terça-feira, 19 de agosto de 2008

Receita Federal Libera terceiro lote

Por Isabela Ignacio

A partir de amanhã 1,4 milhão de contribuintes podem sacar as restituições do 3° lote referente ao Imposto de Renda Pessoa Física 2008. O total de R$ 1,5 bilhão será corrigido em 3,91%.
O contribuinte que não indicou número de conta para crédito de restituição deve procurar o Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001, nas capitais, ou 0800-7290001, para as demais localidades, e informar o banco para depósito do dinheiro. Até o final do ano sairão mais quatro lotes.
Quem quiser saber se está na liste do 3° lote pode acessar o site da Receita Federal (http://www.receita.fazenda.gov.br/) ou através do telefone 146 e informar o número do CPF.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Receita Federal libera o 3º lote

Por Anna Carolyna Asthine Neves

Amanhã, a Receita Federal libera as Restituições do terceiro lote do Imposto de Renda - Pessoa Física 2008. Mais de um milhão de contribuintes vão receber o dinheiro corrigido em 3,91%. O total a ser distribuído entre os beneficiados é de R$1,5 bilhão.

Quem não informou o número da conta para a a restituição, deve procurar uma agência do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 (nas capitais) ou 0800-7290001 (demais localidades) e solicitar a transferência do dinheiro para qualquer banco.
Clique aqui e confira as datas dos próximos quatro lotes.

RECEITA FEDERAL LIBERA O 3º LOTE AMANHÃ


Por Lina Daniele freitas

Amanhã, as restituições do terceiro lote do Imposto de Renda Pessoa Física 2008 ano-base 2007, será liberado, R$ 1,5 bilhão para 1,4 milhão de contribuintes. O dinheiro virá corrigido em 3,91%.

Quem não informou número da conta para a restituição, deve entrar em contato com uma agência do banco do brasil ou ligar para 4004-0001(nas capitais) ou 0800-7290001(demais localidades) e pedir a transferência do dinheiro para sua conta ou poupança em outro banco.
Até o fim deste ano 4 lotes ainda serão liberados.

Para saber se está neste terceiro lote, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal na internet(www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o telefone 146. Para obter as informações sobre a restituição é necessário ter sempre o cpf em mãos. clique aqui

Receita libera amanhã o dinheiro do 3 lote

Por Vitor Siqueira

A Receita Federal libera amanhã o dinheiro do terceiro lote do Imposto de Renda Pessoa Física 2008, tendo como ano base o de 2007. São 1,4 milhões de contribuintes que vão receber R$ 1,5 bilhão nas contas, já com a correção de 3,91%.
Os contribuintes que fizeram a declaração do imposto de renda e não informaram o número da conta para o depósito devem procurar uma agência do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 (nas capitais) ou 0800-7290001 e pedir a transferência para outro banco em que tenha uma conta corrente ou poupança. O serviço é gratuito.
Até o final do ano mais quatro lotes de restituição saem: nos dias 15 de setembro, 15 de outubro, 17 de novembro e 15 de dezembro.
Para saber se o seu dinheiro saiu, clique aqui.

3º lote de restituição do IR sai amanhã

Por Renata Mattos Rocha

Receita Federal vai liberar amanhã o terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2008. Um milhão e 400 mil pessoas serão beneficiadas e vão receber R$1,5 bilhão. O valor individual virá corrigido em 3,91%. Quem não informou número de conta para crédito de restituição, deve procurar uma agência do Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 (capitais) ou 0800-7290001 (demais localidades) e pedir transferência do valor para outra conta. A operação é gratuita. Até o fim do ano serão mais quatro lotes de restituição: 15 de setembro, 15 de outubro, 17 de novembro e 15 de dezembro.

Clique aqui para saber se você será beneficiado no terceiro lote.

Terceiro lote de restituição será liberado amanhã

Por Diego de Lucca Cristane

A Receita Federal deposita amanhã cerca de R$ 1,5 bilhão na conta de 1,4 milhão de contribuintes. O terceiro lote do Imposto de Renda 2008 será corrigido em 3,91%.
Quem não informou o número da conta para crédito da restituição deve procurar uma agência do Banco do Brasil e pedir a transferência do dinheiro para o banco em que tenham conta. A operação também pode ser feita por telefone através dos números 4004-0001 (capitais) ou 0800-7290001 (demais cidades).

Mais quatro lotes da restituição estão previstos para 15 de setembro, 15 de outubro, 17 de novembro e 15 de dezembro.


