segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ANJ comemora 30 anos e debate a liberdade de imprensa

- Entidade que reúne jornais de todo o país denuncia casos de violação do direito à informação
Por Fernanda Pamplona

Às oito da noite, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) comemora os 30 anos de existência com um debate aberto sobre a liberdade de expressão. A associação, criada em 1979, fez aniversário no último dia 17, e escolheu para a abertura das comemorações o tema “Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas” baseado nos registros da entidade, que conta com 31 casos de agressão à imprensa no país.

De acordo com a presidente da ANJ, Judith Brito, entre os casos registrados nos últimos meses, mais da metade resultaram em decisões judiciais de primeira instancia, contra direitos que vão da liberdade de se entrarem locais públicos à publicação de reportagens.

- A liberdade de expressão deve ser motivo de nossa atenção sempre. A liberdade de expressão, mais do que um direito dos jornais, é um direito do cidadão - afirmou Judith.

O tema escolhido vai de encontro às retaliações e decisões judiciais. A censura da família Sarney contra o jornal “O Estado de S. Paulo”, que proibiu a publicação de reportagens relacionadas ao empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, é um exemplo. A família também conseguiu apoio da Justiça e obrigou o “Jornal Pequeno”, do Maranhão, a retirar do ar uma reportagem sobre a “Operação Boi Barrica”.

A indústria de danos morais também vem inibindo os jornalistas de se expressarem, como no caso dos fiéis da Igreja Universal contra a “Folha de S. Paulo”. O entendimento que cabe à Justiça é de conter eventuais excessos em textos já publicados, mas não de fazer censura prévia.

Ainda hoje, o deputado Miro Teixeira receberá o prêmio Liberdade de Imprensa, pela ANJ, pela defesa do livre exercício da profissão. Miro é jornalista por formação e lutava, desde 2007 para derrubar a lei ditatorial. Em abril deste ano, a Lei de Imprensa foi finalmente revogada.

- É inadmissível a censura. É preciso explicar que nem o Poder Judiciário é dado esse direito. Não existe direito à censura, existe direito à liberdade -, disse Miro.

ANJ: 30 anos em defesa da liberdade de imprensa

A Associação Nacional dos jornais, completou no último dia 17, 30 anos e comemora hoje às 16h na sede em Brasília, com um seminário e uma grande preocupação em pauta: os recentes casos de violação à liberdade de imprensa. Só nos últimos meses, foram registrados 31 episódios, segundo a presidente da ANJ, Judith Brito.

As restrições aos trabalhos dos profissionais vão da liberdade de entrar em locais públicos à publicação de reportagens e na metade das queixas, resultam em decisões judiciais de primeira instância. Jornalistas presentes no evento, relacionam os processos de danos morais à uma indústria que preocupa o futuro da imprensa.

O momento mais esperado é a premiação do Deputado Miro Teixeira, formado em jornalismo e dedicado ao exercío livre da profissão, Miro derrubou em abril, a Lei de Imprensa criada na ditadura. Para muitos, a extinta Lei era incompatível com o jornalismo numa sociedade democrática.

Serão lembrados também, os episódios ligados à família Sarney e à Igreja Universal do Reino de Deus. Em ambos os casos, as empresas de comunicação sofreram represálias. No primeiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal pôs o jornal "O Estado de São Paulo" sob censura e proibiu publicação de reportagens sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. No segundo caso, os fiéis da Universal decidiram recorrer em massa à justiça contra a " A Folha de São Paulo" e "O Globo".

ANJ: 30 anos em defesa da liberdade de imprensa

Durante a comemoração dos 30 anos da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que ocorreu na tarde de hoje, um dos principais assuntos debatidos foi sobre a justiça contra a liberdade de imprensa e de expressão. Mais de 31 casos de agressão à imprensa foram registrados nos últimos meses.
Após o debate "Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas", a presidente da ANJ, Judith Brito, divulgou que a maioria das queixas de agressão resultaram de decisões judiciais contra os direitos que vão da liberdade de entrar em locais públicos à públicação de reportagens.
_ A liberdade de expressão deve ser motivo de nossa atenção sempre. A liberdade de expressão, mais do que um direito dos jornais, é um direito do cidadão _ afirmou a presidente.
Foi unanime a crítica à decisão de juizes em proibir e censurar qualquer publicação relacionada a família Sarney. Além do jornal "O Estado de São Paulo", o "Jornal Pequeno", do Maranhão, também sofreu com as inibições da justiça em relatar os acontecimentos dos Sarney.
_ Eles fazem uma intimidação constante aos veículos de comunicação que se atrevem a questioná-los _ disse Lourival Bogéa, diretor do "Jornal Pequeno".
Segundo o ombudsman do "Folha de São Paulo" o direito à liberdade de imprensa e expressão não é absoluto, mas quem o exceder deve pagar em posteriori e não sobre censura prévia.
Os juizes devem estar atentos à indústria do dano moral que, com o pretexto de garantir direitos, tem sido usado como instrumento para inibir o jornalismo independente. O vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, manifestou preocupação com a "perigosíssima mistura de política, religião e operação dos meios de comunicação.
Um homenageado do encontro foi o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), jornalista por formação, que recebeu o prêmio Liberdade de Imprensa por ter se destacado nos últimos anos pela defesa do livre exercício de profissão. _ É inadimissível a censura. É preciso explicar que nem ao poder judiciário é dado esse direito _ disse Miro.

ANJ descute os 31 casos de agressão à imprensa

Por Elisangela de Paiva

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) completou 30 anos. A data vai ser comemorada no dia 17 na sede em Brasília, a partir das dezoito horas. A presidente, Judith Brito demonstra preocupação com recentes casos de violação à liberdade de imprensa.

Judith Brito disse ainda que a entidade vai descutir o registro de 31 casos de agressão à imprensa no país que vão da liberdade de se entrar em locais públicos à publicação de reportagens.

