sábado, 26 de setembro de 2009

Trânsito de Nova Friburgo é um caos e gera transtornos

Friburguenses convivem diariamente com o tumulto nas ruas da cidade

Por Ildes Fernando

Segundo dados da AUTRAN (Autarquia Municipal de Trânsito), 80 mil veículos circulam pelas ruas de Nova Friburgo. A cidade possui a maior frota de carros do interior do Rio de Janeiro e a maior média de automóveis por habitantes do Estado.

Fotos reprodução A Voz da Serra
O resultado disso é um trânsito tumultuado, desorganizado e nada tranqüilo. Motoristas e pedestres reclamam do excesso de engarrafamentos, da lentidão, da falta de educação das pessoas e classificam como caótica a situação do tráfego nas ruas do município.

“Aqui em Friburgo a desorganização no trânsito é enorme, sem falar na falta de educação dos motoristas e pedestres, que atravessam a rua sem prestar atenção. A Avenida Alberto Braune, à tarde, é um caos”, desabafa o taxista José Gomes Lopes.

Para o taxista José Luiz Abreu Feitosa existem muitos carros em Nova Friburgo e pouca pista. Ele diz ainda que as pessoas não respeitam a sinalização e o tráfego no Paissandu fica intransitável a partir das cinco horas da tarde.

Na tentativa de desafogar o grande fluxo de automóveis no centro da cidade, a Prefeitura Municipal realizou uma obra de prolongamento da Rua Augusto Spinelli com a Rua Carlos Éboli, poreém, no centro da cidade, o serviço não mudou muita coisa.

“Depois das três horas da tarde o centro de Friburgo começa a ficar tumultuado. À noite, os motoristas são irresponsáveis, não respeitam as sinalizações e fazem muito barulho. Uso meu carro para trabalhar e sou obrigado a pará-lo em fila dupla todos os dias até conseguir uma vaga para estacionar”, revela o vendedor Vicente Morgado.

Atitudes Imprudentes

De acordo com informações do setor de trânsito do 11º Batalhão da Polícia Militar de Nova Friburgo, as multas mais freqüentes vêm de infrações como: falar no celular ao volante, o não uso do cinto de segurança, crianças sentadas no banco da frente, avanço do sinal vermelho e motoqueiros que não usam o capacete.

A Avenida Governador Roberto Silveira, em Conselheiro Paulino, e a Via Expressa, em Olaria, são os lugares onde ocorrem mais acidentes. O excesso de velocidade e o consumo de bebida alcoólica nos finais de semana contribuem para os desastres.

“Quando acontece algum acidente envolvendo motoristas e pedestres a culpa, geralmente, é de ambos. Dos motoristas, por conduzirem os veículos em alta velocidade, e dos pedestres, por atravessarem fora da faixa ou quando o sinal está fechado para eles”, afirma o PM Eduardo Gomes.

Para melhorar o trânsito em Friburgo e diminuir o número de infrações, os motoristas sugerem alternativas.
"Colocar mais PMs na rua, cobrar estacionamentos e fiscalização são boas idéias para amenizar a situação nas ruas da cidade", sugere José Gomes Lopes.
Vicente Morgado cita uma medida mais urgente: a construção de um viaduto no centro de Nova Friburgo.

Município de Santa Maria Madalena, realiza projeto de consciência ambiental


Materia da av1
Por Bruno N. Mourao

Do dia 14 a 18 de setembro foi comemorada a semana do meio ambiente, marcada pelo III Eco Madalena.
O encontro aconteceu na sede do CIEP Graciano Carielo Filho, no centro da cidade. A realização foi da secretaria municipal de ambiente.

O espírito do encontro foi um só, a importância da conscientização de preservar, para que tenhamos um futuro melhor nosso planeta. Os alunos da 5ª a 8ª série apresentaram redações e peças de teatro abordando temas como, o uso consciente da água e a importância de reciclar e plantaram mudas ao redor do colégio.

Projeto desenvolve o "sabão ecológico".

Segundo a secretária de meio ambiente, Daniele Garcia, -"o óleo de cozinha usado causa um grande impacto ao meio ambiente. Muitas pessoas não sabem como dar o fim, por isso decidimos criar o “sabão ecológico”, onde os alunos das escolas públicas recolhem o material para depois confeccionar o sabão-" disse a secretária.

Após confecionar o sabão, o mesmo será doado ás casas próximas das escolas públicas do município, criando assim multiplicadores de informações e preocupações ambientais.

Na ocasião, os alunos e visitantes puderam saber mais informações sobre o Parque Estadual do Desengano, geração de energia hidrelétrica em construção na beira do Rio Grande, a fauna Madalenense e agenda 21.
As empresas interessadas e que tenham uma responsabilidade sócio-ambiental organizarão trabalhos de gestão, educação ambiental, reflorestamento das margens do reservatório, apoio às unidades de conservação, além de outros serviços ligados à conservação do meio ambiente.

As salas do CIEP foram transformadas em salas de divulgação de trabalhos das empresas Energisa, Holcim , revista Momento Ambiental, patrocinadoras do evento, que mostraram ao público as atividades no que diz respeito à importância de preservar.

Associação dos jornais ANj comemora seus 30 anos abordando temas polêmicos

Por Bruno N.Mourao

A Associação dos jornais(ANJ), comemora hoje seus 30 anos de historia.A presidente da associação, Judith Brito, relatou os 31 casos registrado de agressão a imprensa no país nos últimos meses.

Foram convidados jornalistas da mídia impressa,TV, radio, Web, para participar da festividade que aconteceu na sede da instituição em Brasília.Durante o evento foram abordados os seguintes temas: liberdade de expressão, a quebra da exigencia do diploma para exercer a profissão de jornalista, além de homenagens.

