segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Jovem morto no Juramento não tinha ligação com o tráfico.
No último dia 29 de agosto, ocorreu um confronto entre traficantes e policiais no Morro do Juramento na Zona Norte do Rio de Janeiro, causando pânico entre os moradores da região. Cinco policiais foram feridos.
Os moradores foram os mais prejudicados nas setes horas de tiroteio. Os meios de comunicação só publicaram o drama da família de Adilson Duarte. Quase um mês depois do tiroteio. O corpo do jovem foi encontrado no último dia 20 de setembro como foi publicado no Globo Online.
As informações sobre o caso noticiadas pelo JB Online, foram mais focadas nos policiais e na ação tática. Os militares arriscaram suas vidas para impedir a invasão na comunidade e acabaram feridos, um deles em estado grave.
De acordo com o 9º BPM, o confronto foi provocado por traficantes que abordaram os policiais que patrulhavam a região. Os feridos foram levados ao hospital Salgado Filho, segundo informações divulgadas pelo site Folha Online, que deu ênfase ao estado de saúde desses policiais.
Ainda sobre o estado de saúde dos militares, o Jornal O Dia, abusou do drama para dar a notícia sobre os ferimentos dos policiais Telmo da Costa Lima, Valdecir Cordeiro de Jesus, Alessandro Alves de Melo, Luciano Lopes de Oliveira e Gustavo Ribeiro Meireles.
O Estadão noticiou o fato em poucos parágrafos, dando ênfase aos políciais, não mencionaram moradores, nem os transtornos causados pelo confronto.
Apenas um dos veículos de comunicação mostrou o drama humano, que é o que chama mais atenção em uma notícia para a internet, o site do Globo Online, que tratou do assunto focando naquilo que prende a atenção dos leitores, a tragédia.
As outras empresas de comunicação trataram mais da violência em si, mas não das consequencias imediatas para a população como a morte do jovem. Os títulos das matérias usaram as palavras "tiroteio" e "policiais" como forma de chamar a atenção do leitor para a notícia.
Todas as faces da notícia: a abordagem do jornalismo online
Noticiar um fato local por mídias nacionais nem sempre é tarefa fácil. Muitas vezes, a velocidade para dar um furo é tanta que o repórter erra no tratamento da notícia ou omite dados de interesse público.
Podemos analisar a forma que sites abordaram o tiroteio que aconteceu no dia 29 de agosto no Rio de Janeiro. Em um confronto entre criminosos de facções diferentes no Morro do Juramento, cinco policiais ficaram feridos. As facções, Comando Vermelho e Amigos dos Amigos, totalizavam mais de cem homens em um tiroteio que durou mais de sete horas.A partir dessa informação básica, podemos comparar como os sites do Jornal O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, A Folha de São Paulo e Estadão tratam essa notícia.
A forma em que apresentam as informações no texto, e os atrativos que cada editor fornece ao internauta são muito diferentes em cada site, e a quantidade de visitas daquele link está diretamente ligada à esses fatores.
O Jornal do Brasil, sério e cisudo, mostrou a mesma notícia de forma concisa. Apenas três parágrafos, linguagem tranquila e exata – tudo o que um leitor de internet procura. Mesmo sem nenhum atrativo visual, consegue informar: pouca enrolação e leveza. E sem mostrar a parcialidade, como aconteceu com o jornalista Alberto Komatsu, do Estadão. Mesmo com o mesmo número de parágrafos do JB, a sensação de “achismo” é muito grande. Parece que as informações foram parciais, apuradas apenas com o Batalhão da PM, colocando na conta deles as informações – um grande “vacilo” na teórica imparcialidade jornalística.
O que, na minha opinião, melhor atende o leitor virtual é a matéria do site Folha Online. Mesmo sendo dramático e apelativo, ele mostra os dois lados da moeda: o número de policiais feridos, e os moradores do local. O texto é rápido e a informação está completa, com ritmo e melhor apurada.
Trajano de Morais, Cidade Turística
Por Genilson Marques

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Morro do Juramento: Sites de notícias utilizam sensacionalismo para atrair o leitor
Por Vinícius P. Eyer
O tiroteio que assustou moradores do Morro do Juramento essa semana foi notícia nos principais jornais do Rio e São Paulo. Alguns jornais deram um maior enfoque a troca de tiros e outros apenas noticiaram de resumida os fatos ocorridos.
O Jornal O Globo tratou do assunto com poucas informações. O Jornal se dispôs apenas informar que aconteceu um tiroteio no Morro do Juramento entre quadrilhas rivais e que resultou no ferimento de cinco policiais militares. O site publicou a matéria em apenas dois parágrafos.