Saiba se você está incluído no 3º lote - clique aqui

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O HOMEM E SEUS BOTÕES





Por Luísa Toledo

Fernando Cruz ganhou seu primeiro time de botão quando tinha apenas dez anos de idade, mas antes disso, já jogava com botões feitos de casca de coco ou com os dos casacos de sua mãe. Hoje, advogado e botonista, possui uma coleção formada por 600 botões madrepérola, que representam os sessenta maiores times do mundo. A coleção tem o valor estimado em quarenta mil reais. " A única coisa que guardo a sete chaves são meus sessenta times. Quando eu não estiver mais aqui, minha mulher sabe o que fazer com eles- serão doados como prêmios em campeonatos de futebol de mesa", conta Fernando.

Com o advento dos jogos de computador, há quem tema pela sobrevivência do futebol de botão. Porém, a associação friburguense de futebol de mesa conta, hoje, com mais de 600 adeptos regulares, a maioria crianças e adolescentes. Além disso, a grande força do futebol de botão é que ele oferece a glória esportiva aos entusiastas fisicamente predispostos a ficar em casa.

"O futebol de botão está profundamente enraizado no inconsciente brasileiro. A simplicidade do jogo fornece uma tela fantástica para o romantismo. Os botonistas batizam seus botões com nomes de jogadores e anotam a artilharia de cada um", opina Fernando Cruz.

Vários integrantes da AFFM já participaram de diversos campeonatos realizados em todo o Estado, ao longo dos anos. O botonista friburguense Guilherme Albertine é considerado uma das maiores revelações. Graças ao seu talento, o jovem chegou a ser contratado pelo Vasco da Gama.

FUTEBOL DE MESA

Por Luísa Toledo

O futebol de botão surgiu independentemente da indústria de brinquedos e conseguiu permanecer à margem dela. O esporte, manifestado, segundo relatos históricos, primeiramente no Brasil, já apresentava, desde o início, sintomas de que estava destinado a ultrapassar seus parâmetros esportivos e permear a vida cultural brasileira de modos mais sutis. No início do século XX, o violento esporte bretão mal havia saído das fraldas quando as crianças começaram a disputar um joguinho de salão inspirado no futebol, utilizando botões grossos retirados das roupas.
Colocavam dois times de onze botões cada sobre uma mesa lisa e os impulsionavam para que ricocheteassem uma bola minúscula em direção a uma rede em miniatura. O resultado foi o futebol de botão que sobrevive até hoje.
Existem jogos de futebol de mesa similares em outros países, como o Subbuteo, uma espécie de primo do futebol de botão, jogado na Europa com bonequinhos de plástico presos sobre uma base arredondada. Mas, o jogo de botão é anterior tanto ao Subbuteo, criado por Waddingtons em 1947, quanto ao precursor deste, Newfooty, criado por uma família de Liverpool, em 1929.

Futebol de Botão com força total em Nova Friburgo


ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE MESA DA CIDADE COMEMORA VINTE E QUATRO ANOS DE ATIVIDADES
Por Luísa Toledo


"O homem mais rico do mundo queria saber qual era o mais nobre dos esportes e, para isso, chamou três sábios: um da China, porque a China é o berço da sabedoria; outro da França, porque a França é o berço da ciência e outro dos Estados Unidos que não são o berço de coisa nenhuma, mas ganham muitas medalhas nas Olimpíadas (..
.) Após ouvir os argumentos de cada um dos convocados, o homem mais rico do mundo disse que precisava de algum tempo para pensar sobre aqueles profundos arrazoamentos e, como pensar dá fome, pediu uma pizza pelo telefone. Quando o entregador chegou, o homem mais rico do mundo, só por brincadeira, resolveu lhe perguntar qual era o esporte mais nobre, no que o entregador respondeu: "Esses três esportes são importantes, mas o mais nobre de todos é o futebol de botão. Vejam, este esporte é uma síntese do conhecimento humano. Ele necessita de movimentos estratégicos como o xadrez, pede pontaria, reflexos e precisão como a esgrima e requer autodomínio como o pôquer. O futebol de botão, senhores, é o único esporte onde são necessários intelecto, habilidade física e controle emocional. Tudo ao mesmo tempo e em igual proporção".


