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domingo, 29 de novembro de 2009

Mais de 100 mil animais morrem por ano por causa das sacolas plásticas

- ONGs alertam para o descarte do plástico no meio ambiente

Focas, baleias e tartarugas, entre muitos outros animais, morrem todos os anos por causa das sacolas plásticas. Os cientistas advertem: peixes e frutos do mar, além do camarão e lagostas, vão diminuir drasticamente suas populações até 2050. Espécies vem desaparecendo, principalmente as marinhas. O plástico, desde camisinhas e sacolas plásticas a escovas de dentes, levam animais à morte por esganamento, inanição ou envenenamento, pelo material não bio-degradar.
O estudo, divulgado pela ONG PlanetArk, aponta que as sacolas plásticas são as maiores causadoras do problema, que atinge não somente animais marinhos, mas outras espécies.
No mundo, são 1 milhão de sacolas plásticas por minuto. São mais de 500 bilhões por ano. No Brasil, cerca de 12 milhões de sacolas plásticas ainda são distribuídas por ano.

Começo do fim das sacolas plásticas


- Lei prevê substituição do plástico por materiais reutilizáveis
Por Fernanda Pamplona
(técnica mista - link interno)

Os moradores do Rio de Janeiro terão que modificar seus hábitos para se adaptar à nova lei, aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em breve, empresas e comerciantes que utilizam as poluentes sacolas plásticas serão obrigadas a trocar o plástico por material reutilizáveis – que podem ser de diferentes tecidos à plásticos resistentes.

O projeto, idealizado pelo ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, ficou na gaveta por dois anos, recebendo modificações, e hoje é motivo de debate. Por um lado, a conscientização coletiva e a defesa da mudança do comportamento do consumidor perante a natureza. De outro, o comprometimento de renda das classes C e D.

Durante esse tempo, uma emenda importante foi implementada ao projeto: a previsão de troca de sacolas plásticas por itens da cesta básica tem causado tumulto antes mesmo de entrar em prática. Rudney Araújo, subgerente do Supermercado Regina, em Teresópolis, afirma que nenhuma notificação ou resolução oficial existe, então não se cogita fazer a troca. “Nós já temos estrutura para estoque das sacolas plásticas, mas ainda não implementamos a troca pelas reutilizáveis e nem temos previsão. Não sei como vai ser quanto a troca por alimento”, afirma.

Desde junho de 2009, a lei para troca das sacolas está aprovada, aguardando apenas sanção do governador Sérgio Cabral. Enquanto ele não se decide, a população já se adapta à novidade. “As idosas, principalmente, já compraram a idéia dessas sacolas”, explicou o gerente geral do Supermercado ABC Comprebem em Teresópolis, Márcio Pires. A loja, da Rede Pão de Açúcar, já tem perparo e estrutura para atender a lei. “Nós já começamos aos poucos a colocar as sacolas retornáveis. Nesse pouco tempo, houve uma diminuição de 7% na quantidade de sacolas plásticas utilizadas”, explicou Márcio.

Os consumidores tem opiniões diferentes quanto ao assunto. “Eu usaria se não tivesse que pagar por elas”, disse Sabrina Mendes. Mas o comodismo ainda é o grande impecilho da lei: a maioria não gosta dos novos tipos de sacolas. “É ruim de carregar no ônibus, e dependendo da sacola, ela abre ou não cabe tudo”, comentou Juliana da Silveira, de 23 anos.

A educação ecológica depende tanto das campanhas das empresas quanto a conscientização da população. “Para Teresópolis, a lei representará avanços significativos. A não utilização do plástico, ou o uso em menor escala, representa uma maior preservação ambiental. Uma cidade com tanto verde já deveria ter se adaptazo à essa lei. É preciso educar o povo”, afirmou o ambientalista Zé Waitz.

As sacolas plásticas matam peixes e animais de pequeno porte, causa constipação nos animais e, muitas vezes, a morte. “É muito triste ver que o plástico ainda é jogado na natureza e mata tantos seres vivos”, completou Waitz.

