personagem foi batizado por Fernando Torres, virou mania nacional e ainda rendeu ao repórter uma indicação ao Prêmio Esso de Jornalismo.

A primeira matéria sobre João Buracão foi publicada e o problema do buraco foi resolvido. Desde então o boneco vive uma intensa rotina de visitas. Onde tem um buraco o João vai pescar e consegue atrair a atenção das autoridades para o problema. O sucesso fez a redação do Jornal Extra colocar uma linha só para ele. "O número de ligações chegou a 15.000", comenta Fernando Torres. Irandir doou o boneco e até agora já foram tapados em média 160.000 buracos. "O João entrou nu vácuo governamental", conclui o repórter.

Na foto à esquerda: João Buracão pesca em um buraco, uma forma bem humorada de protestar.


Acesse aqui o blog do João Buracão

Leia sobre o sequestro de João Buracão

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Galeria de fotos: festa olímpica com João Buracão - Rio 2016 sem buracos!








Vídeo mostra a rotina do repórter 3G

Por Marcelo Drummond

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ex-aluno da Universidade Estácio de Sá é finalista do prêmio Esso de Jornalismo

Por Genilson Marques

A Universidade Estácio de Sá de Nova Friburgo promoveu a Semana da Comunicação entre os dias 26 e 29 de outubro. Os convidados desta edição foram ex-alunos, que hoje estão no mercado de trabalho. No primeiro dia de palestras o convidado foi o repórter Fernando Torres, do Jornal Extra. Ele fala de sua experiência profissional e destaca a importância dos alunos utilizarem os laboratórios práticos que a Universidade oferece.

- O maior erro que um aluno comete é achar que a carreira de Jornalista só começa quando ele termina a faculdade, o aluno tem que começar a adquirir experiência na faculdade, não fazer um trabalho de qualquer jeito. Qualquer trabalho é um produto jornalístico, que pode ser reconhecido pelo professor.

Fernando trabalhou na Rádio Sucesso FM, na TV Zoom, no jornal O Momento de Macuco, na TV SerraMar (atual InterTV), na Groove Propaganda e como assessor de comunicação da IBPA (Instituto Brasileiro de pesquisa alternativa), da ACIANF (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo) e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.

Trabalhando no Jornal Extra, Fernando foi finalista do prêmio Esso de Jornalismo com o personagem João Buracão. Que foi construído pelo borracheiro Irandi da Rocha como forma de protesto pelos buracos nas rodovias do Rio de Janeiro. A primeira vez que Fernando publicou a matéria foi numa sexta-feira 13. A repercussão foi tanta que no sábado a central de atendimento ao leitor do jornal Extra, recebeu 15 mil ligações de pessoas pedindo uma visita do boneco aos bairros que tinham algum buraco. Já foram tapados 160 mil buracos no Rio, desde que foi criado.

A Universidade Estácio de Sá registrou nos quatro dias do evento, a lotação máxima do auditório. Cerca de 100 alunos, por dia debateram os temas abordados. As palestras foram encerradas, em clima de motivação.








quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"VENCI OS DESAFIOS E CORRI ATRÁS DO MEU SONHO"

Realizado na profissão, o jornalista Fernando Torres fala da carreira durante palestra na Estácio

Por Ildes Fernando

Na segunda-feira, dia 26, a Universidade Estácio de Sá deu início a mais uma Semana da Comunicação. No primeiro dia de palestras, o repórter do jornal Extra, Fernando Torres, viveu um momento de nostalgia.

Formado na primeira turma de Jornalismo da Estácio Nova Friburgo, Fernando reencontrou amigos, alunos, companheiros de trabalho e aproveitou para revelar os desafios que enfrentou para realizar um sonho de infância.
“Nasci e fui criado em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo. Morava em um sítio e desde pequeno consumia produtos dos quais queria fazer parte. Assistia muita televisão, ouvia muito rádio e assinava a Revista Placar, que chegava em minha casa com um mês de atraso. Desafiei as dificuldades e comecei a correr atrás do meu grande sonho: ser repórter da Rádio Globo”.

João Buracão é a solução
Durante a palestra, Fernando Torres não deixou de falar da sua maior descoberta no Extra: o boneco-cidadão João Buracão. Criado pelo borracheiro Irandir da Rocha, o boneco de jornal e espuma tem a missão de denunciar os temíveis buracos que “brotam” pelas ruas da cidade maravilhosa.

“A primeira vez que publiquei uma matéria do João Buracão foi em fevereiro, numa sexta-feira 13. No sábado, a repercussão foi tanta que a central de atendimento ao leitor do Extra recebeu 15 mil ligações de pessoas pedindo uma visita do boneco nos bairros onde tinham algum buraco. De lá pra cá, 160 mil buracos já foram tampados no Rio”.

Atualmente João Buracão é um ícone para os cariocas. Através dele, a população consegue reivindicar e ter acesso a serviços de infra-estrutura. O boneco possui uma legião de fãs e seguidores espalhados pelo Brasil. Ele já se encontrou com diversas autoridades, celebridades, foi homenageado na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e já foi vítima de um seqüestro. É mole ou quer mais?