O Jornal do Brasil assim como o Jornal O Dia, se utilizam do provedor Terra para manter seus sites. Apesar da coincidência ambos tiveram visões diferentes. O JB foi mais especifico, informou que houve tentativa de invasão ao morro com cerca de 100 bandidos e informou que após os policiais terem sido baleados o morro foi ocupado por mais PMs e o carro blindado da PM, conhecido como caveirão. A notícia foi dada em quatro parágrafos. O jornal não se utilizou de tags ou hiperlink na reportagem.
Já o Jornal O Dia destacou além do tiroteio, o fato de que moradores fizeram uma corrente de oração para os policiais baleados. Muitas vezes é noticiado que a presença da polícia causou revolta nos moradores, porém dessa vez os populares estavam a favor da PM. Outro ponto discutido no O Dia foi a ação de um policial que estava de folga e ajudou os colegas colocando seu veículo, que é blindado, na linha de tiro. Evitando assim que os PMs fossem mortos pelos traficantes. Foram 16 parágrafos com dois subtítulos.
O Jornal A Folha foi o jornal que deu o maior enfoque na cidade paulista. Com seis parágrafos o jornal informou que um dos policiais estava em estado grave e que na manhã seguinte o tiroteio continuava, dessa vez entre polícia e traficante. Ao fim da reportagem alguns links remanejavam o leitor a notícias sobre violência e a um histórico do site sobre tiroteios.
O Estadão apenas noticiou o fato, em poucos parágrafos, o jornal paulista, informou que o tiroteio teve inicio por volta das três horas da manhã e que os traficantes invasores chegaram ao morro em um caminhão. O jornal utilizou dois Tags. Um que remaneja o leitor a notícias do morro do Juramento e outro a tiroteios no Rio de Janeiro.
Morro do Juramento: guerrilha urbana no Rio é alvo dos jornais on line

Situado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o Morro do Juramento vive um cotidiano de guerra. As cenas lembram os conflitos na Faixa de Gaza. O Comando Vermelho invadiu a comunidade e entrou em confronto com a facção Amigo dos Amigos, que domina o tráfico no local desde maio. Mais de cem traficantes do CV chegaram ao Juramento na noite de sexta-feira, dia 28 de agosto, e iniciaram um tiroteio de mais de sete horas. Uma patrulha da PM ficou sob fogo cruzado. Quatro soldados e um cabo ficaram feridos. Só por volta das 4 horas da manhã chegaram os reforços do 9° Batalhão (Rocha Miranda).
Essa não é uma situação nova no Morro do Juramento. "Há muito tempo isso ocorre. Uma determinada facção toma o morro e fica durante algum tempo, depois vem outra facção e retoma. E por aí vai. Isso nunca acaba. Há anos isso aqui está assim e ninguém toma providências", reclama o morador Felipe Silveira.
Os veículos de comunicação difundiram a notícia em sites pela internet. A cobertura on line apresentou textos longos, curtos, alguns mais objetivos, muitos eram meras adaptações das edições impressas.
O Estado de São Paulo apresentou matérias pequenas, semelhantes a notas, com conteúdos informativos, sem entrevistas e depoimentos. O hipertexto foi pouco explorado e o uso de tags abundante. Por se tratar de um veículo de outro estado é natural uma menor quantidade de informações acerca do fato.
Já a Folha de São Paulo, outro jornal paulistano, ofereceu ao leitor a possibilidade de um maior aprofundamento no assunto. No pé de algumas das matérias da Folha existem quatro seções. Na primeira são encontrados links sobre o fato. A segunda contém outras notícias da mesma editoria. A terceira leva o leitor aos arquivos do assunto. Na última estão referências de livros sobre o acontecimento abordado.
Os jornais cariocas conseguiram um maior volume de informações por estarem mais próximos. Foram constantes as notícias sobre o trânsito e o fechamento do metrô. Os veículos estavam preocupados em atingir o público alvo através de informações mais úteis.
Com uma linguagem mais próxima à impressa, O Globo publicou matérias mais detalhistas e com muitos hiperlinks. Houve erros de digitação e os textos eram longos. Num período de três dias, de 31 de agosto a 02 de setembro, os links funcionaram mais como uma forma de atualização do que de aprofundamento. No site do jornal é preciso ter um cadastro gratuito para poder acessar os hiperlinks, uma barreira para os internautas mais apressados.
O Dia - interatividade e linguagem popular
A internet e as novas tecnologias possibilitam uma comunicação plural. O trabalho do jornalista se torna mais complexo. A web permite o uso de vídeos, imagens, textos, links e áudio. O cruzamento de informações enriquece as matérias on line. O Dia manteve sua linguagem mais popular, usando termos como “caveirão” e “endolação”. Mesmo com erros de digitação o veículo foi o único capaz de aproveitar a interatividade da internet. Um exemplo é a seção dedicada aos leitores, onde os moradores do Morro do Juramento puderam contar histórias e criticar as ações da polícia.
O Dia - Vídeo do confronto entre PM e traficantes
Foi postado um link com fotos da invasão da polícia militar e um vídeo com o helicóptero da PM na linha de tiro. As imagens tornaram experiência do internauta mais completa e fixaram a atenção do público.