Lei contra a dificuldade de acesso

- Projeto nas mãos dos Senadores pretende multar empresas que não se adaptarem à cadeira de rodas

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado deve analisar, em breve, um projeto que estabelece multas para empresas públicas e privadas que não tiver adaptações em edifícios para atender à lei de promoção de acessibilidade a pessoas com deficiência. Eliminar barreiras arquitetônicas nos prédios próprios ou sob administração do estabelecimento é um dos pontos principais do projeto.
De acordo com a matéria, o valor da multa será entre 20 e 200 salários mínimos, e o dobro em caso de reincidência.

Teresópolis contra as cadeiras de rodas

- Obstáculos se tornam quase impossíveis aos cadeirantes da cidade
Por Fernanda Pamplona
(taça de champanhe com link interno)

Com 32 anos, Márcio Conceição é cadeirante desde os 18. Um acidente de carro, que aconteceu dois anos após se mudar para Flórida, o deixou dependente da cadeira de rodas. Mesmo assim, essa dependência nunca foi problema para ele - até agora. Márcio voltou para oBrasil há 2 anos, e resolveu viver na sua cidade natal: Teresópolis.

Até chegar no país foi complicado. Márcio conta que, mesmo no aeroporto, a falta de estrutura para quem precisa da cadeira de rodas para se locomover foi a prova de que seus dias por aqui seriam difíceis. "A saída do avião já foi problemática. Fiquei duas horas esperando uma rampa do lixo para poder sair do avião, por falta de estrutura do aeroporto", disse.

Os problemas continuaram - e continuam - desde então. Até chegar em Teresópolis, o transporte tanto de carro como ônibus são difíceis. Segundo ele, são raríssimos os veículos e meios de transportes que conseguem se adaptar ao cadeirante. "Muitas vezes, não tem como entrar ou permanecer no veículo. No caso do ônibus, temos que pedir para alguém levar a gente no colo", reclamou. A Viação Teresópolis, que faz o transporte intermunicipal, não tem adaptação em seus veículos, e os motoristas não sabem informar se haverão adaptações ou mudanças. Quando em contato com a empresa, a mesma ficou de retornar a ligação - mas não o fez.


Morando em Teresópolis

Ao chegar em Teresópolis, Márcio encontrou novos desafios. Ele reclama - e com razão - da forma que as autoridades lidam com os cadeirantes: dificilmente encontra-se rampas em calçadas e lojas, elevadores especiais para acesso ou qualquer tipo de punição para esse tipo de coisa. "Nos supermercados, é até curioso: tem caixa exclusivo para deficientes, mas o espaço entre eles não nos permite passar. Tenho que dar a volta para poder pegar as compras, isso é absurdo!", comentou.

Márcio, e outros cadeirantes que serão retratados nesta matéria, lembram de um fato importantíssimo: em 2016, as Olimpíadas e Para-olimpíadas acontecerão no Rio de Janeiro. "E aí você me responde: como farão uma para-olimpíada no país se não existe estrutura para deficientes? As cidades brasileiras não são feitas para cadeirantes", questiona.

Para registrar as reclamações, a equipe de reportagem aceitou fazer o caminho entre a casa de Márcio, na Avenida Feliciano Sodré, até um banco qualquer no Centro. O percurso, que feito à pé dura no máximo 15 minutos, chega a 50 quando feito com uma cadeira de rodas. Márcio explica que, se muitas das vezes não estivesse acompanhado no trajeto, provavelmente teria caído.

Durante o percurso, encontramos a dona de casa Renilde Medeiros na Praça Olímpica, acompanhando seu marido Álvaro. Ela também comentou a falta de estrutura da cidade e, principalmente, a falta de respeito das pessoas que não precisam das cadeiras de rodas. "Me mudei para um apartamento no Centro para que pudesse ao máximo se adaptar às cadeiras de rodas do Álvaro. Mas na entrada do prédio, já tivemos problemas: na entrada, são oito degraus que temos que enfrentar. Não querem colocar uma rampa por causa da estética", afirma.