Com certeza, muita gente nunca leu ou ouviu falar nesta história, ou melhor, conto. Os dizeres acima, retirados do livro: "Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso" são levados a sério por muita gente, e de todas as idades imagináveis. O futebol de mesa é um esporte antigo e que nunca deixou de
adquirir adeptos fiéis, independentemente da época, local ou cultura.


Vlando Villas-Boas, friburguense de 14 ( quatorze ) anos, joga futebol de mesa desde os dez anos de idade e guarda seus times de botão em caixas de madeira feitas sob medida e que chama de "vestiários". "Também carrego um estojo de primeiros socorros que inclui pasta lustra-móveis, silicone líquido, flanelas, diversos tipos de cera e aspirina", conta o jovem botonista.


A prática do esporte em Nova Friburgo vai além do lazer que proporciona a seus adeptos. A associação friburguense de futebol de mesa também se destina a facilitar o acesso ao esporte e lazer por crianças mais carentes e que vivem ociosas. "Identifico o esporte, a educação e o lazer como atividades fundamentais para o bom desenvolvimento de cada indivíduo. A prática do esporte também é desenvolvida como forma de inclusão social, de estímulo da auto-estima, disciplina e cidadania", ressalta o presidente da associação, Fernando Azevedo Cruz.


A AFFM, que no ano de sua fundação congregava meia dúzia de adeptos, possui hoje 675 pessoas cadastradas e, uma média de trinta pessoas por reunião. Por quase uma década foi utilizado o prédio da Associação Católica da Juventude Friburguense para realizar as reuniões semanais, mas finalmente a diretoria conseguiu abrir a própria sede na cobertura de um prédio no centro da cidade. "A associação friburguense é a única do Brasil que funciona nos dias de semana e, ainda promove campeonatos semanais em shoppings, clubes e em outras entidades", diz Fernando.


Em 2001, Roberto Dinamite tornou-se o patrono da associação. Com a presença do seu ídolo, Fernando Cruz viu várias portas se abrirem para o futebol de mesa de Nova Friburgo, pois o apoio de Dinamite trouxe maior credibilidade e seriedade ao projeto.


A estudante Dandara Rodrigues, de 14 anos começou a jogar botão aos onze anos de idade e já ganhou vários campeonatos, desbancando vários meninos. Ela é a única menina a participar dos eventos e encontros da associação, mas garante que sempre se sentiu muito à vontade. " Nunca fui desrespeitada ou sofri qualquer tipo de preconceito. É uma pena outras meninas não se entusiasmarem com o futebol de mesa. Acho que devem ter vergonha ou algum tipo de receio", conta Dandara.


A Associação friburguense de Futebol de Mesa (AFFM) foi fundada em 19 de agosto de 1984 por Fernando Caruso, Aladir Romão, Gustavo Valadares, Antônio Paulo Batista e Jairo Leão. Fernando Cruz é o associado mais antigo ( está inscrito desde 1990 ) e, desde o princípio assume o cargo de direção.
Em 2002 a Associação filiou-se à Federação de Botão do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ) e também à Confederação Brasileira (CBFM) e por isso tem conseguido desde então, o apoio e a projeção necessários, destacando-se pelo tamanho de sua delegação e pelos excelentes resultados obtidos em torneios pelo Brasil afora.


Os interessados em participar desta Sociedade Esportiva devem dirigir-se à Rua Eugênio Muller, 222, cobertura 1, às terças e quintas a partir das 18:00 horas e , aos sábados a partir das 13:00 horas.


! Participe, enviando sua opinião acerca da adesão de mulheres no futebol de mesa. O que você acharia se a Associação friburguense do esporte em questão conseguisse formar um grupo fixo de jogadoras do sexo feminino?

www.bolaebotao.com.br

www.futeboldemesanews.com.br

www.cbfm3toques.com.br

RESGATE CULTURAL

POR LUÍSA TOLEDO

As fotos em exposição durante este mês de maio no Centro de Arte, mostram uma Nova Friburgo antiga e desconhecida por muitos. O fotógrafo Osmar de Castro faz uma homenagem aos 190 (cento e noventa) anos da cidade com fotografias antigas ( de 1870 até a década de 50 ), que foram restauradas por ele.

Quando você iniciou sua carreira artística?

Castro: No início, eu fotografava casamentos, aniversários, qualquer tipo de evento. Em 1996, tive a idéia de criar esse acervo de fotografias antigas da cidade. O primeiro passo foi correr atrás das fotos. Eu já tinha algumas que pertenciam à minha família e consegui muitas das fotos em acervos de bibliotecas e de colecionadores. Muitas famílias tradicionais de Friburgo também me deram inúmeras fotos. Hoje, conto com um acervo de doze mil fotografias e documentos antigos.