O Jornal do Brasil não usou links e abordou o fato por uma ótica um pouco diferente. Fez citações ao site de relacionamentos Orkut como fonte e falou do possível envolvimento do traficante Fernandinho Beira Mar na invasão do Morro do Juramento. A linguagem foi clara e concisa.
Mais uma vez o terror roubou a atenção da mídia em nosso país. A violência vende jornais, rende acessos e aumenta a audiência. Dar voz às pessoas envolvidas nestes episódios traz dignidade e consciência social aos veículos de comunicação. Essa é uma atitude capaz de melhorar um pouco a situação de guerra urbana vivida pelos habitantes das grandes metrópoles.
Marcelo Drummond
Tiroteio no morro do Juramento deixa sete pessoas feridas e mais de seis mortos.
Há duas semanas o morro do Juramento parou por causa de um tiroteio. Cerca de cem bandidos invadiram a comunidade para tomar conta do tráfico de drogas no local. Esse tiroteio causou muitos problemas. Linhas do metrô foram interrompidas, ruas fechadas, cinco policiais feridos e mais de seis pessoas morreram.
A imprensa noticiou por vários dias o ato de violência que assusta moradores do Rio. O Globo não deu tanta importância a notícia, apenas dois parágrafos, de quatro linhas cada. Citou o nome do batalhão que fez a operação na favela. Não citou a paralisação das linhas do metrô. Abaixo da matéria há links de outra matérias relacionadas.
O Estadão escreveu quatro parágrafos explicando tudo, como a conteceu a invasão, a interrupção das linhas do metrô, os cinco policiais feridos, quando e como aconteceu a invasão. Há também, abaixo da matéria TAGS como tiroteio, Morro do Juramento, Rio de Janeiro para o leitor que quiser saber mais do assunto.
A Folha escreveu 10 parágrafos de três a quatro linhas cada, relatando cada detalhe tambem, fez um subtítulo contando sobre a invasão no morro e há também hiperlinks com mais matérias relacionadas. Abaixo da matéria há também links de outras notícias sobre o tiroteio no morro do Juramento.
O JB on line usou apenas um parágrafo de seis linhas falando da interrupção da avenida Martin Luther King, Não usou links, nem hiperlinks, nem subtítulos.
O DIA usou muito bem todas as informações, citando o nome dos cinco PMs feridos, falou sobre dois carros da polícia que foram encurralados pelos bandidos, informação que outros jornais como O Globo, JB e o Estadão não fizeram. Colocou um subtítulo de quatro parágrafos de quatro linhas cada dizendo que moradores rezavam pelos policiais feridos. Entrevistou moradores, entrevistou também o policial que usou o próprio carro que era blindado para furar o bloqueio e resgatar os PMs feridos. Não usou nenhum hiperlink. Mas em outras matérias antigas há um link com uma entrevista de um morador da comunidade.
Bombeiros e PMs resgatam seis corpos.
Na manhã do dia 21 Bombeiros e policias subiram o morro para resgatar seis corpos. A operação começou quando a PM recebeu uma denúncia de amigos de dois jovens que estavam desaparecidos. Segundo moradores há mais corpos pela comunidade. Os corpos foram encontrados ensacados.
Apenas um corpo foi identificado. O corpo de Adilson Duarte de 18 anos foi identificado pelo pai, que disse que o garoto namorava uma menina do bairro. E que o filho não tinha envolvimento com drogas e nem com os traficantes.
A equipe de Operações Especiais do BOPE esteve no morro para fazer uma operação para apreender drogas e armas. O comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), Edvaldo Camilo da Costa, informou que vai manter o reforço no policiamento no Morro do Juramento.
domingo, 13 de setembro de 2009
Pânico no Morro do Juramento é destaque na mídia online
Há 15 dias, o Morro do Juramento tornou-se mais uma vez cenário de tiroteios, sangue e mortes no Rio de Janeiro. Tudo começou após tentativa de invasão por milicianos, que buscavam tomar os pontos de vendas de drogas na comunidade. Desde então, os jornais passaram a divulgar os últimos acontecimentos em seus sites. Uma análise dos principais jornais online do país mostra que os discursos narrativos destes veículos não estão corretamente adaptados para a internet, apresentando-se mal redigidos, redundantes, extensos ou curtos demais.
Em O Globo , como repórter, encontrei pequenos errinhos de digitação que poderiam certamente ser evitados. Como exemplo, quero destacar dois deles encontrados na matéria Polícia Militar faz operação no Morro do Juramento, postada no dia 31 de agosto. No primeiro, faltou o 's': "O cinco policiais feridos faziam o patrulhamento na região e ficaram encurralados". No segundo, o erro foi a troca do artigo 'o' pelo 'a': "Na domingo, houve um novo tiroteio, mas o batalhão de Rocha Miranda, informou...".