No caminho, foi possível perceber que todo o comércio não é apto a receber clientes deficientes. Márcio afirma que, neste caso, o processo é ainda mais complicado: já aconteceu de a própria Prefeitura Municipal solicitar remoção da rampa de acesso. "Quando os empresários tentam se adaptar, são punidos. A gente fica dependendo da solidariedade dos funcionários de nos ajudar a entrar", comentou.

No Shopping Várzea, a situação é constrangedora. A babá Maria Aparecida Ferreira, que cuida de uma menina de 9 anos cadeirante, concordou com as reclamações estruturais da cidade e incluiu o elevador do estabelecimento. "Uma vez, o elevador quase fechou em cima da menina, por não ter sensor. Além disso, a porta é muito estreita", afirmou. Ela lembra que, quem precisa do transporte público dentro da cidade também sofre: a única vez em que precisou levar a menina de ônibus para casa, não conseguiu. "Tentamos ir de ônibus, mas não tinha como levá-la no colo. Tive que pagar um táxi", completou.


Adaptações são necessárias - e possíveis

Porém, Márcio explica que nem tudo está perdido. Em um prédio da cidade, já foi feita uma adaptação, colocando elevadores especiais e rampas de acesso, no edifício Alexandre Pires. "Esse é um dos únicos prédios que conheço que tem esse elevador. Ele tem que servir de exemplo para o resto da cidade", disse.

A necessidade de um acompanhante não deveria ser essencial para a locomoção dos cadeirantes, e esse é o principal manifesto de Márcio e muitos outros que precisam da cadeira de rodas. Luci Raposo, que teve que abrir mão de sua carreira para poder acompanhar sua filha Vitória, de 14 anos, explicou que as rampas ainda poderiam ser colocadas e adaptadas na cidade. "Meu sonho era colocar o prefeito, e todos os vereadores, em uma cadeira de rodas para andar pela cidade. Assim, eles iam sentir na pele o que passamos todos os dias", afirma.

E, em Teresópolis, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos afirmou, quando contactada, que um plano de urbanização para o Centro da cidade está sendo elaborado. "Todos os itens mencionados na matéria estão inclusos neste plano", afirmou em nota. Agora, parte da população cobrar essas mudanças.

domingo, 15 de novembro de 2009

Indicado ao Prêmio Esso de Jornalismo, Fernando Torres participa da Semana de Comunicação da Estácio de Sá

Jornalista é ex-aluno da universidade e trabalha como repórter 3G do Extra
Por Fernanda Pamplona
(versão taça de champanhe)


De vida simples, Fernando Torres cresceu em Santa Rita da Floresta, distrito de Cantagalo, no interior do Rio. Amante do jornalismo, principalmente da Rádio Globo, o jovem – que hoje tem 26 anos – sempre sonhou em, um dia, trabalhar no local.Com muito esforço e dedicação, Fernando se formou em 2001 em Jornalismo no campus de Nova Friburgo, pela Universidade Estácio de Sá. A cidade, a aproximadamente 80km de distância de onde morava, permitiu que seus os primeiros passos para vivenciar seus sonhos começassem a ser dados.
Com a graduação, o então jornalista trabalhou em diversas ramificações da área de comunicações, passando por televisão, assessoria de imprensa, rádio, agência de publicidade, professor universitário, entre muitos outros.Atualmente, Fernando é um repórter 3G do Extra – aquele profissional que produz conteúdo nos bairros e alimenta, através de um laptop conectado à internet, o site do jornal com material multimídia e texto.
Por toda a sua história, Fernando recebeu destaque na abertura da Semana de Comunicação da faculdade em que se formou, junto a oura ex-aluna, a jornalista Carla Tank.
O motivo do convite não foi apenas o fato de a instituição tê-lo formado profissionalmente, mas pelas conquistas de Fernando em sua área de atuação. Como repórter 3G fazendo jornalismo comunitário na baixada fluminense, Fernando foi indicado ao Prêmio Esso em 2009 pela criação do João Buracão, personagem que “deu nome e sobrenome ao descaso público na região”, de Universidade Estácio de Sá, sobre o mercado de trabalho e a persistência dos graduandos. “Tem que ter determinação. O mercado está difícil? Sim, mas não é só para o jornalista, é para todo mundo. Por isso, dêem valor ao trabalhinho feito em aula, pois pode ser um professor que pode indicar um cargo ou estágio”, comentou Fernando.
Quanto ao João Buracão, o personagem ganhou blog (clique aqui para conhecer) e se tornou ícone no município, tendo sido recebido pelo atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, e viajado pelo Brasil e em países da América Latina como Paraguai, Guatemala, El Salvador, entre outros.