Este trabalho é considerado por você como um hobby, ou desde o início já havia a intenção de seguir a carreira artística?

Castro: Sempre quis trabalhar e viver de arte. Comecei a fotografar para eventos e estava acostumado a utilizar as máquinas analógicas, até ter o primeiro contato com a digital. Me apaixonei na mesma hora pela nova tecnologia, que me proporcionou inúmeras facilidades. A instantaneidade e a qualidade das fotos me satisfizeram. Além disso, graças a essa tecnologia, consegui tratar as fotos antigas e torná-las nítidas. Fiz um árduo trabalho de restauração e identificação das fotos. A pesquisa em busca da história da cidade foi essencial.

Como ocorreu o contato com o Centro de Arte?

Castro: O meu contato com o Centro de Arte é antigo. Em 1989, fui diretor do local e há dez anos faço essa mesma exposição, sempre no mês de maio e nos estabelecimentos do Centro de Arte.

Como tem sido a receptividade do povo friburguense para com o seu trabalho?

Castro: A receptividade do povo friburguense em relação ao meu trabalho sempre foi muito positiva. Noto isso porque várias pessoas, de diferentes famílias já me procuraram oferecendo fotografias antigas da cidade. Cada ano que passa, o acervo fica maior. Acho que isso acontece porque meu trabalho está relacionado com a memória e a história da cidade e, são poucos os documentos existentes que registrem estes aspectos de Nova Friburgo. Eu tenho meu próprio laboratório onde fiz a restauração das fotografias contidas nos três livros que já publiquei.

CINE ARTE

POR LUÍSA TOLEDO

O antigo “Clube de Cinema” do Centro de Arte oferece gratuitamente à comunidade a mostra de filmes, com sessões às quartas, às 18:00 horas e às quintas às 19:30 horas. “Não há um público alvo específico. Nosso objetivo é fazer cultura e atrair pessoas de todas as faixas etárias. Por isso os gêneros dos filmes expostos são diversos”, explica Paulo Henrique de Carvalho, responsável pela seleção das películas e que, no final de 2005, implantou com Daniela Santi a mostra de filmes, que já não funcionava há mais de dez anos.
Enquanto o público aguarda o início da sessão, são expostos em uma das salas, vídeos diversos, como de shows de jazz, entrevistas e biografias de cineastas e atores clássicos do cinema mundial. Graças a um convênio com uma locadora da cidade, o estabelecimento consegue gratuitamente a locação dos filmes. O local também conta com uma nova aparelhagem de cinema. “É excelente, assim como a projeção e o som. É como se você estivesse em um cinema convencional”, diz a diretora Daniela Santi.
Segundo Paulo Henrique, a falta de hábito por parte da população em frequentar o Centro de Arte dificulta a divulgação das novidades e da programação do local. Em relação à seleção dos filmes, ele é enfático ao dizer que procura fugir de filmes convencionais dando prioridade às películas que abordam temas já conhecidos pelo público de uma maneira geral, mas que fazem uma interpretação, um questionamento distinto das convicções e conceitos já estabelecidos e difundidos sobre os respectivos temas.
A sala do Cine Arte possui cento e dez lugares, mas está constantemente vazia. “A dificuldade em se implantar um projeto de caráter cultural não se restringe a Friburgo, é um problema nacional. Não existe dentro da educação dos brasileiros a inclusão da cultura no seu dia-a-dia. Assim, para muitos, a cultura e a arte passam a ser artigos de luxo, quando não deveriam. Através dos mais jovens é possível mudar esse quadro, pois na criança cria-se o hábito cultural, para que ela venha a ser um adulto que vá necessitar disto em sua vida”, diz Daniela.