Os jornalistas presentes, criticaram a decisão do desembargador Dácio Vieira do tribunal de justiça do Distrito Federal, por ter posto sob censura o jornal “O estado de São Paulo”.Proibiu a publicação de reportagens relacionadas ao filho do presidente do Senado José Sarney(PMDB- AP).

Censura no jornal do Maranhão
A familia Sarney, consegiu o apoio da justiça para censurar mais um veículo de comunicação. Desta vez foi o “Jornal Pequeno”, do Maranhão, obrigado pelo juiz Nemias Nunes, 2ª vara Cível de São Luiz, a retirar da versão on line a reportagem, que envolve Fernando Sarney.

Aproveitando o assunto, o Vice presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, manifestou a sua preocupação com a “perigosíssima mistura de política, religião e operação dos meios de comunicação, mencionando a ligação da igreja Universal com a Rede Record.

Durante o intervalo, o deputado Miro Teixeira( PDT-RJ) recebeu das mãos do dono do jornal “O Debate” de Santa Cruz do Rio Pardo, Sergio Fleury o prêmio liberdade de imprensa.Através de uma ação do deputado ao Supremo Tribunal Federal, derrubou, em abril deste ano, a Lei de Imprensa.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tiroteio no Morro do Juramento

Diferentes publicações da mesma notícia

Por: Mádhava Marchiori

No dia 29 de agosto o Rio presenciou mais uma luta contra a violência na cidade. Cerca de cem traficantes de morros diferentes invadiram o Morro do Juramento vestidos com uniformes similares ao do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), para tomar o controle do tráfico local.

Além de toda adrenalina solta na cidade maravilhosa, podemos nos surpreender com as diferentes formas de se ter acesso a mesma notícia. Confira tudo o que aconteceu sobre o tiroteio nos links abaixo.

Sobre o tiroteio que houve entre bandidos no Morro do Juramento, o jornal O Globo Online trocou de título com O Dia, por exemplo. Engraçado como que as matérias se completam! O Globo apresentou uma matéria um tanto vaga e com poucos hiperlinks para um veículo tão dinâmico, mas informou da paralisação do metrô. Já o jornal O Dia fez do lide uma chamada para a matéria além de não abordar que a invasão foi feita por traficantes vizinhos ao morro.

O JB Online manteve o seu padrão de notícias pelo qual ficou conhecido, mas se atrapalhou um pouquinho com a informação que estava veiculando. Com um título bem forte, o jornal abordou a prisão do ladrão de classe média alta “Lucas Malucão”, mas deixou para um subtítulo o papel de informar sobre os feridos e mortos no tiroteio.

No estado de São Paulo, o subtítulo do Estadão salvou o título que, apesar de bom, poderia ser mais atraente para a mídia digital. A matéria foi enxuta, mas bem apurada, conseguindo passar o que aconteceu no Morro do Juramento em apenas 9 linhas. Faltaram apenas os “básicos” hiperlinks para dar continuidade ao texto e saciar a curiosidade provocada pela notícia.

O Folha Online esqueceu que se tratava de uma mídia digital e deixou o título apenas com a força do nome do jornal. Em 8 parágrafos a notícia se desenvolveu com boa apuração, mas com as informações um pouco soltas, o que dificultou a compreensão do texto. Mas para salvar a matéria, foi incluído um segundo capítulo tratando da paralisação do metrô, e hipertextos no final da notícia, além dos que estavam inclusos no texto.

Para se ter uma boa compreensão dos fatos é preciso ler mais de um veículo. Com a internet ficou muito mais fácil de formar a própria opinião, desde que se leia mais de um noticioso.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MORRO DO JURAMENTO, A IMPRESSÃO DE UMA GUERRA SEM FIM.

POR: RANIERY COSTA

Os confrontos entre policiais e traficantes já viraram rotina na cidade do Rio de Janeiro. Uma troca de tiros, que aconteceu no dia 29 na comunidade do Morro do Juramento, zona norte do Rio, chamou a atenção da imprensa em geral.

Cinco policiais que faziam uma ronda noturna, interceptaram um caminhão que carregava cerca de 100 bandidos, inicio-se então o tiroteio e os policiais que estavam baleados, foram socorridos por um colega que passava pelo local e usou o próprio veículo (blindado) para fazer o resgate.

A imprensa em geral falou sobre tiroteio, e para fazer uma análise sobre este fato que aconteceu nas proximidades do Morro do Juramento, serão analisadas as matérias publicadas nos sites dos jornais O Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Estadão e O Dia.

Jornal O Globo - TIROTEIO DEIXA CINCO POLICIAIS FERIDOS NO MORRO DO JURAMENTO.
O site fala sobre o tiroteio através de um lide, e não apresenta nenhuma ferramenta que a internet oferece, como links ou manchetes relacionas ao assunto.Nehuma imagem (foto ou vídeo) foi apresentada para aproveitar os recursos oferecidos pela web. De acordo com o que foi visto em sala de aula, nota-se que o conteúdo não possui nenhuma entrevista com um morador ou com um policial.

O texto foi bem breve, e o repórter poderia ter desenvolvido mais a matéria, com apuração do estado de saúde dos policiais feridos, uma entrevista com o
Secretário Estadual de Segurança, um representante da Polícia Militar ou a preocupação de ouvir um membro da comunidade, que sempre deve ser ouvida. Em virtude do texto conter poucas informações, o leitor pode ficar mal informado em relação ao assunto, aguçar a curiosidade, fazendo com que ele procure uma notícia mais completa em outro jornal.

Uma das grandes desvantagens do site do Jornal O Globo, é que limita o conteúdo aos internautas através de requisição de senha. Talvez o futuro dos jornais pela web , vir a seguir essa tendência, vindo a ser usada como padrão.

Jornal do Brasil - CINCO PMS FERIDOS AO TENTAREM IMPEDIR INVASÃO EM VICENTE DE CARVALHO
O site do Jornal do Brasil, parece não ter uma linguagem própria para a internet, pois a matéria publicada pode ter sido aproveitada do próprio jornal impresso. No texto, existem mais detalhes sobre o tiroteio, além de explicar melhor em que parte do Rio fica o Morro do Juramento, para quem não conhece a cidade.