Profissionais de sucesso e ex-alunos da Estácio na Semana da Comunicação

- Carla Tank e Fernando Torres participam do evento no campus Nova Friburgo

Por Fernanda Pamplona

Entre os dias 26 e 29 de outubro, a Estácio de Sá – campus Nova Friburgo – realizou a Semana de Comunicação, a alunos e convidados. Para a abertura do evento, Fernando Torres e Carla Tank, ex-alunos do campus , contaram um pouco de seus caminhos profissionais e pessoais desde sua formação.
O ex-aluno e profissional renomado, Fernando Torres contou aos presentes a saga do João Buracão – personagem ressaltado por Fernando e que lhe rendeu indicação ao Prêmio Esso – e situações engraçadas que o jornalista 3G do Extra passou durante esse tempo. Fernando comentou, durante a palestra, que o personagem mostrou que a criatividade do povo não tem limites. “Ele já foi a aniversários de quinze anos, café da manhã, entre outros. E será o fiscal de obras das Olimpíadas”, comentou.
Já a assessora de imprensa da Águas de Nova Friburgo , Carla Tank foi repórter do canal regional da emissora SBT e comentou sobre seus trabalhos com televisão e sua nova experiência como assessora de imprensa.
Os dois ex-alunos apontaram a necessidade de empenho à profissão e lembraram que, como qualquer outra, é preciso dedicação e persistência. “Sempre consumi produtos jornalísticos, e meu sonho era ser repórter da Rádio Globo. Hoje, sei que o que pintar, tem que fazer”, disse Fernando Torres. No caso de Carla, ela já era formada em publicidade e trabalhava em uma agência, quando decidiu largar tudo e fazer jornalismo. “Todo mundo me achava louca, mas era o que eu queria fazer”, afirmou, lembrando que estagiou por um bom tempo sem receber nada.
As palestras seguiram até a quinta-feira (29), com diversos convidados. No último dia, mais um ex-aluno esteve presente: Anderson Duarte, que hoje possui mestrado na área jornalística e trabalha em televisão, como editor chefe do Jornal O Diário , grupo de TV e impresso de Teresópolis.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Celeiro de misses": Teresópolis faz bonito na seleção de candidatas

Meninas de Teresópolis que tinham o antigo sonho de ser Miss puderam participar do Miss Teresópolis 2010. Com muita dedicação e esforço, trinta meninas da cidade participaram do evento, no último dia 19, e mostraram que a cidade tem belezas naturais que podem, mais uma vez, representar o estado no Miss Brasil. Raphaela Góes, representante da cidade para o próximo concurso estadual, em 2010, é a favorita.
A popularidade da cidade no quesito "celeiro de misses" rendeu matérias para a Band, SBT e até no site G1. Enquanto o Miss Rio de Janeiro não acontece, confira abaixo algumas imagens do Miss Teresópolis 2010.


Abertura do evento: tema naval foi escolhido e as 30 candidatas se apresentaram com uma bela coreografia


Candidatas ao Miss Teresópolis 2010: beleza e simpatia no primeiro passo para um possível Miss Brasil


Desfile de maiô, patrocinado pela loja Corpo e Ação


Participantes aguardando a decisão: escolha das quinze semi-finalistas


Representantes de bairros da cidade fizeram bonito e mostraram que Teresópolis tem chance de destaque no Miss Rio de Janeiro






Miss Teresópolis é escolhida e tentará tricampeonato no Estadual


- A estudante de medicina Raphaela Góes tem 20 anos e grandes chances de representar a cidade no Miss Brasil

Por Fernanda Pamplona

Entre 30 meninas, Raphaela Góes se destacou no Miss Teresópolis 2010, que aconteceu no dia 19 de setembro, no ginásio Pedrão. Com o título, a bela agora será treinada pelo organizador do evento, Luís Costa, para participar do Miss Estado do Rio de Janeiro. O concurso de nível estadual teve, nas edições de 2007 e 2008, representantes teresopolitanas e que levaram o nome da cidade em nível nacional.