TEATRO GAMA


POR LUÍSA TOLEDO

Fundado no ano de 1966, em Nova Friburgo, pelo diretor teatral Júlio César Cavalcanti, mais conhecido como Jaburu, o grupo Gama já ganhou vários prêmios ao longo de seus quarenta e dois anos, entre eles: o troféu "Pascoal Carlos Magno", por ter sido considerado o melhor grupo teatral do Estado do Rio de Janeiro por três anos consecutivos. Representou o teatro friburguense em vários festivais pelo país, participando por três vezes consecutivas do Festival de Inverno de Ouro Preto.
"A história do Gama tem uma forte ligação com a do Centro de Arte porque grande parte dos integrantes do grupo freqüenta o local desde a sua fundação e, criaram neste ambiente rico e multiforme, seus primeiros contatos com a arte e a inspiração necessária para colocar em prática as próprias aspirações da alma", conta Jaburu.
O Gama trouxe à cidade mais de cinqüenta montagens de grupos de outros municípios e artistas consagrados como Rubens Corrêa, Marieta Severo, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Stênio Garcia, Antônio Nóbrega, entre outros. Criou ainda, o "Circo Azul", espaço popular voltado para o encontro democrático com a comunidade friburguense, proporcionando espetáculos de alto nível artístico para a comunidade local. Por este projeto recebeu o "Troféu Galdino do Valle Filho" – friburguense criador do Dia Nacional da Criança – 12 de outubro.

CENTRO DE ARTE DE NOVA FRIBURGO



Em prol da cultura, porão das artes sobrevive ao tempo

POR LUÍSA TOLEDO
O Centro de Arte de Nova Friburgo, localizado no centro da cidade comemorou 47 ( quarenta e sete ) anos no dia 16 ( dezesseis ) de maio, data em que também é festejado o aniversário da cidade. Em 1961, o então prefeito do município, Amâncio Azevedo resolveu atender ao pedido de um grupo de artistas amadores, que queria transformar o antigo porão abandonado do prédio que na época era a sede da Prefeitura, em um Centro de Arte e Cultura. Entre os idealizadores da proposta destacou-se Heródoto Bento de Mello – primeira pessoa a dirigir o estabelecimento.
No final dos anos cinqüenta, existia um Clube de Fotografia na cidade formado por Heródoto e mais vinte amigos. Com a chegada do Cinema Novo, os rapazes começaram a se interessar pela sétima arte e resolveram que deveriam produzir um filme de qualquer jeito. " Começamos, realizando sessões de cinema de arte, porém não tínhamos um estabelecimento fixo, o que dificultava a realização de tais encontros", conta Heródoto.
O porão, onde hoje é o Centro de Arte estava, na época, servindo de depósito de entulhos, móveis velhos e de arquivo morto. "Resolvi visitar o doutor Amâncio e, pedir-lhe que providenciasse um local para a realização das sessões de cinema. Antes de encontrá-lo, algo me fez entrar no porão. Fiquei encantado com os arcos, com a grossura das paredes, as ligas de madeira e não acreditei que o lugar tinha virado um depósito de lixo". Junto com o amigo e também arquiteto, Mário Amorim Costa, Heródoto conseguiu reformar o local. Ele também contou com o apoio de muitas empresas e fábricas locais, assim como do Ministério da Educação do Rio de Janeiro, que doou o primeiro piano do centro de arte.
O friburguense Jorge Saad, auxiliar administrativo da secretaria de cultura de Friburgo, foi um dos primeiros associados do Centro de Arte. No final de 1962, fundou o primeiro grupo de teatro da cidade, mais conhecido como TECA ( teatro experimental do centro de arte ). "Os jovens da época tinham grande interesse por arte. Era o tempo da efervescência cultural. As opções de lazer eram mais determinadas e, a procura pelo teatro era grande. Predominavam os atores mais jovens", conta Saad, que ficou no estabelecimento até 1969, ano em que foi apresentado o último espetáculo de TECA. Bebete Castillo, foi a primeira mulher a se associar ao TECA e a única que, na época sabia administrar a parte de iluminação das peças na cidade. Em sua homenagem, a atual sala de teatro leva o seu nome.
O prédio onde atualmente funciona a Oficina-Escola de Arte e o Centro de Arte, já foi palco de grandes eventos, seja envolvendo questões sociais locais, ou vivenciando dinâmicas da conjuntura política regional e nacional. "Essa construção se constitui num marco importante da arquitetura em Nova Friburgo. Constituída em estilo da fase neoclássica, este solar se impunha à paisagem local e, chamava a atenção de toda a população", diz Liliane Herdy Yung, atual secretária de cultura de Nova Friburgo.
Tudo começou, quando o primeiro Barão de Nova Friburgo, Antônio Clemente Pinto, mandou edificar a Casa Grande, inaugurada na década de quarenta do século XIX. A atual Praça Getúlio Vargas era, na época, o jardim da "Casa da Baronesa". Como sofria de depressão, a baronesa ficava a maior parte do tempo na Casa Grande, de onde podia olhar os transeuntes pela janela. Algo que não era possível fazer quando estava na casa principal, onde hoje é a sede do Country Clube.
Existia um trem para transportar os escravos e os alimentos, que ligava a casa principal à casa da baronesa; o trem parava em frente à entrada do porão, onde hoje é o centro de arte e que na época era a senzala, onde viviam alguns dos escravos.
O porão também já funcionou como Cadeia Pública, quando em 1921, o prédio foi vendido ao executivo que se instalaria aí, dividindo espaço com a Câmara e a biblioteca municipal. "No porão, foi instalada, na mesma época, a Cadeia Pública. Por isso a existência das grades de ferro em todas as janelas do Centro de Arte", relata a atual diretora do local, Daniela Santi.
Hoje, além de apresentar exposições de arte diversas, o estabelecimento conta com a Mostra de Filmes, que funciona às quartas e quintas e com apresentações teatrais e musicais. Este mês estão expostos trabalhos do fotógrafo Osmar de Castro- que expõe fotos antigas da cidade de Nova Friburgo e do artista plástico Zeppe.