Em análise aos recursos oferecidos aos leitores, nota-se que a notícia pode ser comentada, ou seja, um recurso de interação entre o jornal e o leitor, mas nenhum comentário foi feito.


Folha de São Paulo - CONFRONTO COM TRAFICANTES DEIXA CINCO POLICIAIS FERIDOS NO RIO
Por se tratar de um Jornal de São Paulo, a matéria apresenta logo abaixo da manchete o termo “colaboração para a Folha Online”, que indica que a matéria pode ter sido feita por um repórter free lance.

Um diferencial encontrado na apuração da matéria, foi que a equipe de reportagem, tentou entrar em contato com o Hospital Salgado Filho, para saber sobre informações do estado de saúde dos policiais, mas ninguém foi localizado para falar sobre o assunto.

Além de poder mandar a notícia via e-mail para outras pessoas, o site oferece também um recurso bem interessante, que é o de indicar erros de digitação encontrados nas matérias publicadas, sem a requisição de senhas.
Uma desvantagem existente no site, é a quantidade de publicidade que aparece, sendo que uma delas está bem no meio do corpo da matéria, que pode acabar tirando a atenção do leitor.

Estadão - NO RIO, TIROTEIO DEIXA 5 PMS FERIDOS NO MORRO DO JURAMENTO
O Estadão não apresentou nenhum diferencial em relação aos outros sites, e falou basicamente com as informações de um lide, e enfatizou a ação dos policiais.
Nenhuma entrevista com o comando do batalhão ou morador foi feita, o que resultou em uma matéria de apenas 03 parágrafos (bem breves).

Essa carência de informações sobre o acontecido, pode levar o leitor a procurar mais notícias sobre o assunto em outro jornal, mas deve ser levado em consideração que o Estadão não é um jornal do Rio de Janeiro.

O Dia - PMS SOB FOGO CRUZADO NA ZONA NORTE DO RIO
O Jornal O Dia, apesar de não ter apresentado nenhuma foto, vídeo do local onde aconteceu o tiroteio, apresentou uma matéria bem completa, com os nomes dos policiais baleados, e até mesmo a maneira como foram socorridos pelo colega que estava de folga e usou o próprio carro blindado na ação.

Para complementar a informação, uma entrevista com o comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), tenente-coronel Edvaldo Camilo. Ele disse que o ataque foi comandado por traficantes da Vila Cruzeiro.

A matéria também apresentou depoimentos de moradores “Acordei com os tiros e os gritos dos PMs. Estavam apavorados! Pelo rádio pediam pelo amor de Deus que os ajudassem. Fiquei emocionada e comecei a rezar por eles”. Esse depoimento também foi usado com a finalidade de dar mais dramaticidade à matéria.

Os entre títulos utilizados, deixaram a matéria organizada, como ser fossem blocos hipelinkados, uma modalidade exclusiva do webjornalismo que substitui a pirâmide invertida.

O site apresenta na estrutura um sistema de envio de notícias por e-mail, e outro por celular, além de um banco de links com matérias relacionas através de tags.

Como conclusão da análise, fica claro que os jornais estão publicando somente o básico da informação. Nas matérias apresentadas pelo Jornal O Globo,
Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Estadão, por exemplo, faltam vários detalhes que foram apresentados na matéria do Jornal O Dia.

Detalhes como o salvamento dos PM's baleados, entrevistas com moradores do local e com o comandante da PM fizeram a diferença e classificaram a matéria do Jornal O Dia com a mais completa comparada com a dos outros 4 jornais.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pânico no Morro do Juramento

Por Genilson Marques
Morro do juramento está em pé de guerra entre traficantes e milicianos desde dia 28 de agosto no Rio de Janeiro, eles querem tomar conta de pontos de venda de drogas na comunidade.
A polícia foi chamada pela comunidade e começou o tiroteio, que durou mais de sete horas, prejudicando os moradores que chegavam do trabalho e os motoristas que passavam naquela hora. As linhas de metrô pararam várias vezes.
A assessoria de imprensa da concessionária disse, que os trens pararam por motivo de segurança e que outras linhas do metrô continuaram funcionando.
O Estado de São Paulo, apresentou notícias pequenas sem entrevistas e sem depoimentos.
A Folha de São Paulo, apresentou uma matéria mais aprofundada no assunto. Exagerou a matéria ficou longa e cansa o leitor.
No JB a notícia foi instantânea, foi publicada na hora em que a avenida foi fechada pela polícia.
O Globo apresentou a notícia com poucas informações. Disse apenas que houve um tiroteio no Morro do Juramento e que policiais forma feridos.
O Dia foi o que mais deu ênfase ao caso, com sua linguagem popular, e contando o caso com os mínimos detalhes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Jovem morto no Juramento não tinha ligação com o tráfico.

Por Joanna Medeiros

No último dia 29 de agosto, ocorreu um confronto entre traficantes e policiais no Morro do Juramento na Zona Norte do Rio de Janeiro, causando pânico entre os moradores da região. Cinco policiais foram feridos.

Os moradores foram os mais prejudicados nas setes horas de tiroteio. Os meios de comunicação só publicaram o drama da família de Adilson Duarte. Quase um mês depois do tiroteio. O corpo do jovem foi encontrado no último dia 20 de setembro como foi publicado no Globo Online.

As informações sobre o caso noticiadas pelo JB Online, foram mais focadas nos policiais e na ação tática. Os militares arriscaram suas vidas para impedir a invasão na comunidade e acabaram feridos, um deles em estado grave.

De acordo com o 9º BPM, o confronto foi provocado por traficantes que abordaram os policiais que patrulhavam a região. Os feridos foram levados ao hospital Salgado Filho, segundo informações divulgadas pelo site Folha Online, que deu ênfase ao estado de saúde desses policiais.