"A liberdade de expressão deve ser sempre motivo de nossa atenção. Ela é mais do que um direito dos jornais, é um direito do cidadão. É o que vamos discutir após o debate: Liberdade de Expressão e o futuro do jornalismo", disse a presidente.

Os jornalístas presentes vão debater a decisão do desembargador Dácio Vieira, do TJ do Distrito Federal , que censurou o jornal "O Estado de S. Paulo", proibindo a publicação de reportagens sobre o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

O vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky vai iniciar o debate: Perigosíssima Mistura de Política, Religião e Operação dos Meios de Comunicação", onde será referido a ligação da Igreja Universal com a Rede Record.


O debate vai contar com a presença o ombudsman da"Folha de São Paulo", Carlos Eduardo Lins; diretor geral de Produto do Grupo RBS, Marcelo Rech e do colunista do GLOBO, Merval Pereira.
Na programação, pela luta em defesa do livre exercício da profissão,

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) vai receber o prêmio pela Associação Nacional de Jornais na noite do dia 18, com o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa, em Brasília. O deputado foi autor da ação que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a revogar a Lei de Imprensa, após a declaração de inconstitucionalidade.

O vice-presidente das organizações Globo, João Roberto Marinho, também vai ser homenageado com o título de sócio honorário da ANJ. Em debate, Marinho vai falar sobre: A Importância da ANJ na defesa da Liberdade de Expressão.

ANJ comemora 30 anos e promove debates à favor da liberdade de imprensa

Por Ildes Fernando

Hoje, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) comemora 30 anos de existência no Brasil, completados no dia 17. Para festejar, a entidade irá realizar debates sobre a liberdade de expressão, o direito à informação e o futuro do jornalismo.

O evento comemorativo dos 30 anos de fundação da ANJ acontece na tarde desta terça-feira, na sede da entidade, em Brasília.
Reprodução
A presidente da ANJ, Judith Brito, pretende revelar que nos últimos meses a associação registrou 31 casos de agressão à imprensa no país. A maioria dos casos relaciona-se com decisões judiciais que proibiram o direito de entrar em locais públicos e publicação de reportagens.

Os dados vão ser divulgados por Judith Brito durante a palestra "Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas". O evento irá discutir ainda casos de censura prévia ocorridos recentemente no jornalismo brasileiro.

Jornalistas pretendem avaliar a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça de Brasília, em proibir o jornal "O Estado de São Paulo" de publicar reportagens sobre o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, vai discursar sobre as denúncias contra a Igreja Universal e a Rede Record. Ele irá enfocar a mistura perigosa entre política, religião e operação dos meios de comunicação.

Durante a comemoração, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, vai receber o título de sócio honorário da ANJ. O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) irá receber o prêmio Liberdade de Imprensa, oferecido pela Associação Nacional de Jornais.

Miro Teixeira recebe o prêmio por ser o autor de um momento histórico no jornalismo brasileiro. Ele foi o responsável por uma ação que fez o Supremo Tribunal Federal derrubar, em abril deste ano, a Lei de Imprensa.

ANJ: 30 anos lutando pela democracia

Por Genilson Marques

A Associoação Nacional de Jornais (ANJ) está comemorando hoje 30 anos, completados no dia 17. A presidente da ANJ, Judith Brito, denunciou que, só nos últimos meses, a entidade registrou 31 casos de agressão à imprensa no país, contra direitos que vão da liberdade de se entrar em locais públicos à publicação de reportagens.

Jornalistas que confirmaram presença ao debate vão criticar a decisão do desembargador Dácio Vieria, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que pôs o jornal "O Estado de São Paulo", sob censura e proibiu a publicação de reportagens selecionadas ao empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai recerber o prêmio liberdade de imprensa. Jornalista de formação. Miro tem se destacado nos últimos anos pela defesa do livre exercício da profissão. A partir de uma ação do deputado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou em abril deste ano, a lei de imprensa. A decisão é considerada histórica. A extinta lei foi criada na ditadura militar e, para muitos profissionais , era incompatível com o jornalismo numa sociedade democrática.

O vice-presidente Nelson Sirotsky, disse que vai manifestar preocupação com a "perigosa mistura de política, religião e operação dos meios de comunicação", referindo-se à ligação da Igreja Universal com a Rede Record. - Achamos que esta mistura não interessa à sociedade.

No almoço que precedeu o debate, João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, recebeu o título de sócio honorário da ANJ. Em discurso, ele destacou a importância da entidade na defesa da liberdade de imprensa.

ANJ comemora 30 anos e defende liberdade de expressão

Por Diógenes de Oliveira

Será realizado hoje em Brasília, às 14h, o debate “Liberdade de expressão e o futuro do jornalismo: o que dizem os jornalistas”. O evento marca a celebração dos 30 anos da fundação da Associação Nacional dos jornalistas (ANJ), completados nesta segunda-feira (17), e terá a participação de jornalistas de todo o país com palestras sobre a liberdade de imprensa.

Também em Brasília, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) receberá hoje, às 20h, o prêmio Liberdade de Imprensa da Associação Nacional de Jornais. Em abril deste ano, uma ação do deputado em defesa do livre exercício da profissão levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a derrubar a Lei de Imprensa criada durante a ditadura militar.

No almoço que será servido antes do debate, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, receberá o título de sócio honorário da ANJ. Recentemente, o Jornal O Globo foi processado por fiéis da Igreja Universal após publicar matérias relacionadas ao escândalo da igreja.

Um dos assuntos que vão ser debatidos é a censura sofrida pelo O Estado de S. Paulo. O jornal foi proibido de publicar reportagem sobre a Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O Jornal Pequeno do Maranhão também sofreu censura. O veículo foi obrigado pela Justiça a retirar do site uma reportagem postada no dia 08 de março deste ano. A matéria apresentava Fernando Sarney como um dos principais envolvidos na operação. O diretor do jornal, Lourival Bogéa, afirmou que a ação é uma forma de intimidar a imprensa.