Participe, enviando sua opinião sobre os eventos e a programação cultural oferecidos pelo Centro de Arte de Nova Friburgo. Você sente falta de alguma atividade? Acha que o porão das artes da cidade cumpre bem com seu papel ?

Site relacionado:

culturanf.vilabol.com.br

quinta-feira, 12 de junho de 2008

GESTAÇÃO E PROTEÇÃO EMOCIONAL

Quebrando paradigmas *

* Por Camilla Athayde

Luciana Lopes, quando tinha seus 23 anos, caminhava pela rua quando encontrou um rapaz chamado Leonardo. Depois de longa conversa o casal viu que tinham muitos interesses e vontades em comum e a partir daquela data começaram um relacionamento. Passados 2 anos deste o primeiro encontro resolveram que deveriam dar um passo maior e ficaram noivos.

Depois de 3 anos de casados tiveram a notícia que Luciana estava grávida de um filho desejado e planejado. Entretanto, sua alegria não estava completa, pois seu avô quem a havia criado acabara de falecer.

Embora se acredite que a gestação fosse um período de relativa proteção emocional para as mulheres, ficando o período puerperal como o único foco de atenção. Nos últimos anos pesquisas têm mostrado que a gestação não é tão protetora como até então acreditava e que cerca de 20% das mulheres apresentam transtornos depressivos durante a gestação, segundo a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

A perda de uma pessoa importante, um objeto amado, durante o primeiro trimestre de gestação está associada ao aumento significativo do risco da malformação do feto. O ambiente intra-uterino é importante para o desenvolvimento do sistema nervoso central e fatores de risco ambientais, incluindo que podem ocorrer durante a gestação, podem interagir com os efeitos somados de múltiplos genes para influenciar o risco de uma doença neurológica, explica Dr. Joel Rennó Jr.

E foi o que ocorreu com o filho do casal. Ao atingir sua juventude, apesar de não possuir qualquer histórico de transtorno mental na família, o rapaz desenvolveu a esquizofrenia.

Pesquisadores da Universidade de Machester acessaram o risco de desenvolver esta doença em filhos de mães expostas a tais fatores objetivos de estresse durante a gravidez, como a morte por doença séria (câncer, infarto) de parentes e primeiro grau.

A maioria das sociedades entende que o estado psicológico da mãe pode influenciar o bebê intra-útero. Eventos vitais adversos e severos durante a gestação têm sido consistentemente associado com um risco de baixo peso ao nascer, prematuridade e malformação congênita, no primeiro trimestre. Em adição, estudos demonstram a associação positiva entre estresse materno pré-natal e aumento do risco para esquizofrenia adulta na geração exposta, relata Dr. Rennó.

Segundo o psiquiatra, a esquizofrenia é considerada uma doença do desenvolvimento cerebral precoce, influenciada por fatores de risco ambientais que interagem com efeitos combinados de genes múltiplos suscetíveis.

ESQUIZOFRENIA

A esquizofrenia, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), é uma doença mental grave provocada por um severo transtorno do funcionamento cerebral onde ocorre falha na transmissão dos neurotransmissores. Conseqüentemente na comunicação celular de neurônios envolvidos no comportamento, pensamento e senso-percepção.

A doença se manifesta principalmente em jovens (15-35 anos), podendo ocorrer na infância e em idosos. Ambos os sexos são igualmente afetados, porém as mulheres apresentam a doença mais tarde.