Ainda sobre o estado de saúde dos militares, o Jornal O Dia, abusou do drama para dar a notícia sobre os ferimentos dos policiais Telmo da Costa Lima, Valdecir Cordeiro de Jesus, Alessandro Alves de Melo, Luciano Lopes de Oliveira e Gustavo Ribeiro Meireles.

O Estadão noticiou o fato em poucos parágrafos, dando ênfase aos políciais, não mencionaram moradores, nem os transtornos causados pelo confronto.

Apenas um dos veículos de comunicação mostrou o drama humano, que é o que chama mais atenção em uma notícia para a internet, o site do Globo Online, que tratou do assunto focando naquilo que prende a atenção dos leitores, a tragédia.

As outras empresas de comunicação trataram mais da violência em si, mas não das consequencias imediatas para a população como a morte do jovem. Os títulos das matérias usaram as palavras "tiroteio" e "policiais" como forma de chamar a atenção do leitor para a notícia.

Todas as faces da notícia: a abordagem do jornalismo online

Por Fernanda Pamplona

Noticiar um fato local por mídias nacionais nem sempre é tarefa fácil. Muitas vezes, a velocidade para dar um furo é tanta que o repórter erra no tratamento da notícia ou omite dados de interesse público.

Podemos analisar a forma que sites abordaram o tiroteio que aconteceu no dia 29 de agosto no Rio de Janeiro. Em um confronto entre criminosos de facções diferentes no Morro do Juramento, cinco policiais ficaram feridos. As facções, Comando Vermelho e Amigos dos Amigos, totalizavam mais de cem homens em um tiroteio que durou mais de sete horas.

A partir dessa informação básica, podemos comparar como os sites do Jornal O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, A Folha de São Paulo e Estadão tratam essa notícia.

A forma em que apresentam as informações no texto, e os atrativos que cada editor fornece ao internauta são muito diferentes em cada site, e a quantidade de visitas daquele link está diretamente ligada à esses fatores.

Na notícia do Jornal O Globo, é possível perceber a superficialidade da notícia. A notícia em si se resumiu em dois parágrafos pequenos, não especificando por exemplo, as facções envolvidas. Para um texto de internet, a forma que o fato foi tratado não responde de forma coerente às perguntas de um lide, e, honestamente, apenas incita a curiosidade do leitor. A abordagem foi completamente diferente do jornal O Dia.
No site, eles preferiram unir dois acontecimentos em um único link, montando uma notícia com nada menos que dezesseis parágrafos, divididos em dois subtítulos. O Dia fez a mesma notícia se tornar mais completa e simpática, mas ainda não o ideal para a internet. Parece, na verdade, um texto de impresso – dramático e espetacular. Só faltou a foto dos baleados.

O Jornal do Brasil, sério e cisudo, mostrou a mesma notícia de forma concisa. Apenas três parágrafos, linguagem tranquila e exata – tudo o que um leitor de internet procura. Mesmo sem nenhum atrativo visual, consegue informar: pouca enrolação e leveza. E sem mostrar a parcialidade, como aconteceu com o jornalista Alberto Komatsu, do Estadão. Mesmo com o mesmo número de parágrafos do JB, a sensação de “achismo” é muito grande. Parece que as informações foram parciais, apuradas apenas com o Batalhão da PM, colocando na conta deles as informações – um grande “vacilo” na teórica imparcialidade jornalística.

O que, na minha opinião, melhor atende o leitor virtual é a matéria do site Folha Online. Mesmo sendo dramático e apelativo, ele mostra os dois lados da moeda: o número de policiais feridos, e os moradores do local. O texto é rápido e a informação está completa, com ritmo e melhor apurada.

Trajano de Morais, Cidade Turística

Trabalho av1

Por Genilson Marques







Trajano de Moraes é uma típica cidade do interior, com um clima temperado, considerado o oitavo melhor do país e de uma beleza natural, rico em flora e fauna, o município reúne diversos atrativos turísticos. Sua praça principal, a Nilo Peçanha, é o ponto de encontro dos moradores e dos visitantes. As fazendas centenárias do período Imperial, possuem em sua maioria arquitetura e objetos de época bem conservadas.

Cachoeiras em diversos distritos, riachos de águas frescas, uma vasta variedade de plantas e pássaros fazem dessa cidade um santuário ecológico.

O técnico em meio ambiente Anchieta Zerbini, 26 anos, mora na cidade e fala das belezas naturais que possui o município de Trajano. – Sua geografia proporciona paisagens com vistas maravilhosas, além de belíssimas cachoeiras e rios. Para quem gosta de aventura, o município é repleto de trilhas, tanto para caminhadas, quanto para moto e bike. Possui vários pontos de escalada, passeio de cavalo e recentemente foi construída uma rampa para vôo livre, que segundo especialistas é uma das melhores do Brasil.

O turista de fim de semana Alberto Teixeira, disse que Trajano é o seu ponto de refúgio. Esportista e trilheiro, Alberto falou ainda sobre o seu interesse pela cidade, destacando que os principais atrativos são o clima, a flora e a fauna.

- O meu hobby é trilhar, caminhar ao ar livre. Sou um turista de fim de semana. Moro em Niterói e também trabalho lá, mas procuro um lugar como Trajano de Moraes para passear. A beleza natural desse lugar me atrai, as plantas são diferentes, possuem mais beleza, mais cor, o clima é maravilhoso. Quando não estou por aqui, estou em Santa Maria Madalena, Nova Friburgo ou Teresópolis.




segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Morro do Juramento: Sites de notícias utilizam sensacionalismo para atrair o leitor

Sites do Rio e de São Paulo dão enfoques diferentes a guerra do tráfico.