O vice-presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, considera a mistura de política, religião e operação dos meios de comunicação perigosa e fará uma referência sobre a ligação da Igreja Universal com a Rede Record. Já o diretor-geral de Produto do Grupo RBS, Marcelo Rech, debaterá sobre a indústria do dano moral e defenderá o jornalismo independente. 31 casos de agressão à impresa foram registrados nos últimos meses no Brasil.

ANJ COMPLETA 30 ANOS EM DEFESA DO JORNALISMO

A Associação Nacional de jornais (ANJ) completou 30 anos de luta pela liberdade de imprensa no dia 17 de agosto, e a celebração acontecerá hoje na sede da associação em Brasília. Jornalistas debaterão sobre a liberdade de imprensa e a presidente da ANJ, Judith Brito, vai divulgar alguns dados recentes sobre 31 casos de agressão à imprensa.

Mais da metade das queixas resultam de decisões judiciais contra à liberdade de entrar em locais públicos e à publicação de reportagens. Veículos de comunicação são unânimes em afirmar que a censura não é a medida correta a ser tomada pela justiça.

Jornalistas também farão coro contra a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Distrito Federal que censurou o jornal "O Estado de S. Paulo" e proibiu a publicação de reportagens sobre o empresário Fernando Sarney, filho do Presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"O direito à liberdade de expressão, de imprensa, não é nunca absoluto. Os que se excedem devem pagar por isso, mas a posteriori. O que não pode é o que se está fazendo com "O Estado de S. Paulo", que é a volta da censura prévia." Afirmou o Ombudsman da "Folha de S. Paulo", Eduardo Lins da Silva.

A Associação fará uma homenagem ao Deputado Federal Miro Teixeira (PDT-RJ) com o prêmio Liberdade de Imprensa. A partir de uma ação do deputado o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a Lei de Imprensa, que vinha desde a Ditadura Militar, uma antiga aspiração da ANJ.


Hoje, em um almoço que antecedeu o evento principal, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, recebeu o título de sócio honorário da ANJ. E aproveitou a ocasião para destacar a importância da entidade na defesa da liberdade de expressão."A ANJ nunca abandonou o seu norte: a defesa intransigente da liberdade de expressão contra toda a tentativa de intimidação."

Por Henrique Ramos.


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

NOVA FRIBURGO JÁ ESTÁ SE PREPARANDO PARA A DECORAÇÃO DE NATAL




NOVA FRIBURGO JÁ ESTÁ PREPARANDO A DECORAÇÃO DE NATAL


Por Lina Daniele

Já está tudo pronto para a decoração de natal em Nova Friburgo, que terá início hoje, dia 27. O trabalho será realizado pelo Programa de Preservação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, através do Projeto Reciclando com Arte, também já foram iniciados os preparativos para a fantástica Casa do Papai Noel em Nova Friburgo. A estrutura está sendo montada no prédio onde funciona a Oficina Escola de Artes, na Praça Getúlio Vargas, no Centro. O projeto é uma iniciativa da Associação Comercial de Nova Friburgo, em parceria com a Prefeitura, Unimed, Stam Metalúrgica, Superpão, Sesc e empresários locais.

Os organizadores da Casa do Papai Noel esperam que este ano a população, empresas e instituições colaborem de maneira significativa, para que a campanha supere os números de 2007 e distribua mais de 15 mil brinquedos.
O projeto tem como objetivo levar mais alegria para crianças carentes, além de movimentar o comércio e o turismo da cidade.
A inauguração da Casa do Papai Noel está prevista para acontecer neste sábado, 29, e a visitação irá até o dia 24 de dezembro. Todas as pessoas poderão visitar a Casa do Papai Noel. Para participar desta grande campanha é muito fácil: basta levar um brinquedo em bom estado até o local ou retirar o cupom nas lojas participantes.
Mais informações pelo telefone (22) 2522-1145 ou no site http://www.blogger.com/URL

8º FESTA DA FLOR DE NOVA FRIBURGO



FESTA DA FLOR AGITOU O FIM DE SEMANA FRIBURGUENSE

Por Lina Daniele

A Festa da Flor de Nova Friburgo aconteceu no ginásio do Sesc Nova Friburgo. O evento foi realizado dia 20 ao dia 23 de novembro de 2008. O objetivo dos organizadores foi divulgar a cultura sobre flores e plantas e atrair turistas de diversas partes do estado, este é um evento que destaca Nova Friburgo no cenário nacional como "CIDADE DAS FLORES".


Consideremos que todo ser tem uma atração pelo belo. As flores, pela sua beleza, perfume, encanto ou mistério exercem um enorme fascínio sobre os seres humanos de todas as culturas. Assim sendo, este evento é um marco para variados tipos de público: educadores, expositores, profissionais e empresas que atuam neste setor, além de visitantes em geral.

Consolidando cada vez mais a Festa da Flor como espaço ideal para apresentação de novos produtos e serviços, palestras interativas, atividades de integração, expositores e visitantes puderam contar com o conforto de uma praça de alimentação, salas especializadas para apresentação de fotos e documentárias, além de escritórios para o fechamento de negócios e parcerias. Entre seus diversificados resultados, apontou-se: lançamentos de produtos e novas tecnologias, realização de negócios, consolidação de posições no mercado, troca de experiências, estabelecimento de parcerias, cursos e oficinas voltados para o público.


A programação incluiu exposição de hortaliças, legumes e frutas, mostra regional de artesanato, mostra de espécie de flores e plantas de Nova Friburgo e exposições diversas.
Durante a festa foi realizado Curso de Arte Floral com as designers florais Léo Mendes e Tânia Santos e Desfile de Flores na Passarela, aconteceu também demonstração de arranjos para Natal e Ano Novo , apresentação do Musical e, em seguida, foi exibido o espetáculo "A Rua do Inferno".

A 8ª Festa da Flor de Nova Friburgo tem como realizadores: a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo e o SESC - Rio de Janeiro, com o apoio do SEBRAE/RJ, Floralta, Governo do Rio de Janeiro e Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, com a promoção da AFLORJ - Associação dos Floricultores do Estado do Rio de Janeiro.