Confira abaixo o clipe do evento:

“Teresópolis tem muita chance no Miss Rio de Janeiro, pela terceira vez consecutiva. Espero que a Raphaela chegue e ganhe o concurso nacional, pois além de linda, tem intelecto. Agora, é a preparação: corpo e mente devem estar saudáveis para o estadual, que ainda não tem data certa, mas deve acontecer em março”, disse Luís Costa.

A Miss Teresópolis 2009, Fernanda Gomes, Luís Costa e a nova Miss Teresópolis 2010, Raphaela Góes

Camila Hentzy e Fernanda Gomes, belezas de Teresópolis que participaram do Miss Brasil em 2008 e 2009 respectivamente, prestigiaram o evento. As duas estiveram entre as dez mulheres mais bonitas no campeonato nacional, mas não conseguiram o título. Em Teresópolis, Camila apresentou o evento municipal junto ao Luís Costa, enquanto Fernanda entregou a coroa à Raphaela, como todo concurso de misses.

Camila Hentzy, Raphaela Góes e Fernanda Gomes, na premiação da nova Miss

Confira AQUI mais fotos da edição 2010 do Miss Teresópolis.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Todas as faces da notícia: a abordagem do jornalismo online

Por Fernanda Pamplona

Noticiar um fato local por mídias nacionais nem sempre é tarefa fácil. Muitas vezes, a velocidade para dar um furo é tanta que o repórter erra no tratamento da notícia ou omite dados de interesse público.

Podemos analisar a forma que sites abordaram o tiroteio que aconteceu no dia 29 de agosto no Rio de Janeiro. Em um confronto entre criminosos de facções diferentes no Morro do Juramento, cinco policiais ficaram feridos. As facções, Comando Vermelho e Amigos dos Amigos, totalizavam mais de cem homens em um tiroteio que durou mais de sete horas.

A partir dessa informação básica, podemos comparar como os sites do Jornal O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, A Folha de São Paulo e Estadão tratam essa notícia.

A forma em que apresentam as informações no texto, e os atrativos que cada editor fornece ao internauta são muito diferentes em cada site, e a quantidade de visitas daquele link está diretamente ligada à esses fatores.

Na notícia do Jornal O Globo, é possível perceber a superficialidade da notícia. A notícia em si se resumiu em dois parágrafos pequenos, não especificando por exemplo, as facções envolvidas. Para um texto de internet, a forma que o fato foi tratado não responde de forma coerente às perguntas de um lide, e, honestamente, apenas incita a curiosidade do leitor. A abordagem foi completamente diferente do jornal O Dia.
No site, eles preferiram unir dois acontecimentos em um único link, montando uma notícia com nada menos que dezesseis parágrafos, divididos em dois subtítulos. O Dia fez a mesma notícia se tornar mais completa e simpática, mas ainda não o ideal para a internet. Parece, na verdade, um texto de impresso – dramático e espetacular. Só faltou a foto dos baleados.

O Jornal do Brasil, sério e cisudo, mostrou a mesma notícia de forma concisa. Apenas três parágrafos, linguagem tranquila e exata – tudo o que um leitor de internet procura. Mesmo sem nenhum atrativo visual, consegue informar: pouca enrolação e leveza. E sem mostrar a parcialidade, como aconteceu com o jornalista Alberto Komatsu, do Estadão. Mesmo com o mesmo número de parágrafos do JB, a sensação de “achismo” é muito grande. Parece que as informações foram parciais, apuradas apenas com o Batalhão da PM, colocando na conta deles as informações – um grande “vacilo” na teórica imparcialidade jornalística.

O que, na minha opinião, melhor atende o leitor virtual é a matéria do site Folha Online. Mesmo sendo dramático e apelativo, ele mostra os dois lados da moeda: o número de policiais feridos, e os moradores do local. O texto é rápido e a informação está completa, com ritmo e melhor apurada.