Repórter multimídia

Em 2008, Fernando deixou o cargo de professor depois de receber um convite para trabalhar no jornal Extra. Atualmente ele é o “Repórter 3G” do impresso.

“Comecei fazendo matérias sobre a Baixada Fluminense. Fiz porque a Baixada é um lugar com ótimas histórias e era isso que eu queria. Em um mês, fui convidado para fazer parte da equipe do Extra 3G, onde saio às ruas com um laptop e uma câmera digital, corro atrás das notícias, as redijo, edito fotos, vídeos e envio o conteúdo para a versão on-line do jornal”.

A prática é fundamental
Por ter estagiado na Mídia Impressa, na Rádio Estação e ajudado a criar a Friweb/Estácio Notícias, Fernando ressaltou a importância dos alunos utilizarem os laboratórios práticos que a instituição oferece.

“Os dois erros que os alunos não podem cometer é achar que a carreira começa quando o curso termina e fazer um trabalho de qualquer jeito. O profissional adquire experiência ainda da faculdade. Qualquer trabalho é um produto jornalístico que, se bem feito, será reconhecido pelo professor”.

Fernando também trabalhou na Rádio Sucesso FM, na TV Zoom, no jornal O Momento de Macuco, na TV SerraMar (atual InterTV), na Groove Propaganda e como assessor de comunicação da IBPA (Instituto Brasileiro de pesquisa alternativa), da ACIANF (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo) e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.

domingo, 1 de novembro de 2009

O BOM FILHO A CASA TORNA

Fernando Torres visita Estácio durante a Semana da Comunicação

Por Jaqueline Ferreira

Na segunda-feira, 29 de outubro, o repórter Fernando Torres, retornou ao campus da Universidade Estácio de Sá, em Nova Friburgo, onde estudou e atuou como professor. Dando início às palestras da semana de comunicação, Fernando contou um pouco da sua trajetória e experiência no Jornal Extra.

― Eu tenho 26 anos, sou da primeira turma de jornalismo do campus e tinha tudo pra dar errado. Morava em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo, há quatro quilômetros do asfalto mais próximo e mesmo assim ousei desafiar a minha realidade e comecei a alimentar o sonho de ser repórter ― conta o ex-aluno.


Os alunos de comunicação que não tiveram a oportunidade de ouvir essa história em sala de aula se surpreenderam com o exemplo de persistência e receberam dois conselhos do palestrante:


― O aluno não pode achar que a vida profissional começa depois da formatura e não deve fazer menos do que pode. Uma resenha, um texto ou uma matéria, são os produtos jornalísticos que vocês têm nas mãos. Eles devem ser feitos da melhor maneira, pois o professor se lembrará daquele aluno empenhado que entregou um bom trabalho. Quando surge uma vaga no mercado e consultam o professor, pode ter certeza: ele indicará o seu aluno.

Exemplificando a frase “não adianta ser gênio e ninguém saber disso”, Fernando Torres, praticou o que aprendia na Universidade em diversos veículos da região serrana. Entre eles, a Rádio Estação e a Mídia Impressa da Estácio, TV Serra Mar (atual InterTV), Jornal O Momento de Macuco, assessoria de comunicação do Instituto Brasileiro de Pesquisa Alternativa (IBPA), agência de publicidade Groove, Rádio Sucesso FM, TV Zoom e Friweb.

― Saindo daqui, elementos como a audiência, vão interferir no trabalho de vocês. A universidade permite que sejam totalmente criativos. É hora de produzir. Eu cheguei até a apresentar formaturas porque ajudavam a me expressar melhor, era um exercício para perder qualquer tipo de bloqueio, timidez, medo de microfone― acrescenta o atual repórter do Extra.

Repórter 3G
A oportunidade de trabalhar no Jornal Extra surgiu em 2008, através de um convite. Disposto a contar as grandes histórias da Baixada, o desafio foi aceito e hoje, o “Repórter 3G” sai às ruas com um laptop e uma câmera digital. Ele apura os fatos, grava vídeos, fotografa e edita tudo isso, muitas vezes no carro, para alimentar o site do jornal e fechar matérias para o dia seguinte.

― Informação só com texto é coisa do passado. As pessoas querem imagens e nós temos que fornecer aquilo que é pedido. No dia-a-dia da rua aprendemos a criar minimamente uma relação de intimidade com a fonte para obter a informação certa e de preferência que ninguém tenha― explicou.

João Buracão
Numa dessas reportagens de rua, no dia 13 de fevereiro, aconteceu o encontro com a grande história esperada por Fernando: o João Buracão, nome e sobrenome para o descaso público. O boneco, construído pelo borracheiro Irandi da Rocha como forma de protesto, foi visto pescando em uma cratera na Rua Piraí em Marechal Hermes no Rio de Janeiro.


― Não acreditei que estava vendo aquilo. Entrevistei o borracheiro e fiquei com o contato dele. O buraco logo foi tapado e quando voltamos ao local, presenciamos uma comemoração bem humorada: as pessoas estavam fritando o peixe do João. Chegamos a receber 15 mil ligações na Central de Atendimento ao Leitor, pois todos queriam denunciar as crateras de suas ruas. O boneco mostrou o tamanho do problema e se antes as prefeituras investiam X em manutenção, passaram a investir 5X com medo de receber a visita.