Uma das matérias de maior destaque do O Globo tratou da interrupção da circulação do metrô. Produzido em parceria com a equipe do Jornal Extra, a matéria ficaria bem mais completa, a meu ver, se fossem incluídos depoimentos de alguns passageiros d o metrô.
Um erro em uma das manchetes parece ter sido ignorado pelos editores do O Globo, repetindo-se até mesmo após a atualização. O título foi postado como Tiroteio no Morro do Juramento para circulação do metrô por três vezes, quando o correto deveria ser "Tiroteio no Morro do Juramento pára circulação do metrô". Como repórter, destaco que embora os textos apresentassem muitos hiperlinks, o acesso a alguns deles tornou-se restrito pela necessidade de cadastro obrigatório, dificultando o hipertexto.
Já no jornal O Dia, a notícia teve bastante repercussão. No entanto, encontrei poucos hiperlinks nas matérias postadas e um número razoável de tags. Uma ferramenta chamada 'REFERIDAS' oferecia links internos a outras matérias do seguimento para dar mais informações leitor.
Por outro lado, encontrei também erros de digitação em algumas postagens. Tratam-se de pequenos detalhes que poderiam ser evitados com uma revisão no texto. Um deles estava bem explícito na matéria "Paz e tranquilidade voltam ao Morro do Juramento", postada no dia 01 de setembro. No final do texto, dois erros: "No momento, o Caveirão já deixou a 'favelae' se 'econtra' na parte mais baixa". No dia 31 de agosto, foi publicado no Conexão do Leitor um texto do internauta Felipe Silveira, que dava informações sobre a situação do Morro do Juramento após reinício de intenso tiroteio.
O Jornal do Brasil deu pouquíssima cobertura para o tiroteio no Morro do Juramento. O internauta que buscou informações pôde encontrar apenas notas de cinco linhas. Em contrapartida, a matéria que destacava Fernandinho como principal responsável pelas invasões no morro foi o maior destaque do jornal. Tendo como manchete "Beira-Mar mandou invandir o Morro do Juramento", o texto chegou ao número de 11 parágrafos e 37 linhas com informações que outros jornais não divulgaram. Entretanto, faltou a palavra 'que' na frase: " A partir dali, passou a ter direito a visitas íntimas de mulheres 'que' passaram a transmitir informações aos seus aliados...".
A Folha de São Paulo postou várias informações sobre o pânico do Morro do Juramento. Os textos foram bastante atrativos e informativos, dando ao leitor a possibilidade de se inteirar sobre o assunto através de hiperlinks disponíveis no "Leia mais". A informação foi tão precisa que não perdeu para os jornais do Rio de Janeiro. Um dos grandes destaques também foi a interrupção do metrô por 12 minutos. Esse e os demais textos foram redigidos de forma direta e facilitaram a compreensão da informação: "Os criminosos chegaram ao local dentro de um caminhão e começaram a atirar quando viram os policiais, que patrulhavam a região, de acordo com a PM".
Já o Estadão, também de São Paulo, postou várias matérias sobre os episódios envolvendo o Morro do Livramento. O número de parágrafos foi, em média, três ou quatro por edição. Mesmo assim, alguns textos apresentaram informações que outros jornais não destacaram como o estado de saúde dos policiais feridos. As manchetes também foram bem chamativas e os textos concisos. Apesar de não oferecer hiperlinks em todas as matérias, foram constantes os tags. Um diferencial foi o espaço para que internautas fizessem comentários sobre as matérias postadas. Identifiquei apenas um erro digitação na matéria do dia 31 de agosto: "Cinco policiais militares que patrulhavam o morro ficaram 'encurrado' e foram feridos".
Com todos esses dados, posso afirmar que os jornais digitais precisam ser redigidos com menos erros de digitação e mais hiperlinks para facilitar a pesquisa dos leitores.
A pressa pela informação e as notícias sobre o Morro do Juramento
Por Edilene Medeiros
O morro do juramento situado no Rio de Janeiro, é uma comunidade carente da Zona Norte da cidade. Nos últimos dias os jornais noticiaram ações de bandidos e policiais no local. A internet foi o veículo mais utilizado, pois a cada momento surgia uma nota com todas as informações em tempo real.
Os jornais cariocas como: O Globo, Jornal do Brasil e O Dia, fizeram uma cobertura diária sobre os problemas no morro que atingem a população. O tráfico de drogas e as armas não autorizadas , faz do Morro do Juramento um lugar de intranqüilidade .
O jornal ,O Dia, em seu primeiro parágrafo escreveu:“ Rio - Em decorrência de um intenso tiroteio entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), na tarde desta segunda-feira, no Morro do Juramento, o tráfego na Avenida Pastor Martin Luther King, altura do número 5335, na esquina da Rua Tupiniquim, sentido Jacaré, foi interrompido por quase uma hora e meia.” As informações foram desnecessárias e o texto cansativo na primeira matéria que teve 6 parágrafos dando ênfase ao congestionamento no local. O jornal teve outras matérias falando sobre o assunto, com textos melhores durante vários dias.