Sucata vira Arte

Por Vitor Siqueira.

Caminhando pelas ruas pacatas do distrito de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, conhecemos um lugar calmo, onde os moradores aproveitam o contato com a natureza para poder respirar um ar puro e conseguir fugir da correria e do estresse das grandes cidades.

O comércio é pequeno e, em sua maioria, é formado por pessoas que se dedicam a alguma forma de arte. Em geral, são ex-moradores de grandes capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. Lá, eles não podiam se dedicar a criação porque mal tinham tempo para descansar.

O simples distrito com o passar dos anos foi sendo ocupado por esses artistas e pessoas comuns que compraram casas para poder passar os finais de semana aqui. A arquiteta, Cláudia Melo, é apaixonada pelo local.

- Gosto daqui porque me sinto muito melhor. Quando estou no Rio fico mal-humorada e me irrito com muita facilidade. Ficou louca para chegar sexta-feira e poder pegar a estrada e passar o final de semana e vir para cá – afirma a arquiteta.

São poucos os carros que passam por aqui durante a semana. As ruas geralmente estão vazias e os moradores se conhecem e formam laços de amizade que raramente podem ser observados em lugares maiores e mais movimentados.

A receptividade é maravilhosa. Sempre alguém sorri para você passando um ar de tranqüilidade e simpatia. A simplicidade das pessoas impressiona. Ninguém anda arrumado ou maquiado. A beleza natural de cada um é evidenciada.

Aproveitando todas essas qualidades de São Pedro da Serra, 20 artistas plásticos se reuniram e criaram a exposição: “Poesia da Sucata: um olhar sobre o ato de reciclar”. Depois do uso alguns aparelhos tecnológicos como computadores, celulares e televisões vão para o lixo contaminando o meio-ambiente. Uma forma de contornar a situação seria transformar esse “lixo” em uma nova forma de arte.

- A cada ano, mais televisões e computadores são fabricados e muitos outros são jogados fora. Pegar algumas peças e criar objetos que utilizem o que seria jogado no lixo comum é o objetivo desta exposição – afirma o organizador, Celso Bomfim.

A exposição pegou carona no projeto Cabras da Serra que foi sucesso no ano passado. Todas as peças ficam expostas ao ar livre nos vinte estabelecimentos comerciais do distrito. Uma parceria que tem dado certo.

- As pessoas aproveitam que as peças estão aqui e além de admirá-las e conhecê-las de perto, os visitantes sempre compram alguma coisa na minha loja – diz o vendedor, Carlos Araújo.

Além das peças que ficam nas ruas, algumas outras podem ser encontradas no Espaço Cultural de São Pedro da Serra. Os teclados do computador se transformaram em grandes poemas escritos com recortes de jornais e revistas. A novela “Rainha da Sucata”, da TV Globo, também é lembrada numa das peças.

A idéia é um sucesso entre os moradores de São Pedro. Além de atrair mais turistas para o local, o projeto incentiva a cultura e a preservação do meio-ambiente às crianças do distrito friburguense.

A cauda da águia fênix produzida por cabos e fios do computador desperta a curiosidade das pessoas. A artista plástica que a confeccionou diz que a peça representa um momento de ressurgimento tanto dela quanto do local que escolheu para morar.

- Foi muito trabalhoso montar toda a peça. A águia tem quase dois metros de altura e fazer toda a estrutura foram necessários vários testes de sustentação. Usei peças do HD do computador e Cds e cabos de vários outros PCs que iriam para o lixo. A exposição está linda. Quem vir a São Pedro vai se surpreender.

A exposição vai até o dia 30 de novembro e pode ser visitada todos os dias da semana, mas ir num final de semana pode valer mais a pena.

Luta contra o Câncer

Por Vitor Siqueira.
Todos os dias milhares de brasileiros e brasileiras enfrentam uma luta diária que não é nada fácil. O câncer é considerado por muitos como o mal do século. Foi pensando nisso que o governo federal criou a Semana Nacional de Luta Contra o Câncer que tem como objetivo orientar a população sobre os cuidados que cada um deve ter com a doença.

Um tipo de câncer que mais mata no Brasil e no mundo é o de mama. Ele é mais violento que o de colo uterino. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer – o INCA – 27 mulheres morrem diariamente vítimas da doença só no nosso país. Desde 1980, ela é a principal causa de morte feminina por aqui.

Cada vez mais médicos e biomédicos se dedicam às pesquisas científicas para tentar descobrir a cura da doença, mas poucas são as novidades encontradas. O INCA é referência para quem enfrenta a doença e pensa num hospital desenvolvido e especializado. São médicos e profissionais da área de saúde especialistas e habilitados para exercer a função com qualidade.

Em Nova Friburgo não existe o tratamento para a doença e as pessoas têm que se deslocar até a cidade do Rio de Janeiro para se tratarem. Enfrentar duas horas de estrada e passar por diversos especialistas não tem sido agradável para quem tem câncer.

O secretário de saúde do município, Egídio Rocha , diz que a cidade não tem recursos e espaço adequado para o tratamento da doença e que várias vezes já recorreu a estâncias superiores.

- Já tentamos diversas vezes parcerias com o governo estadual para solucionar o problema, mas não obtivemos sucesso. Sei qual é a gravidade da situação destas pessoas, mas não posso agir sem recursos e sozinho – afirma o secretário.

Criada há 8 anos, a Associação da Mulher Mastectomizada – AMMA – tem realizado diferentes trabalhos a essas mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer de mama em Nova Friburgo. A ONG presta assistência social às vítimas da doença. São dezenas de voluntárias que dedicam grande parte do tempo a cuidar destas pessoas.

Todos os dias, Maria Helena dos Santos, vem até a instituição para gerenciar todo o trabalho desenvolvido aqui. A presidente da ONG também passou por um câncer de mama e desde que conheceu a AMMA já vem realizando vários trabalhos ligados prevenção da doença.