Por Vinícius P. Eyer

O tiroteio que assustou moradores do Morro do Juramento essa semana foi notícia nos principais jornais do Rio e São Paulo. Alguns jornais deram um maior enfoque a troca de tiros e outros apenas noticiaram de resumida os fatos ocorridos.

O Jornal O Globo tratou do assunto com poucas informações. O Jornal se dispôs apenas informar que aconteceu um tiroteio no Morro do Juramento entre quadrilhas rivais e que resultou no ferimento de cinco policiais militares. O site publicou a matéria em apenas dois parágrafos.

O Jornal do Brasil assim como o Jornal O Dia, se utilizam do provedor Terra para manter seus sites. Apesar da coincidência ambos tiveram visões diferentes. O JB foi mais especifico, informou que houve tentativa de invasão ao morro com cerca de 100 bandidos e informou que após os policiais terem sido baleados o morro foi ocupado por mais PMs e o carro blindado da PM, conhecido como caveirão. A notícia foi dada em quatro parágrafos. O jornal não se utilizou de tags ou hiperlink na reportagem.

Já o Jornal O Dia destacou além do tiroteio, o fato de que moradores fizeram uma corrente de oração para os policiais baleados. Muitas vezes é noticiado que a presença da polícia causou revolta nos moradores, porém dessa vez os populares estavam a favor da PM. Outro ponto discutido no O Dia foi a ação de um policial que estava de folga e ajudou os colegas colocando seu veículo, que é blindado, na linha de tiro. Evitando assim que os PMs fossem mortos pelos traficantes. Foram 16 parágrafos com dois subtítulos.

O
Jornal A Folha foi o jornal que deu o maior enfoque na cidade paulista. Com seis parágrafos o jornal informou que um dos policiais estava em estado grave e que na manhã seguinte o tiroteio continuava, dessa vez entre polícia e traficante. Ao fim da reportagem alguns links remanejavam o leitor a notícias sobre violência e a um histórico do site sobre tiroteios.

O Estadão apenas noticiou o fato, em poucos parágrafos, o jornal paulista, informou que o tiroteio teve inicio por volta das três horas da manhã e que os traficantes invasores chegaram ao morro em um caminhão. O jornal utilizou dois Tags. Um que remaneja o leitor a notícias do morro do Juramento e outro a tiroteios no Rio de Janeiro.

Morro do Juramento: guerrilha urbana no Rio é alvo dos jornais on line


Situado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o Morro do Juramento vive um cotidiano de guerra. As cenas lembram os conflitos na Faixa de Gaza. O Comando Vermelho invadiu a comunidade e entrou em confronto com a facção Amigo dos Amigos, que domina o tráfico no local desde maio. Mais de cem traficantes do CV chegaram ao Juramento na noite de sexta-feira, dia 28 de agosto, e iniciaram um tiroteio de mais de sete horas. Uma patrulha da PM ficou sob fogo cruzado. Quatro soldados e um cabo ficaram feridos. Só por volta das 4 horas da manhã chegaram os reforços do 9° Batalhão (Rocha Miranda).

Essa não é uma situação nova no Morro do Juramento. "Há muito tempo isso ocorre. Uma determinada facção toma o morro e fica durante algum tempo, depois vem outra facção e retoma. E por aí vai. Isso nunca acaba. Há anos isso aqui está assim e ninguém toma providências", reclama o morador Felipe Silveira.

Os veículos de comunicação difundiram a notícia em sites pela internet. A cobertura on line apresentou textos longos, curtos, alguns mais objetivos, muitos eram meras adaptações das edições impressas.

O Estado de São Paulo apresentou matérias pequenas, semelhantes a notas, com conteúdos informativos, sem entrevistas e depoimentos. O hipertexto foi pouco explorado e o uso de tags abundante. Por se tratar de um veículo de outro estado é natural uma menor quantidade de informações acerca do fato.

Já a Folha de São Paulo, outro jornal paulistano, ofereceu ao leitor a possibilidade de um maior aprofundamento no assunto. No pé de algumas das matérias da Folha existem quatro seções. Na primeira são encontrados links sobre o fato. A segunda contém outras notícias da mesma editoria. A terceira leva o leitor aos arquivos do assunto. Na última estão referências de livros sobre o acontecimento abordado.

Os jornais cariocas conseguiram um maior volume de informações por estarem mais próximos. Foram constantes as notícias sobre o trânsito e o fechamento do metrô. Os veículos estavam preocupados em atingir o público alvo através de informações mais úteis.

Com uma linguagem mais próxima à impressa, O Globo publicou matérias mais detalhistas e com muitos hiperlinks. Houve erros de digitação e os textos eram longos. Num período de três dias, de 31 de agosto a 02 de setembro, os links funcionaram mais como uma forma de atualização do que de aprofundamento. No site do jornal é preciso ter um cadastro gratuito para poder acessar os hiperlinks, uma barreira para os internautas mais apressados.

O Dia - interatividade e linguagem popular

A internet e as novas tecnologias possibilitam uma comunicação plural. O trabalho do jornalista se torna mais complexo. A web permite o uso de vídeos, imagens, textos, links e áudio. O cruzamento de informações enriquece as matérias on line. O Dia manteve sua linguagem mais popular, usando termos como “caveirão” e “endolação”. Mesmo com erros de digitação o veículo foi o único capaz de aproveitar a interatividade da internet. Um exemplo é a seção dedicada aos leitores, onde os moradores do Morro do Juramento puderam contar histórias e criticar as ações da polícia.

O Dia - Vídeo do confronto entre PM e traficantes

Foi postado um link com fotos da invasão da polícia militar e um vídeo com o helicóptero da PM na linha de tiro. As imagens tornaram experiência do internauta mais completa e fixaram a atenção do público.

O Jornal do Brasil não usou links e abordou o fato por uma ótica um pouco diferente. Fez citações ao site de relacionamentos Orkut como fonte e falou do possível envolvimento do traficante Fernandinho Beira Mar na invasão do Morro do Juramento. A linguagem foi clara e concisa.