Ironizando e denunciando, João Buracão ganhou as páginas do Jornal Extra, um blog, uma parceria com a Rádio Globo, participações no Fantástico, entrevista no Mais Você e centenas de clones pelo Brasil. O personagem abriu espaço para um jornalismo de comunidade totalmente interativo, as pessoas ligam para o jornal, mandam fotos, vídeos e solicitam a prestação de serviço da mídia, através do boneco.

Segurança no trabalho
No fim da palestra, a professora Maria Goretti levantou o problema das coberturas jornalísticas em áreas dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro. A morte do Jornalista TIM Lopez e o seqüestro da equipe do Jornal O Dia foram lembrados como exemplos do limite que o profissional de comunicação deve respeitar.

― Recebemos coletes à prova de balas e carro blindado quando a situação exige. Geralmente usamos o equipamento ao entrar em áreas de milícia ou locais com cenários políticos conturbados, mas dois outros elementos me dão maior segurança: o motorista e o crachá. Só os carros e coletes do BOPE seguram tiro de fuzil, logo, o meu colete é o meu crachá. Desde a morte do TIM Lopez os caras sabem que mexer com jornalista é furada, sabem que serão caçados e presos― revela Fernando.

No dilema entre uma boa matéria e a segurança do repórter, o bom senso também deve prevalecer.


― O jornalista sempre quer dar 10 passos além do que deve. Além disso, você é cobrado para trazer coisas novas da rua. É importante ter o bom senso e a humildade de pelo menos ligar para a redação e perguntar se deve ir. Na adrenalina você não raciocina com frieza― conclui.

Confira uma entrevista exclusiva com Fernando Torres.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Entrevista com Daniela Garcia, secretária de meio ambiente de Santa Maria Madalena

Por Bruno Mourão

Como é esse desafio de ser secretária de meio ambiente no município?
Secretária- Não vejo desafio, mas sim como mais uma missão em minha vida. Desde 1988 venho trabalhando direto com causas e feitos para o meio ambiente. Prestei 20 anos de serviços ao batalhão da polícia florestal e de meio ambiente no combate e repressão aos crimes ambientais. Em 2006 conclui o curso técnico em meio ambiente.

Qual é a maior dificuldade da sua secretaria atualmente?
Secretária- Estamos atuando em um prédio situado dentro do Horto Florestal Santos Lima, porém as instalações físicas são muitos precárias, mas há possibilidade ainda este ano de construirmos uma sede nova para a secretaria municipal de meio ambiente. O prefeito Arthur Garcia já está estudando esta possibilidade. No entanto a dificuldade maior é a ausência de viatura para execução da nossa operacionalidade.

Fale um pouco, do projeto Guarda mirim Ambiental, que a prefeitura esta criando através da secretaria de meio ambiente.
Secretária - Possuímos vários, um deles é a criação do guarda mirim ambiental, este projeto visa a formação anual de uma turma de guarda mirins através de curso preparatório ministrado pela SMMA com intuito de desenvolver a formação de caráter, a integração social e a consciência ambiental. O projeto busca participação de jovens e adolescentes de ambos os sexos, de 14 a 17 anos, devendo estar matriculado em estabelecimento de ensino, moradores de Madalena, e com freqüência escolar boa.
Serão abertas 40 vagas anuais, sendo 20 para meninas e 20 para meninos, a seleção dos candidatos ficará a cargo da secretaria de educação. A duração do curso será de 60 dias corridos, onde eles terão aulas teóricas e praticas. Os alunos terão aulas de Turismo ecológico, Educação Ambiental, prevenção e combate aos incêndios florestais, disciplina e dinâmica de grupo, conscientização sobre drogas, primeiros socorros, segurança do trabalho, dentre outros.
Após o curso os alunos realizarão estágio juntos aos setores da Prefeitura, o estágio terá duração de 10 meses, sendo 3horas por dia em 3 vezes na semana.Este projeto esta aguardando apenas a aprovação da lei que institui pela Câmara de Vereadores e após aprovado, terá então o início.

Quais são os próximos projetos da secretaria, ainda para este ano?
Secretária- A SMMA esta elaborando inúmeros projetos, entre eles a melhoria na rede de capitação de esgoto dos bairros do Largo do Machado e do Arranchadouro, realização do II passeio ecológico,reativação do conselho municipal de meio ambiente, criação do fundo municipal de meio ambiente, estamos também com um projeto de conscientização e execução de uma coleta seletiva de resíduos sólidos domésticos, a princípio separando em dois tipos “secos e molhados”, confecção de bolsas ecológicas.

Agradecimentos finais: A frente da SMMA, como secretária, agradeço o companheiro e amigo Arthur Lima, prefeito da cidade, por ter confiado em mim, e não medirei esforços para a perfeita execução de um trabalho voltado para o desenvolvimento sustentável e de responsabilidade sócio ambiental.