- Nessa semana vamos à casa das pessoas que estão passando pela doença e damos orientações de como fazer o auto-exame, se prevenir sempre e procurar regularmente um médico para realizar a mamografia – ressalta Maria Helena.

Na ONG são oferecidos sutiãs com próteses de silicone para quem teve que fazer a cirurgia de retirada da mama. Orientação psicológica e perucas também são ofertadas a essas mulheres.

Uma das lutas da instituição é tentar trazer o tratamento para Nova Friburgo. O desgaste físico e emocional de quem se trata na capital é muito forte. Há um tempo atrás o Hospital das Clínicas de Teresópolis também atendia moradores daqui. Hoje a realidade mudou e só o INCA oferece o tratamento.

O INCA lida com uma das grandes dificuldades do Sistema Único de Saúde. A falta de verbas e vagas em sua unidade faz com que muitas pessoas tenham que enfrentar a fila de espera para conseguir o tratamento.

Dona Eloísa Lopes descobriu recentemente que está com câncer de mama. Depois de ter ficado 13 dias internada no Hospital Raul Sertã, a aposentada recebeu alta e foi recomendada a procurar o INCA, mas ela se deparou com um grave problema.

- Eu já fui lá duas vezes e não tem vaga. Não sei o que vou fazer. A ajuda da AMMA é que está me dando forças para superar isso tudo que tenho passado – afirma Eloísa.

Pelo visto, realizar semanas de luta contra a doença e orientar de como se prevenir da doença não tem sido a maneira mais eficaz de sanar os problemas que o câncer traz para as pessoas.

Vida Recuperada Através da Solidariedade

Por Camila Cabral
Mas um dia começa, tipicamente comum em uma cidade do interior. O dia esta ensolarado, pela manhã bem cedo dar-se início a mais uma rotina, pode-se ver a roupa esticada no varal e as primeiras fumaças do fogão a lenha sendo acesso, ouve-se o som de uma vassoura varrendo as folhas no quintal, o canto dos pássaros e o latido do cachorro. Dentro de casa tudo em ordem, camas arrumadas, chão limpo e o barulho da panela de pressão no fogo anunciando a hora do almoço.



A tarde chegou e com ela a professora, é hora de aprender um pouco mais do mundo das letras. A noite vem chegando embalada pela música, as vozes se unem para contar louvores, é a vez de alimentar a alma e receber o carinho dos amigos e visitantes. Panelas ao fogo, o cuidado em preparar o alimento é mais uma vez demonstrado, reunidos a mesa é hora do jantar, às dez horas da noite, quase que religiosamente todos se recolhem, é preciso descansar.

Esta história descreve a rotina de uma família um pouco diferente, que envolve vidas transformadas, através do amor, da solidariedade, da atenção e do respeito de pessoas que disponibilizam seu tempo para cuidar e ajudar o próximo. O trabalho é voluntário e a disponibilidade em servir surgiu da gratidão por um dia ter recebido ajuda. Conhecendo de longe essa rotina doméstica pode-se concluir que trata-se de um lar conduzido por uma mulher, certo?

Errado. Esse lar é conduzido por um homem que voluntariamente e carinhosamente cuida de 18 homens. André Luis Oliveira da Silva, 30 anos é o responsável por esse “lar”. Há aproximadamente um ano e quatro meses ele é o Diretor e Obreiro (pessoa responsável pela orientação espiritual) pelo

Centro de Recuperação Betuel, mais conhecido como “Portal da Vida”, no município de Cachoeiras de Macacu.


O Centro de Recuperação Betuel é uma instituição sem fins lucrativos e seu objetivo é ajudar pessoas que sofrem com a dependência química. André Luis é voluntário no Centro de Recuperação e no seu coração está o desejo de ver vidas livres das drogas. Sua disponibilidade em servir ao próximo surgiu da gratidão por um dia ter recebido ajuda.

- Resolvi ser voluntário, pois através da minha experiência com as drogas posso ajudar outras pessoas em suas reabilitações. Cheguei ao Centro de Recuperação para tratamento, recebi a ajuda do Pastor Jorge Coelho e de outras pessoas. Deus foi me abençoando, não só na minha recuperação mais também me dando sabedoria e o dom de ajudar e cuidar de vidas. – reconhece André Luis Diretor e Obreiro do Centro de Recuperação Betuel.

André conviveu doze anos com o álcool, perdeu uma noiva, um carro e o amor próprio, esses não foram os maiores problemas enfrentados com o vício. Segundo ele chegou a virar mendigo dentro da sua própria casa, além de cobrir as janelas com pano preto para não ver a luz do sol. O motivo que levou André a aceitar o tratamento foi segundo ele, foi o sofrimento:

- Sem dúvida esse foi o motivo que me convenceu a aceitar o tratamento. Muitas vezes as pessoas que estão ao redor de um dependente químico não entendem que a dependência é uma doença, pensam apenas que é malandragem, falta de vergonha.

O conselho de uma amiga foi o que levou André Luis ao Portal da Vida para tratamento do
alcoolismo, hoje ele ajuda outros homens na luta contra o vício. Recuperado do alcoolismo, seu tratamento durou apenas dois meses, fato que surpreende André até hoje, apesar do processo ter sido interrompido por motivos pessoais, deixando-o afastado do Centro de Recuperação durante um mês.

Para o ex-interno que virou Diretor e Obreiro do Centro de Recuperação Betuel todas as quedas e dificuldades que tive na vida, serviram como aprendizado para poder ajudar a cada um desses homens em suas reabilitações. A solidariedade e o trabalho voluntário sem dúvida ajudam a resgatar vidas do mundo das drogas, e André Luis é um exemplo dessa realidade, foi recuperado pela solidariedade e através dela ajuda outras pessoas a se salvar.