Mais uma vez o terror roubou a atenção da mídia em nosso país. A violência vende jornais, rende acessos e aumenta a audiência. Dar voz às pessoas envolvidas nestes episódios traz dignidade e consciência social aos veículos de comunicação. Essa é uma atitude capaz de melhorar um pouco a situação de guerra urbana vivida pelos habitantes das grandes metrópoles.
Marcelo Drummond

Tiroteio no morro do Juramento deixa sete pessoas feridas e mais de seis mortos.

Por Jaqueline Vilela.

Há duas semanas o morro do Juramento parou por causa de um tiroteio. Cerca de cem bandidos invadiram a comunidade para tomar conta do tráfico de drogas no local. Esse tiroteio causou muitos problemas. Linhas do metrô foram interrompidas, ruas fechadas, cinco policiais feridos e mais de seis pessoas morreram.

A imprensa noticiou por vários dias o ato de violência que assusta moradores do Rio. O Globo não deu tanta importância a notícia, apenas dois parágrafos, de quatro linhas cada. Citou o nome do batalhão que fez a operação na favela. Não citou a paralisação das linhas do metrô. Abaixo da matéria há links de outra matérias relacionadas.

O Estadão escreveu quatro parágrafos explicando tudo, como a conteceu a invasão, a interrupção das linhas do metrô, os cinco policiais feridos, quando e como aconteceu a invasão. Há também, abaixo da matéria TAGS como tiroteio, Morro do Juramento, Rio de Janeiro para o leitor que quiser saber mais do assunto.

A Folha escreveu 10 parágrafos de três a quatro linhas cada, relatando cada detalhe tambem, fez um subtítulo contando sobre a invasão no morro e há também hiperlinks com mais matérias relacionadas. Abaixo da matéria há também links de outras notícias sobre o tiroteio no morro do Juramento.

O JB on line usou apenas um parágrafo de seis linhas falando da interrupção da avenida Martin Luther King, Não usou links, nem hiperlinks, nem subtítulos.

O DIA usou muito bem todas as informações, citando o nome dos cinco PMs feridos, falou sobre dois carros da polícia que foram encurralados pelos bandidos, informação que outros jornais como O Globo, JB e o Estadão não fizeram. Colocou um subtítulo de quatro parágrafos de quatro linhas cada dizendo que moradores rezavam pelos policiais feridos. Entrevistou moradores, entrevistou também o policial que usou o próprio carro que era blindado para furar o bloqueio e resgatar os PMs feridos. Não usou nenhum hiperlink. Mas em outras matérias antigas há um link com uma entrevista de um morador da comunidade.

Bombeiros e PMs resgatam seis corpos.

Na manhã do dia 21 Bombeiros e policias subiram o morro para resgatar seis corpos. A operação começou quando a PM recebeu uma denúncia de amigos de dois jovens que estavam desaparecidos. Segundo moradores há mais corpos pela comunidade. Os corpos foram encontrados ensacados.

Apenas um corpo foi identificado. O corpo de Adilson Duarte de 18 anos foi identificado pelo pai, que disse que o garoto namorava uma menina do bairro. E que o filho não tinha envolvimento com drogas e nem com os traficantes.

A equipe de Operações Especiais do BOPE esteve no morro para fazer uma operação para apreender drogas e armas. O comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), Edvaldo Camilo da Costa, informou que vai manter o reforço no policiamento no Morro do Juramento.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pânico no Morro do Juramento é destaque na mídia online

Por Diógenes de Oliveira

Há 15 dias, o Morro do Juramento tornou-se mais uma vez cenário de tiroteios, sangue e mortes no Rio de Janeiro. Tudo começou após tentativa de invasão por milicianos, que buscavam tomar os pontos de vendas de drogas na comunidade. Desde então, os jornais passaram a divulgar os últimos acontecimentos em seus sites. Uma análise dos principais jornais online do país mostra que os discursos narrativos destes veículos não estão corretamente adaptados para a internet, apresentando-se mal redigidos, redundantes, extensos ou curtos demais.

Em O Globo , como repórter, encontrei pequenos errinhos de digitação que poderiam certamente ser evitados. Como exemplo, quero destacar dois deles encontrados na matéria Polícia Militar faz operação no Morro do Juramento, postada no dia 31 de agosto. No primeiro, faltou o 's': "O cinco policiais feridos faziam o patrulhamento na região e ficaram encurralados". No segundo, o erro foi a troca do artigo 'o' pelo 'a': "Na domingo, houve um novo tiroteio, mas o batalhão de Rocha Miranda, informou...".

Uma das matérias de maior destaque do O Globo tratou da interrupção da circulação do metrô. Produzido em parceria com a equipe do Jornal Extra, a matéria ficaria bem mais completa, a meu ver, se fossem incluídos depoimentos de alguns passageiros d o metrô.

Um erro em uma das manchetes parece ter sido ignorado pelos editores do O Globo, repetindo-se até mesmo após a atualização. O título foi postado como Tiroteio no Morro do Juramento para circulação do metrô por três vezes, quando o correto deveria ser "Tiroteio no Morro do Juramento pára circulação do metrô". Como repórter, destaco que embora os textos apresentassem muitos hiperlinks, o acesso a alguns deles tornou-se restrito pela necessidade de cadastro obrigatório, dificultando o hipertexto.

Já no jornal O Dia, a notícia teve bastante repercussão. No entanto, encontrei poucos hiperlinks nas matérias postadas e um número razoável de tags. Uma ferramenta chamada 'REFERIDAS' oferecia links internos a outras matérias do seguimento para dar mais informações leitor.