O jornal O Globo publicou sua primeira matéria de 3 parágrafos, retirada do G1, pouco informativa, com ênfase na circulação interrompida no metrô. Para um texto de internet faltam mais informações, links e fotos. Porém, a cobertura sobre o Morro do Juramento foi maior nesse jornal, com última matéria, até o momento, no dia 13 de setembro.
No JB, uma notícia instantânea publicada na hora em que a avenida foi bloqueada pela policia militar. O site noticiou o assunto durante dois dias: duas vezes no dia 31/08 e uma vez no dia 02/09 com uma matéria maior e mais explicativa contendo 11 parágrafos.
Os jornais de São Paulo: O Estadão e Folha, também noticiaram todo o confronto entre traficantes rivais e a policia que assustaram os moradores da região.
A Folha fez uma cobertura significativa com várias matérias, todas com boas informações. algumas vezes até cansativas para o leitor. Os títulos extensos, chocantes, mas que chamam atenção e despertam curiosidade do leitor, exemplo: “Tiroteio deixa um morto em favela da Zona Norte do Rio.”
Assim como a Folha o Estadão deu continuidade aos acontecimentos no Morro do Juramento, mesmo sendo jornais de São Paulo. Os títulos também foram chamativos e as informações importantes não foram deixadas, o lide foi bem trabalhado em todas as matérias.
Na maioria das matérias, os jornais trabalharam a pirâmide invertida. O que mais faltou foi o uso do hiperlink nas matérias, que leva a identidade do texto da internet.
E você, o que acha da apuração feita por esses jornais na internet? Comente neste blog!!!!!!
Análise
O morro do juramento no Rio de Janeiro é uma comunidade carente da Zona Norte da cidade. Nos últimos dias os jornais noticiaram ações de bandidos e policiais no morro.
Comparando os jornais cariocas: O globo, Jornal do Brasil e O Dia.
No O Dia o primeiro parágrafo foi: “ Rio - Em decorrência de um intenso tiroteio entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), na tarde desta segunda-feira, no Morro do Juramento, o tráfego na Avenida Pastor Martin Luther King, altura do número 5335, na esquina da Rua Tupiniquim, sentido Jacaré, foi interrompido por quase uma hora e meia.” Informações desnecessária, grande uso de vírgula , texto cansativo na primeira matéria que teve 6 parágrafos dando ênfase ao congestionamento no local.O jornal teve outras matérias falando sobre o assunto, com textos melhores e bastantes informações durante vários dias.
O jornal O Globo publicou sua primeira matéria de 3 parágrafos, retirada do G1, pouco informativa, com ênfase na circulação interrompida no metrô. A cobertura sobre o Morro do Juramento foi maior neste jornal, com última matéria, até o momento, no dia 13 de setembro.
No JB, uma notícia instantânea publicada na hora em que a avenida foi bloqueada pela policia militar. O site noticiou o assunto durante dois dias: duas vezes no dia 31/08 e uma vez no dia 02/09 com uma matéria maior e mais explicativa contendo 11 parágrafos.
Jornais de São Paulo: O Estadão e Folha
A Folha fez uma cobertura significativa com várias matérias, todas com boas informações algumas vezes até cansativas para o leitor. Os títulos extensos, chocantes, mas que chamam atenção e despertam curiosidade do leitor, exemplo: “Tiroteio deixa um morto em favela da Zona Norte do Rio.”
Assim como a Folha o Estadão deu continuidade aos acontecimentos no Morro do Juramento, mesmo sendo jornais de São Paulo. Os títulos também foram chamativos e as informações importantes não foram deixadas, porém pecou em informações desnecessárias.
Na maioria das matérias os jornais trabalharam a pirâmide invertida e algumas vezes o hipertexto.
sábado, 5 de setembro de 2009
Morro do Juramento: a busca pelo diferente faz a mídia cair no banal
Confira a postagem:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/08/31/tiroteio-no-morro-do-juramento-para-circulacao-do-metro-por-tres-vezes-767397864.asp
A Folha apresenta um título extenso e mal formulado. Em um texto de 7 parágrafos, que assusta o leitor, oferece detalhes demais e deixa a matéria burocrática demais.
Confira:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u617457.shtml
O Estadão é o que apresenta o lide mais bem elaborado dentre os jornais analisados. Traz uma matéria de 4 parágrafos, bem trabalhada, de bom tamanho. Mas peca ao insistir em detalhes irrelevantes.
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger427582,0.htm
O Dia é um dos poucos a apresentar um título que não chama atenção para a interrupção dos metrôs, dando mais importância para o trânsito. Com um lide detalhista demais, se conseguir que o leitor passe por ele já será uma vitória. Conta com uma foto e 6 parágrafos, definitivamente a matéria mais desinteressada.