O Centro de Recuperação e Ressocialização Betuel

Por Camila Cabral

Na cidade de Cachoeiras de Macacu, no interior do estado do Rio de Janeiro existe uma instituição sim fins lucrativos com o objetivo de ajudar pessoas que sofrem com a dependência química. O Centro de Recuperação e Ressocialização Betuel foi fundado pelo Pastor Jorge Lima Coelho com a proposta de promover a reabilitação de pessoas que, por possuírem alguma espécie de vício, foram marginalizadas e excluídas pela sociedade, dando-lhes condições físicas, psicológicas e sociais para voltarem a um convívio social saudável.











Todo o trabalho desenvolvido pelo Centro de Recuperação é sustentado pela solidariedade. E é de extrema importância para a região por ser a única instituição que recupera pessoas com problemas de dependência química sem cobrar pelos serviços prestados.

- As pessoas ajudam a instituição através de doações de alimentos, material de limpeza, recursos financeiros. O trabalho voluntário, a doação de tempo e carinho contribuem muito para a reabilitação dos internos. – explica Pastor Jorge Lima Coelho

Não existe nenhum tipo de relação oficial ou estável com outras instituições, os recursos necessários são obtidos através de doações esporádicas feitas por igrejas, comércio e voluntários. O dinheiro necessário para custear as despesas, quando não conseguido de fontes externas, é fornecido pela Igreja Assembléia de Deus do bairro Ribeira.


O Centro de Recuperação funciona em um sítio no bairro Agro Brasil, numa área rural da cidade afastada dos grandes centros, o que é de fundamental importância segundo o Fundador e Pastor Jorge Lima Coelho.

- O sítio estar localizado no interior da cidade, fato que contribui para que os internos optem por não abandonar o tratamento, uma vez que os portões não são trancados e a decisão de permanecer ou não no local é livre. – declara Pastor Jorge Lima Coelho.


A instituição foi registrada em novembro de 2006, mas já havia um funcionamento prévio das atividades, desde a fundação, cerca de 150 pessoas já passaram pela instituição. Dentre as atividades realizadas pelo Centro de Recuperação estão: terapia ocupacional, terapia de grupo, assistência médica (fora do local), auxílio pedagógico e orientação espiritual, além de momentos religiosos, tarefas domésticas, e a lida com horta e criação de animais.

Os internos podem ser indicados por terceiros, levados por familiares ou procurar por iniciativa própria. É feita uma entrevista com o presidente, que avalia se o indivíduo se encaixa nos critérios estabelecidos pela diretoria da instituição. Entre os itens avaliados estão a aceitação por parte do usuário de que tem o problema e precisa de ajuda, ser homem com idade entre 18 e 50 anos e não ser portador de doença mental. Cada interno pode permanecer pelo período de nove meses, considerado pela diretoria o tempo adequado para a recuperação por compreender o período de uma gestação.


No Centro de Recuperação Betuel as pessoas que sofrem com a dependência química têm a oportunidade de passar por um tratamento de desintoxicação e reabilitação na vida social, e a solidariedade tem papel fundamental nesse processo.

Para a recuperação de quem já é um dependente químico, um fator importante é a ajuda e a solidariedade encontrada em casas de recuperação e centros de reabilitação e ressocialização. Esses serviços muitas das vezes gratuitos têm o objetivo de promover a reabilitação de dependentes químicos e pessoas em situação de risco social, além de oferecer ajuda nas esferas física, psicológica, familiar e social.

Arte em Meio a Natureza

Por Camila Cabral

Natureza, ar puro e tranqüilidade o ambiente é um convite para o descanso. Mas cercado pelo verde o trabalho flui melhor. “Com a natureza ao redor, tudo conspira a favor da arte” – ressalta o artista plástico. O contato com a natureza cria um ambiente favorável para o trabalho artístico.


O artista plástico Eron Matoso, de 53 anos, afirma que o fato do ateliê estar localizado em meio à natureza aconteceu por acaso. Eron brinca ao definir a sua casa como um zoológico, pois parece atrair todos os tipos de animais, galinhas, cachorros, macacos, eles chegam e acabam ficando. Um pouco antes da entrevista o artista confessa ter acabado de alimentar um mico.


O lugar é propício para o aprendizado e a criatividade assim pode ser definido o local onde Eron Matoso, produz suas obras e transmite experiências e técnicas aos alunos. Eron ressalta que a inspiração para as artes plásticas acontece independente do ambiente que esteja o artista, seja ele urbano ou natural, ela vem de dentro.


Mas a natureza ao redor conspira a favor da arte. A professora Luciana Amaral, 38 anos, há três anos estuda com o artista e aprova o ambiente de tranqüilidade onde acontece o curso de pintura em tela e se sente muito mais motivada.


Junção de arte e natureza resume a vida do artista plástico Eron Matoso. O local onde fica o ateliê é cercado pela natureza e se transforma em um refúgio da rotina acelerada dos dias de hoje. Para relaxar e ter um momento de tranqüilidade, muitos alunos procuram o curso de artes plásticas de Eron Matoso, em Cachoeiras de Macacu, interior do Rio de Janeiro, como uma atividade alternativa.


Quem descreve a arte como uma verdadeira terapia é Rosa Mara Soares, 23 anos, aluna de Eron há dois anos. “Quando entro no ateliê parece que estou entrando em um paraíso”. O local onde as aulas acontecem é aberto, sem portas nem janelas e possui uma visão ampla para o verde que envolve o lugar. Animais como micos, sempre aparecem para fazer uma visita.



A dona de casa Rosa Mara não abre mão das suas aulas de pintura às segundas-feiras, ela afirma que este é o momento de esquecer do mundo aqui fora, dos problemas e das dificuldades do dia-a-dia, para se dedicar de corpo e alma a pintura e relaxar. “Praticar a arte ao ar livre é uma oportunidade única, a arte é simplesmente passar para a tela aquilo o que a natureza tem de mais belo” – reflete Rosa Mara.