Por outro lado, encontrei também erros de digitação em algumas postagens. Tratam-se de pequenos detalhes que poderiam ser evitados com uma revisão no texto. Um deles estava bem explícito na matéria "Paz e tranquilidade voltam ao Morro do Juramento", postada no dia 01 de setembro. No final do texto, dois erros: "No momento, o Caveirão já deixou a 'favelae' se 'econtra' na parte mais baixa". No dia 31 de agosto, foi publicado no Conexão do Leitor um texto do internauta Felipe Silveira, que dava informações sobre a situação do Morro do Juramento após reinício de intenso tiroteio.

O Jornal do Brasil deu pouquíssima cobertura para o tiroteio no Morro do Juramento. O internauta que buscou informações pôde encontrar apenas notas de cinco linhas. Em contrapartida, a matéria que destacava Fernandinho como principal responsável pelas invasões no morro foi o maior destaque do jornal. Tendo como manchete "Beira-Mar mandou invandir o Morro do Juramento", o texto chegou ao número de 11 parágrafos e 37 linhas com informações que outros jornais não divulgaram. Entretanto, faltou a palavra 'que' na frase: " A partir dali, passou a ter direito a visitas íntimas de mulheres 'que' passaram a transmitir informações aos seus aliados...".

A Folha de São Paulo postou várias informações sobre o pânico do Morro do Juramento. Os textos foram bastante atrativos e informativos, dando ao leitor a possibilidade de se inteirar sobre o assunto através de hiperlinks disponíveis no "Leia mais". A informação foi tão precisa que não perdeu para os jornais do Rio de Janeiro. Um dos grandes destaques também foi a interrupção do metrô por 12 minutos. Esse e os demais textos foram redigidos de forma direta e facilitaram a compreensão da informação: "Os criminosos chegaram ao local dentro de um caminhão e começaram a atirar quando viram os policiais, que patrulhavam a região, de acordo com a PM".

Já o Estadão, também de São Paulo, postou várias matérias sobre os episódios envolvendo o Morro do Livramento. O número de parágrafos foi, em média, três ou quatro por edição. Mesmo assim, alguns textos apresentaram informações que outros jornais não destacaram como o estado de saúde dos policiais feridos. As manchetes também foram bem chamativas e os textos concisos. Apesar de não oferecer hiperlinks em todas as matérias, foram constantes os tags. Um diferencial foi o espaço para que internautas fizessem comentários sobre as matérias postadas. Identifiquei apenas um erro digitação na matéria do dia 31 de agosto: "Cinco policiais militares que patrulhavam o morro ficaram 'encurrado' e foram feridos".

Com todos esses dados, posso afirmar que os jornais digitais precisam ser redigidos com menos erros de digitação e mais hiperlinks para facilitar a pesquisa dos leitores.

A pressa pela informação e as notícias sobre o Morro do Juramento

Por Edilene Medeiros



O morro do juramento situado no Rio de Janeiro, é uma comunidade carente da Zona Norte da cidade. Nos últimos dias os jornais noticiaram ações de bandidos e policiais no local. A internet foi o veículo mais utilizado, pois a cada momento surgia uma nota com todas as informações em tempo real.

Os jornais cariocas como: O Globo, Jornal do Brasil e O Dia, fizeram uma cobertura diária sobre os problemas no morro que atingem a população. O tráfico de drogas e as armas não autorizadas , faz do Morro do Juramento um lugar de intranqüilidade .


O jornal ,O Dia, em seu primeiro parágrafo escreveu:“ Rio - Em decorrência de um intenso tiroteio entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), na tarde desta segunda-feira, no Morro do Juramento, o tráfego na Avenida Pastor Martin Luther King, altura do número 5335, na esquina da Rua Tupiniquim, sentido Jacaré, foi interrompido por quase uma hora e meia.” As informações foram desnecessárias e o texto cansativo na primeira matéria que teve 6 parágrafos dando ênfase ao congestionamento no local. O jornal teve outras matérias falando sobre o assunto, com textos melhores durante vários dias.

O jornal O Globo publicou sua primeira matéria de 3 parágrafos, retirada do G1, pouco informativa, com ênfase na circulação interrompida no metrô. Para um texto de internet faltam mais informações, links e fotos. Porém, a cobertura sobre o Morro do Juramento foi maior nesse jornal, com última matéria, até o momento, no dia 13 de setembro.

No JB, uma notícia instantânea publicada na hora em que a avenida foi bloqueada pela policia militar. O site noticiou o assunto durante dois dias: duas vezes no dia 31/08 e uma vez no dia 02/09 com uma matéria maior e mais explicativa contendo 11 parágrafos.

Os jornais de São Paulo: O Estadão e Folha, também noticiaram todo o confronto entre traficantes rivais e a policia que assustaram os moradores da região.

A Folha fez uma cobertura significativa com várias matérias, todas com boas informações. algumas vezes até cansativas para o leitor. Os títulos extensos, chocantes, mas que chamam atenção e despertam curiosidade do leitor, exemplo: “Tiroteio deixa um morto em favela da Zona Norte do Rio.”

Assim como a Folha o Estadão deu continuidade aos acontecimentos no Morro do Juramento, mesmo sendo jornais de São Paulo. Os títulos também foram chamativos e as informações importantes não foram deixadas, o lide foi bem trabalhado em todas as matérias.

Na maioria das matérias, os jornais trabalharam a pirâmide invertida. O que mais faltou foi o uso do hiperlink nas matérias, que leva a identidade do texto da internet.


E você, o que acha da apuração feita por esses jornais na internet? Comente neste blog!!!!!!

Análise

Por Edilene Medeiros

O morro do juramento no Rio de Janeiro é uma comunidade carente da Zona Norte da cidade. Nos últimos dias os jornais noticiaram ações de bandidos e policiais no morro.

Comparando os jornais cariocas: O globo, Jornal do Brasil e O Dia.