Confira você mesmo e dê sua opinião:
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/8/intenso_tiroteio_no_juramento_fecha_o_transito_por_quase_uma_hora_e_meia_32464.html
O JB apresenta uma cobertura instantânea do caso analisado e não localizei até então uma atualização. A pílula postada no momento do tiroteio, apesar de pequena é bem articulada e bastante informativa.
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/08/31/e310826874.asp
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
As diferentes formas de se noticiar em um site
Mas todo cuidado é pouco. Em busca do furo de reportagem, muitos jornalistas acabam postando notícias sem averiguar a veracidade dos fatos. Quando não, as informações são incorretas, ou sem conteúdo.
O conteúdo de um site, principalmente jornalístico, deve ser interessante, atualizado, títulos criativos para comunicar a mensagem aos seus visitantes, e assim estar constantemente sendo acessado.
Uma notícia publicada no globo online sobre um Tiroteio no Morro do Juramento, Rio de Janeiro, local onde acontece o fato, apresenta uma notícia sem conteúdo quando são divulgadas informações que acabam deixando o leitor sem respostas. Veja www.globoonline.com.
A mesma notícia publicada no site do Estadão (site jornalístico do Estado de São Paulo) deixa o leitor mais ciente do ocorrido. O que chama a atenção para a notícia.Confira a noticia no seguinte endereço eletrônico: www.estadao.com.br
No Odiaonline, a notícia mal elaborada deixa o leitor perdido. Isso mostra os prós e contras da tecnologia em se referindo a informação. O leitor cada vez mais exigente navega em busca de uma reportagem com recursos visuais e gráficos disponíveis.
Uma notícia publicada no site www.boadica.com.br divulga que veículos de diversas partes do mundo estão correndo atrás do tempo e procurando adaptar a atividade online a atualidade, no qual o usuário assume um papel cada vez mais participativo.
Mas, estejamos certos que, a informação digital não é totalmente certa. A internet é vista como um mercado popular, cada um disputando a venda de seu produto. E quem detêm o controle é sempre o público, o principal responsável pela audiência.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
ANJ faz 30 anos e divulga casos de violação à liberdade de imprensa
Por Vinícius P. Eyer
Entre os casos que serão tema de analise está a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Dácio Vieira, que censurou o jornal "O Estado de S.Paulo".Com a decisão do desembargador, as reportagens relacionadas ao empresário Fernando Sarney, filho do Presidente do Senado, José Sarney, não foram mais publicadas
O colunista do jornal O Globo, Merval Pereira, condenou a censura prévia. Merval afirmou achar que a sociedade já está incorporando a liberdade de expressão como valor essencial. O colunista também lembrou da forte reação que fez o governo recuar da decisão de criar o Conselho Nacional de Jornalismo.
Em entrevista hoje, antes do início do debate, o vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, já manifestava preocupação com a mistura, segundo ele perigosa, entre política, religião nos meios de comunicação. Nelson citou como exemplo a Rede Record, cujo fundador é bispo da Igreja Universal.
O Deputado Federal Miro Teixeira (PDT-RJ), vai receber o prêmio Liberdade de Imprensa, oferecido pela ANJ. A partir de uma ação do Deputado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a Lei de Imprensa.
Criada na ditadura militar, a Lei de Imprensa era considerada por muitos jornalistas como incompatível com o jornalismo numa sociedade democrática.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
ANJ 30 anos: Liberdade de Imprensa em discussão
A Associação Nacional de Jornais completou 30 anos no dia 17 de agosto e a cerimônia de comemoração vai acontecer nesta segunda feira, dia 24, às 20 horas, na sede da entidade, em Brasília. O evento tem como tema principal a liberdade de imprensa que vem sendo violada até os dias atuais.
Entre as palestras e debates a serem apresentados, o mais esperado é o de "Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas". O tema vai colocar em discussão casos recentes de violação à liberdade de imprensa.
Como a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de ter colocado o jornal "O Estado de S. Paulo" sob censura e ter proibido a publicação de reportagens relacionadas ao filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), o empresário Fernando Sarney. A família Sarney também esteve envolvida na censura de um jornal do Maranhão ("Jornal Pequeno") com o apoio da justiça.
Segundo a presidente da ANJ, Judith Brito, a importância de se questionar estes casos é que “a liberdade de expressão deve ser motivo de nossa atenção sempre. A liberdade de expressão, mais que um direito dos jornais, é um direito do cidadão”.
O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), exemplo de luta pela defesa do livre exercício da profissão, vai receber nesta noite o prêmio Liberdade de Imprensa. Por ter derrubado a Lei que foi criada na ditadura militar que era incompatível com a sociedade atual. Formado em jornalista, o deputado é um representante da Associação desde o início da fundação.