Entre as habilidades artísticas de Eron encontram-se a pintura em telas, paredes, tetos e camisas, além de desenhos, mosaicos, esculturas em cerâmica e restauração. Com cursos no Museu de Belas Artes e no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, Eron valoriza a leitura, mas afirma: “O importante sobre mim é somente a minha arte. O que sai da minha mente através das minhas mãos”.















Para Eron a arte é sua vida. “Se tirassem à arte de mim estaria perdido”. Eron trabalha para agradar as pessoas, para mostrar o belo e para obter satisfação pessoal. Mas esse não é o único objetivo, também é importante transmitir o que se sabe, para isso o artista plástico dá diversos cursos em seu ateliê, além de realizar trabalhos voluntários buscando ajudar a sociedade através da arte.



Dentre os planos do artista plástico, está a construção de um Centro Cultural em seu ateliê. O projeto visa oferecer a população um maior acesso ao mundo da arte e da cultura. O primeiro passo é fazer um forno para pizza no próprio ateliê, onde Eron irá oferecer tanto a sua arte como os seus dotes de pizzaiolo, confraternizações particulares. Com os recursos arrecadados serão construídos ambientes para pesquisas e para exposições das obras dos alunos e um horto valorizando a natureza local.

Arte e Trabalho Voluntário Ajudando Vidas

Por Camila Cabral


O artista plástico Eron Matoso destaca-se hoje na cidade de Cachoeiras de Macacu, não apenas pela sua arte, mas também pelos diversos trabalhos voluntários de que participa. Segundo ele a arte tem o poder de tranqüilizar as pessoas, tanto os admiradores quanto os praticantes.


Toda quinta-feira o artista plástico se dedica à realização de um projeto de profissionalização com adolescentes carentes nas favelas do centro do Rio de Janeiro. O trabalho voluntário é realizado no exército, levando a arte da estamparia e a técnica de silk-screen (pintura em tecido) a meninos e meninas carentes.


Em Cachoeiras de Macacu, o artista é interprete para pessoas surdas no Colégio Municipal São Francisco, todas as noites na turma de alfabetização. O trabalho é voluntário, mas não diminui a vontade de ajudar as pessoas.


A solidariedade não termina aqui. No Hospital Jesus em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, Eron pinta as paredes do hospital para alegrar as crianças internadas. Além de desenvolver um trabalho de artesanato com as mães e de desenho com as crianças.


O reconhecimento vem com a gratidão dessas entidades. Como o certificado de amigo do hospital e o convite para ser padrinho dos Jovens com Necessidades Especiais. “Pois sem doar como posso receber? E se recebo tanto por que não dividir?”-conclui o artista plástico Eron Matoso.

Fazer Cinema

Por Camila Cabral


A paixão pelo cinema é o motor que move este projeto. No início o objetivo do grupo era não parar no primeiro filme, pois diversos temas e idéias brotavam prontas para serem produzidas. Fabian Santos, Ilson Júnior e Aldo Balbi acreditavam que poderiam conseguir. Motivados pela vontade de fazer o grupo produziu o primeiro curta, Na frieza do seu olhar.


Com recursos próprios, o grupo de jovens cineastas conseguiu comprar uma ilha de edição e um computador caseiro. O computador iria servir para realizar os efeitos especiais necessário para o próximo curta que viria a seguir, o último guerreiro. Apesar do inicio difícil, o grupo não desanima. O apoio de pessoas e empresas foi fundamental para conseguirem os equipamentos que faltavam.


Os meninos cineastas queriam mais, e não deixavam a desejar em nada. Tudo era feito de forma profissional. Desde a pré-produção, com desenvolvimento do roteiro, story board, escolha de locações, planilhas de gravação, reuniões de equipe, e ensaios com os atores. Até o desenvolvimento da produção, com a filmagem. A pós-produção, que envolve a edição de imagens, som e efeitos especiais, também recebe a atenção toda especial da jovem equipe.


Todo o empenho colocado na produção de nove curtas valeu a pena. O retorno financeiro adquirido com o trabalho realizado foi possível ampliar o negócio. O objetivo era melhorar o nível dos equipamentos. Assim tornando o grupo auto-suficiente tecnologicamente. Em 2001, o que é arrecadado com os curtas passa a ser investido em uma produtora. Os jovens artistas da cidade de Nova Friburgo criam a Nomad Produção.


Os filmes da Nomad agora tem tecnologia digital, e os cineastas friburguenses começam a se aventurar em um novo projeto. A pré-produção do primeiro loga-metragem da Nomad, chamado Vazio. O longa conta a história de um casal da terceira idade que vive com a solidão e a saudade dos filhos.

A Terra em Transe

Por Camila Cabral

Dentro de um auditório à meia-luz, um grupo de alunos com os olhos fechados, parecem dormir. A cena pode nos remeter a um exercício esotérico ou culto de alguma religião. Mas os alunos participam de uma palestra acadêmica, que envolve profissionais de saúde. Tal evento pode auxiliar no tratamento de problemas como obesidade, impotência sexual, e problemas psicológicos como depressão, ansiedade e transtorno bipolar.
Alguns hospitais utilizam a técnica em tratamentos de câncer, para amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia. Outro uso interessante é a sua aplicação como analgésico. É comum ouvir histórias de cura através do uso dessa técnica, assim como uma cirurgia de retirada de vesícula sem anestesia. A experiência esta registrada em um vídeo que roda o mundo em discussões sobre os benefícios de tal técnica.
A palestra é conduzida pela psicóloga mexicana Teresa Robles, com a finalidade de criar um estado de consciência chamado sabedoria interna ou universal. Teresa promove em vários países workshops para executivos, esportistas e outros profissionais. Todos buscando a técnica como um meio de melhorar seu desempenho profissional. A mexicana esteve no Rio de Janeiro no último fim de semana, para dar uma aula na Santa Casa de Misericórdia, no Centro do Rio.
A técnica chega num momento de popularização nos grandes hospitais brasileiros, como o Hospital das Clínicas de São Paulo. Em 2000 chegou a ser reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia do país, como método terapêutico. Mais conhecida como egotrip esta técnica foi desenvolvida pelo americano Milton Erickson, considerado o pai da moderna hipnose médica. A hipnose ericksoniana já ajudou em casos de acidentados de trânsito que foram postos em transe para agüentar a dor.
O próprio Milton Erickson, vítima de poliomielite aos 17 anos afirma que recuperou os movimentos de seus músculos graças a exercícios de concentração mental que deram origem à sua técnica.
As histórias que envolvem cura de doenças são a parte extraordinária da hipnose ericksoniana. De um modo geral tudo acontece de forma simples. A psicóloga Teresa em suas sessões dispensa pêndulos, cristais, músicas relaxantes e até silêncio. E não se incomoda com os barulhos de fora, afirma que eles ajudam no transe. “Pois nos lembram que eles não podem interferir no interior do ser humano” – destaca Teresa.
A psicóloga apenas pede para que os alunos fechem os olhos e respirem pausadamente. Ninguém perde por completo a conexão com o mundo externo, diferente da hipnose clássica, que mantém o hipnotizado inconsciente.