No O Dia o primeiro parágrafo foi: “ Rio - Em decorrência de um intenso tiroteio entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), na tarde desta segunda-feira, no Morro do Juramento, o tráfego na Avenida Pastor Martin Luther King, altura do número 5335, na esquina da Rua Tupiniquim, sentido Jacaré, foi interrompido por quase uma hora e meia.” Informações desnecessária, grande uso de vírgula , texto cansativo na primeira matéria que teve 6 parágrafos dando ênfase ao congestionamento no local.O jornal teve outras matérias falando sobre o assunto, com textos melhores e bastantes informações durante vários dias.

O jornal O Globo publicou sua primeira matéria de 3 parágrafos, retirada do G1, pouco informativa, com ênfase na circulação interrompida no metrô. A cobertura sobre o Morro do Juramento foi maior neste jornal, com última matéria, até o momento, no dia 13 de setembro.

No JB, uma notícia instantânea publicada na hora em que a avenida foi bloqueada pela policia militar. O site noticiou o assunto durante dois dias: duas vezes no dia 31/08 e uma vez no dia 02/09 com uma matéria maior e mais explicativa contendo 11 parágrafos.

Jornais de São Paulo: O Estadão e Folha

A Folha fez uma cobertura significativa com várias matérias, todas com boas informações algumas vezes até cansativas para o leitor. Os títulos extensos, chocantes, mas que chamam atenção e despertam curiosidade do leitor, exemplo: “Tiroteio deixa um morto em favela da Zona Norte do Rio.”

Assim como a Folha o Estadão deu continuidade aos acontecimentos no Morro do Juramento, mesmo sendo jornais de São Paulo. Os títulos também foram chamativos e as informações importantes não foram deixadas, porém pecou em informações desnecessárias.

Na maioria das matérias os jornais trabalharam a pirâmide invertida e algumas vezes o hipertexto.

sábado, 5 de setembro de 2009

Morro do Juramento: a busca pelo diferente faz a mídia cair no banal

Por Henrique Ramos

O Morro do Juramento enfrenta uma verdadeira guerra. Desde o dia 28 de Agosto, a comunidade localizada na zona norte do Rio, se encontra no meio de um tiroteio. Facções rivais disputam o domínio do tráfico no local e a polícia já começou a intervir no caso.

Jornais de todo o país divulgaram amplamente as notícias do tiroteio através da internet, cada um com suas características próprias. As diferenças de cobertura foram enormes. No entanto, em uma análise mais aprofundada, faz-se transparecer que ainda é pequena a preocupação com o formato e a qualidade das matérias da internet, tendo maior importância a busca pelo imediatismo. Acompanhe as coberturas:

O jornal O Globo traz em sua matéria um título um pouco extenso. Em 3 parágrafos, informa muito pouco sobre o caso e entra em detalhes desnecessários.

Confira a postagem:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/08/31/tiroteio-no-morro-do-juramento-para-circulacao-do-metro-por-tres-vezes-767397864.asp

A Folha apresenta um título extenso e mal formulado. Em um texto de 7 parágrafos, que assusta o leitor, oferece detalhes demais e deixa a matéria burocrática demais.

Confira:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u617457.shtml

O Estadão é o que apresenta o lide mais bem elaborado dentre os jornais analisados. Traz uma matéria de 4 parágrafos, bem trabalhada, de bom tamanho. Mas peca ao insistir em detalhes irrelevantes.

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger427582,0.htm

O Dia é um dos poucos a apresentar um título que não chama atenção para a interrupção dos metrôs, dando mais importância para o trânsito. Com um lide detalhista demais, se conseguir que o leitor passe por ele já será uma vitória. Conta com uma foto e 6 parágrafos, definitivamente a matéria mais desinteressada.

Confira você mesmo e dê sua opinião:
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/8/intenso_tiroteio_no_juramento_fecha_o_transito_por_quase_uma_hora_e_meia_32464.html

O JB apresenta uma cobertura instantânea do caso analisado e não localizei até então uma atualização. A pílula postada no momento do tiroteio, apesar de pequena é bem articulada e bastante informativa.

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/08/31/e310826874.asp
Dê a sua opinião e comente neste blog!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

As diferentes formas de se noticiar em um site

As notícias publicadas nos sites de notícias são acessadas diariamente por milhares de internautas. Com o advento da tecnologia a instantaniedade é prioridade no meio jornalístico, principalmente em se tratando de internet.

Mas todo cuidado é pouco. Em busca do furo de reportagem, muitos jornalistas acabam postando notícias sem averiguar a veracidade dos fatos. Quando não, as informações são incorretas, ou sem conteúdo.

O conteúdo de um site, principalmente jornalístico, deve ser interessante, atualizado, títulos criativos para comunicar a mensagem aos seus visitantes, e assim estar constantemente sendo acessado.

Uma notícia publicada no globo online sobre um Tiroteio no Morro do Juramento, Rio de Janeiro, local onde acontece o fato, apresenta uma notícia sem conteúdo quando são divulgadas informações que acabam deixando o leitor sem respostas. Veja www.globoonline.com.

A mesma notícia publicada no site do Estadão (site jornalístico do Estado de São Paulo) deixa o leitor mais ciente do ocorrido. O que chama a atenção para a notícia.Confira a noticia no seguinte endereço eletrônico: www.estadao.com.br

No Odiaonline, a notícia mal elaborada deixa o leitor perdido. Isso mostra os prós e contras da tecnologia em se referindo a informação. O leitor cada vez mais exigente navega em busca de uma reportagem com recursos visuais e gráficos disponíveis.

Uma notícia publicada no site www.boadica.com.br divulga que veículos de diversas partes do mundo estão correndo atrás do tempo e procurando adaptar a atividade online a atualidade, no qual o usuário assume um papel cada vez mais participativo.

Mas, estejamos certos que, a informação digital não é totalmente certa. A internet é vista como um mercado popular, cada um disputando a venda de seu produto. E quem detêm o controle é sempre o público, o principal responsável pela audiência.