O evento conta com a participação de jornalistas nos debates sobre as censuras que têm preocupado a Associação Nacional dos Jornais.
Por Maria Izabel Leal
ANJ: 30 anos em defesa da liberdade de imprensa
Será comemorado na tarde de hoje, na sua sede em Brasília, os 30 anos da Associação Nacional de Jornais (ANJ), completados no último dia 17. No encontro, vão ser destacados os 31 casos de agressão à liberdade de imprensa e expressão e a volta da censura prévia.
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) será um dos homenageados do encontro pelo seu empenho na defesa à liberdade de imprensa. Em abril deste ano, o deputado conseguiu através de uma ação com que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogasse a lei de imprensa.
A decisão do STF no inicio do ano foi considerada histórica. A extinta lei criada durante a ditadura militar era incompatível com o jornalismo de uma sociedade democrata, prevendo punições específicas para jornalistas.
A presidente da ANJ, Judith Brito, irá por em debate as queixas de agressão que vão da liberdade de entrar em locais de públicos à publicação de reportagens. Outro assunto de destaque será a decisão de juízes em proibir a publicação de qualquer reportagem sobre a família Sarney, como aconteceu com o jornal “O Estado de São Paulo” e mesmo com o “Jornal Pequeno”, do Maranhão, dando a entender o retorno da censura prévia.
Seguindo com o tema, o diretor-geral de Produto do Grupo RBS, Marcelo Rech, irá destacar a importância dos juízes estarem atentos à indústria do dano moral que, sob o pretexto de garantir direitos, tem se mostrado um poderoso instrumento de inibição do jornalismo independente. Assim como a perigosa mistura de política, religião e operação dos meios de comunicação, os jornalistas tem sido tolhidos do direito de expressão.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A ANJ comemora seus 30 anos contra censura
por Edilene Medeiros
A Associação Nacional de Jornaisl (ANJ), completou 30 anos no dia 17 , mas a comemoração de aniversário vai ser hoje, às oito da noite, na sede da entidade, em Brasília. A entidade tem como finalidade defender a liberdade de expressão e aprimorar a indústria jornalística. Hoje mais de 140 jornais são associados à ANJ.
Um dos debates com destaque na noite será: “ Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas”. Nesse debate será discutida a censura dirigida as reportagens do jornal “O Estado de S. Paulo” sobre o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).
“O Estado de S. Paulo” e o “Jornal Pequeno”, da cidade de São Luís, Maranhão, foram obrigados pelo juiz Nemias Nunes de Carvalho a retirar a reportagem do dia oito de março de 2009 sobre a Operação Boi Barrica, que envolveu Fernando Sarney.
Também no evento haverá entrega de prêmios como o “Liberdade de Imprensa” que será destinado ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que derrubou em abril deste ano a lei de imprensa criada na ditadura militar.
O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, receberá o título de sócio honorário da ANJ, antes dos debates em um almoço de confraternização aos profissionais da área, confirmado para as duas horas da tarde.
A presidente da ANJ, Judith Brito, durante a comemoração divulgará o livro "A Força dos Jornais",que escreveu junto com o jornalista Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ. A obra descreve a trajetória dos jornais nos últimos 30 anos.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
ANJ comemora 30 anos com entrega de prêmios e críticas à censura.
Hoje, às cinco horas da tarde, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) comemora 30 anos, completados dia 17, numa reunião com representantes de jornais brasileiros em Brasília. A conferência destaca a incidência de casos de violação da liberdade de imprensa.
De acordo com a presidente da entidade, Judith Brito, a ANJ já registrou 31 casos em que mais da metade das queixas resultaram em decisões judiciais. Entre elas, violação de direitos que vão da liberdade de ir e vir em locais públicos e a não publicação de reportagens.
No evento estão programados debates que discutem os casos mais recentes de censura e os rumos da liberdade expressão no país. O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) vai receber um prêmio pela luta contra a Lei de Imprensa no Brasil.
Carlos Eduardo Lins será um dos palestrantes em debate sobre a censura prévia que o jornal "O Estado de São Paulo" sofreu durante a divulgação de informações sobre Fernando Sarney, filho do presidente do senado José Sarney (PMDB-AP). Outro assunto que será abordado no debate será a questão entre a "Folha de S. Paulo" e a Igreja Universal.
O procurador geral do Grupo RBS, Marcelo Rech, falará em palestra no mesmo dia. O procurador vai falar sobre a atenção que juízes devem ter com a indústria do dano moral, um poderoso instrumento que inibe o jornalismo independente, como pode ser percebido no caso entre a Igreja Universal e a "Folha de São Paulo".
Em contraponto a este evento pelos direitos de liberdade de expressão, a família Sarney promoveu censura a um veículo de comunicação no estado do Maranhão: o "Jornal Pequeno", sob alegação de danos morais contra Fernando Sarney.