Durante todo o processo de hipnose, os pacientes visualizam mentalmente um objeto. Não é preciso estalar os dedos para tirar ninguém do transe. Teresa apenas começa a falar num ritmo mais ágil. No final, alerta para a possibilidade da sensação de tontura ou dor de cabeça.

A mexicana já ouviu críticas que a comparam a uma esotérica, pois dispensa a linguagem acadêmica e promete efeitos práticos incríveis. Segundo ela o preconceito com a hipnose é cada vez menor no mundo todo. Eliana ainda lembra que muitas mulheres desenvolviam esse tipo de percepção ampliada na Idade Média. E eram queimadas em fogueiras como bruxas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Jovens de Friburgo focam no concurso


Por Gustavo Golineli


A procura por um espaço seguro no mercado de trabalho não é tarefa das mais fáceis. Ainda mais um emprego com estabilidade financeira e profissional. Esta é a realidade que vive a estudante Karina Monnerat, de 23 anos que acaba de tentar mais uma vaga de professor no estado do Rio de Janeiro.

Desde pequena a jovem estudante sempre sonhou ser professora. As aulas de brincadeira para os irmãos menores ainda criança já confirmavam sua vocação. No ingresso à universidade, optou de cara para habilitação em licenciatura. Fez o primeiro período em Matemática, mas desistiu e mudou de curso. Cursa hoje o 6º período da faculdade privada de Geografia conciliando o emprego de auxiliar administrativo pra poder pagar o curso.

A estudante esteve presente na seleção da Secretaria do Estado de Educação no último domingo, dia 23 para tentar realizar seu sonho. Acompanhada de seu pai, formado em administração de empresas que também tentara uma vaga de docente nesta mesma área, fez a prova em que dissera não encontrar muitas dificuldades, mas temia não conseguir ser convocada por causa da grande concorrência, que cresce a cada ano.

O drama de Karina é apenas um de muitos no país inteiro que se preparam e estão numa busca incessante para conseguir um emprego público. E nessa busca contínua pelo objetivo tão definido, destes que, em sua maioria são de classe média e baixa apenas uma palavra passa pelas suas cabeças: concurso.

A procura pelo concurso público cresce tanto atualmente que está sendo fator determinante na escolha do curso de ensino superior. O estudante de direito Rodrigo Basalo confirma esta tendência. “O curso de Direito é extremamente voltado para a área de concursos, eis que a maioria dos cargos exige tal formalidade para ingressar na carreira.” – diz.
Rodrigo, que conclui o curso no final deste ano, já foi aprovado em um concurso mais não foi convocado até então. Mas mesmo assim ele não desanima. “Pretendo realizar todos os possíveis na área jurídica, como oficial de justiça, técnico judiciário, entre outros.” – conclui.

No concurso realizado para o magistério do estado, 68.245 mil candidatos fizeram as provas objetivas segundo o site da organizadora do exame a Fesp. Saiba mais clicando aqui.

Portabilidade pode aumentar concorrência


Por Gustavo Golineli

A concorrência tem sido cada vez mais acirrada entre as operadoras de telefonia nos últimos anos. Com ofertas muita parecidas de planos e cobertura, os clientes vivem um dilema: Qual empresa escolher?

O empresário Fabrício Benvenuti tem uma rotina dura para se comunicar com seus clientes. Tem de dividir suas ligações em quatro celulares, de operadoras diferentes, além do telefone fixo, e ter que ainda divulgar números de contato comercial. A fim de economizar na conta de telefone no final, procura aproveitar as promoções oferecidas em todas elas para pagar menos.

O empresário é apenas um exemplo de usuários que utilizam dois ou mais celulares para se comunicar, o que engrossa a lista de aparelhos espalhados pelo país.

A Anatel divulgou em seu site os dados com aumento para 144,8 milhões de celulares até o mês de outubro, uma média de 75 aparelhos para cada 100 habitantes. As adições no mês de outubro foram de 4 milhões de celulares, mais que o dobro do que o mesmo período do ano passado que foram adicionados cerca de 1,9 milhões de telefones. Mas uma nova medida neste setor pode modificar um pouco este cenário num futuro próximo.

Neste ano os usuários de celulares de algumas partes do país já estão vivendo uma nova realidade que foi aguardada por muitos usuários de telefonia móvel: a lei da portabilidade do número.

No estado do Rio de Janeiro a portabilidade, regra que permite manter o seu número telefônico ao trocar de operadora em uma mesma área local, ainda não foi implantada, que está prevista para fevereiro de 2009 em todos os códigos (DDD) do estado.

Segundo funcionário de operadora de celular, Danilo Neder entende que os clientes terão assim oportunidades para buscas melhores serviços e vê com bons olhos a portabilidade dentro da sua empresa. “Estamos em busca do melhor atendimento. Não teremos problemas.” – diz.

Se quiser saber mais sobre a portabilidade o seu cronograma de implantação pelo país, clique aqui.