As vítimas de Esquizofrenia têm percepção anormal e distorcida do meio que as rodeia. É comum o suicídio entre os esquizofrênicos. A doença não afeta apenas o enfermo, mas pode também ter profundo efeito na família e em outras pessoas próximas.

Além de ser uma doença que requer muitos cuidados é extremamente dispendiosa, em termos de custos financeiros diretos ( hospitalização e medicamentos) como também de custos indiretos como: perda da produtividade dos indivíduos em virtude de sua doença.

Os sintomas mais comuns da esquizofrenia são: os sintomas positivos e os sintomas negativos. O primeiro corresponde na distorção de uma função psíquica como alucinações, delírios, pensamento desorganizado, hostilidade e desconfiança. Já os negativos são conseqüentes a uma perda ou redução de uma função psíquica; como apatia, retraimento social e emocional, incapacidade funcional, depressão, culpa e ansiedade.

DEPRESSÃO NA GESTAÇÃO

A gravidez na maioria dos casos é um momento de se alegrar com uma nova vida que está a surgir, mas nem sempre é assim. Com o crescimento de separações, crescimento familiar não programado, gravidez na adolescência ou não esperada, principalmente fora de um relacionamento, fazem crescer a estatística que hoje indica que pelo menos 20% das mulheres grávidas sofrem de depressão, segundo a ABP.

Apesar de todos os estudos sobre depressão durante a gravidez, o trabalho Suicidal ideation in pregnancy: assesment and clinical implications, do Dr. Newport e colegas da Universidade de Atlanta investigam mais a fundo três aspectos: a prevalência de ideação suicida em gestantes, a sensibilidade de escalas de depressão para detectar esta ideação e a existência de fatores que a possibilitam.

De acordo com este estudo a ideação suicida foi detectada em 29,2% em gestantes que anteriormente já apresentaram depressão aguda em algum período de sua vida. Os fatores preditivos para este quadro foram: gravidez não planejada, presença de transtorno depressivo e transtorno ansioso.

Mesmo levando em consideração que este trabalho foi desenvolvido com mulheres com antecedentes neuropsiquiátricos, sabe-se que no mínimo uma em cada dez gestantes apresentava idealização suicida e que a taxa pode de fato, girar em torno de 30% e é digno de alerta aos profissionais da área.

Infelizmente, segundo Dr. Rennó, nem sempre a depressão é considerada por muitos médicos que a tornam mais perigosa para a mãe e o bebê e na maioria das vezes se dá em decorrência das mudanças hormonais ocasionadas neste período.

SINAIS DE DEPRESSÃO

Os sintomas mais comuns da depressão são:

1- Sentimento ocasional de tristeza ou solidão.

2- Desconcentração

3- Irritabilidade

4- Ansiedade

5- Insônia

6- Cansaço

7- Ganho ou falta de apetite.

Caso esteja sentindo algum desses sintomas procure seu médico e com certeza este ato irá ajudar a manter tua saúde e a do seu bebê.

SAIBA MAIS

http://www.abpbrasil.org.br/boletim/exibBoletim/?bol_id=6&boltex_id=24

http://www.e-familynet.com/pages.php/PT/000/depre.htm

http://www.cuidandodasaude.com/website/artigo.asp?cod=1084&idi=1&id=1521

http://www.psicosite.com.br/tex/hum/dep019.htm

http://www.psicosite.com.br/tra/psi/esquizofrenia.htm

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?189

Santo Antônio o protetor multiuso

Rafael Seabra
Santo Antônio é conhecido como o padroeiro dos pobres, santo casamenteiro e invocado para achar objetos perdidos. No meio de tantas atribuições o tradicional santo da Igreja católica tem a missão de interceder e atender a necessidades de todos.
No mês de junho, os devotos do santo fazem em muitas cidades do país a tradicional festa em homenagem a Santo Antônio. Em Nova Friburgo, as festividades em louvor ao protetor dos casamentos acontecerá na Praça do Suspiro e promete atrai a atenção daqueles que buscam deixar de lado o friozinho da serra.
As comemorações começam na quinta-feira com a missa para os casais e namorados, depois a banda Toque Serra embala o coração dos apaixonados. Na sexta-feira, dia de São Antônio, o conhecido e disputado pãozinho de São Antônio será distribuído durante todo o dia. No final de semana a festa continua com a realização de missas e shows que promete deixar o com o astral lá em cima para começar com pé direito a próxima semana.
Saiba mais sobre a vida de Santo Antonio