ANJ completa 30 anos em defesa da liberdade de imprensa
A ANJ vai homenagear o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) com o prêmio Liberdade de Imprensa. Autor da ação responsável por extinguir a Lei de Imprensa, o deputado é um dos parlamentares mais envolvidos nas discussões sobre jornalismo no Brasil. Miro Teixeira defende a regulamentação da profissão e garante a necessidade do diploma para ingressar no funcionalismo público.
Um dos casos mais polêmicos em pauta nos debates será a proibição sofrida pelo “Estado de São Paulo”. O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Dácio Vieira, impediu o jornal de publicar reportagens relacionadas a Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.
O Estado de São Paulo iria publicar informações da Polícia Federal sobre o caso Sarney, batizado de Operação Faktor e mais conhecido como Boi Barrica.O Ministro da Justiça, Tarso Genro, não considera errada a decisão do STF contra o Estado de São Paulo. Segundo o político, as informações do Estado não são verídicas e portanto não caracterizam censura.
Outro assunto muito comentado é a ação movida pela Igreja Universal do Reino de Deus contra "A Folha de São Paulo". A reportagem de Elvira Lobato, responsável pela discussão, contém informações sobre desvio de doações e a construção de um conglomerado industrial em torno do grupo da Igreja.
O vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, considera perigosa a mistura entre meios de comunicação, política e religião, operada pela Igreja Universal do Reino de Deus.
O ombudsman da “Folha de São Paulo”, Carlos Eduardo Lins da Silva, participará da mesa redonda e comentará a censura prévia. O vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, e o diretor-geral do Grupo RBS, Marcelo Rech, também vão participar dos debates.
O debate está aberto. Refletir sobre a liberdade e os limites da imprensa é um exercício saudável e positivo. Em tempos de democracia a mídia precisa afirmar a liberdade, mas sempre lembrando da responsabilidade e da ética. É preciso considerar o tamanho do poder e da abrangência dos meios de comunicação, capazes de beneficiar ou prejudicar.
Marcelo Drummond
LIBERDADE DE IMPRENSA EM PAUTA
Jaqueline Ferreira
Associação Nacional dos jornais, completou 30 anos no último dia 17, e comemora hoje às 16h na sede em Brasília com um seminário e uma grande preocupação em pauta: as recentes violações à liberdade de imprensa. Só nos últimos meses, foram registrados 31casos, segundo a presidente da ANJ Judith Brito.

Será lembrado no seminário, o episódio ligado à família Sarney, no qual o Tribunal de Justiça do Distrito Federal pôs o jornal "O Estado de São Paulo" sob censura e proibiu publicação de reportagens sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. "A Folha de São Paulo" e "O Globo" também sofreram represálias recentemente. Os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus decidiram recorrer em massa à justiça contra as empresas de comunicação.
LIBERDADE DE IMPRENSA É PAUTA DE DEBATE NOS 30 ANOS DA ANJ
POR RANIERY COSTA
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) comemora 30 anos de existência com um debate que acontece na sede em Brasília hoje. A pauta do debate vai falar sobre a violação da liberdade que a imprensa tem enfrentado, e de acordo com dados da Associação, só nos últimos meses foram registrados 31 casos de agressão à profissionais de imprensa - Confira uma reportagem sobre agressão à imprensa.
Assuntos como fiéis da Igreja Universal recorrerem à justiça contra o Jornal Folha de São Paulo, caso este que será comentado pelo ombudsman da própria empresa Carlos Eduardo Lins da Silva; a censura imposta ao Jornal Estado de São Paulo sobre proibições de reportagens que falem do empresário Fernando Sarney, filho do Presidente do Senado José Sarney.
Além do Jornal Estado de São Paulo, a justiça também censurou o Jornal Pequeno, do estado do Maranhão, em que foi obrigado a retirar do ar uma matéria que falava sobre a operação Boi Barrica da Polícia Federal e que envolve Fernado Sarney.
Também se destacam na lista de palestrantes, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho; o diretor-geral de produto do Grupo RBS, Marcelo Rech; Merval Pereira; colunista do Jornal O Globo.
A finalidade da ANJ ao realizar esse debate, é de nortear sobre a questão da falta da liberdade de imprensa, e lutar contra abusos sofridos pela classe. Conforme já foi dito acima, somente este ano já foram registrados 31 casos sobre agressões de profissionais, qe também serão denunciados de discutidos para tentar encontrar uma solução para os referidos problemas.
Na programação, também está prevista uma homenagem ao Deputado do Estado do Rio de Janeiro, Miro Teixeira, que é jornalista de formação, e tem destaque junto ao jornalismo pela luta contra a lei de Imprensa, e pelo livre exercício da profissão. A revogação da lei de Imprensa era uma luta antiga da ANJ, pois uma lei com punições específicas para Jornalistas é algo muito injusto e a revogação foi uma grande vitória da classe jornalística sobre a censura.