Olha A Chuva !, É Mentira

Rafael Seabra
O balão vai subindo, vem caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa.São João, São João!. É nesse clima que a Associação dos Diabéticos de Nova Friburgo (Adinf) realizou a primeira Festa Junina da instituição.
Na festa era possível ver pessoas de todas as idades, dos mais velhos aos mais jovens. Para dar um chega pra lá no frio os participantes se deliciaram com a canjica e saborosos bolos diet.
No palco, a animação ficou por conta do Forró Chega Mais e da dupla Sandro e Léo, já na pista o agito ficou a cargo das quadrilhas da Adinf, Varginha e dos idosos da terceira idade do Sesc, que resolveram jogar a timidez para escanteio e cair na folia.
Durante a “quadrilha” uns apostaram na lábia para conquistar o par perfeito, já outros jogaram a responsabilidade em São Antônio o tradicional santo casamenteiro que faz muito sucesso nesta época do ano. Alguns tiveram sorte de acertar os números do amor, já outros saíram felizes da vida por terem levado para casa os brindes sorteados durante a festa.
- A festa foi um sucesso, onde o nosso principal objetivo era mostrar a população que os diabéticos também podem participar com responsabilidade das festas juninas. Pretendemos continuar realizando festas como essa por muitos anos- explica a secretária da Adinf Flávia Lopes.

Jogando a diabetes para escanteio

Rafael Seabra
O aposentado Mauricio Cunha, de 70 anos, teve toda a rotina de sua vida mudada por causa da diabetes. Há 15 anos ele descobriu que era portador da doença que atinge, segundo dados da Internacional Diabetes Federation ( IDF) cerca de 151 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar disso, ele esbanja muita disposição e sempre está firme na luta contra o açúcar.
Mauricio nasceu no Rio de Janeiro e teve uma infância de muito trabalho. Aos cinco anos ele foi levado para um colégio interno onde permaneceu até completar 15 anos.
- Durante a minha infância tive muitas dificuldades, primeiro a pobreza bateu na minha porta, morava com minha avó que me educou rigidamente. Após sair do colégio interno comecei a trabalhar como aprendiz de serralheiro- relembra.
Em 1957, o sonhador Mauricio ingressou no exército onde arrumou forças para superar a falta de carinho e a ausência da família. Mas nem tudo são flores, dois anos depois o então jovem teve que deixar o exército.
- Meu tempo de treinamento no exército acabou, por isso, fui obrigado a deixar o quartel foi muito difícil, pois gostava muito da carreira militar.- comenta o aposentado.
Mesmo sem experiência ele começou a trabalhar numa firma de administração de imóveis situada na Praça XV, no Rio de Janeiro. Mas o sonho de ser militar voltou a tona e em 1964 lá estava o soldado Cunha se apresentando no Corpo de Bombeiros. Depois de alguns anos de serviço Mauricio veio para Nova Friburgo onde foi reformado como segundo sargento.
Até então, Mauricio já havia vencido todos os combates que a vida colocou no seu caminho, primeiro superou a falta de carinho, depois passou por cima das dificuldades de arrumar um emprego e se estruturar na vida. Mas, suas forças foram colocadas a prova quando descobriu ser portador de diabetes
- Na época costumava a beber e a fumar bastante. Com o tempo comecei a emagrecer e minha esposa ficou preocupada e pediu que eu fizesse exames de rotina. O resultado mostrou que tinha diabetes. – afirma Mauricio.
Mesmo assim, o experiente aposentado não se abateu e procurou ajuda nos médicos e depositou suas forças na oração para superar esse novo desafio. Depois de algum tempo Mauricio começou a fazer tratamento na Associação dos Diabéticos de Nova Friburgo (Adinf) onde resolveu declarar guerra ao açúcar.
- Na associação sou muito bem atendido. Tenho a possibilidade de fazer exames do teste de glicose que é essencial para o controle da doença. Além disso, tenho que controlar a alimentação, não posso exagerar na quantidade de comida – constata o aposentado.
Hoje Mauricio faz muitos planos, um dos sonhos do sorridente aposentado é ser humorista. Ele já começou a fazer cursos de artes cênicas no Sesc de Nova Friburgo e espera que um futuro breve possa protagonizar uma comédia e levar muita alegria para o público.

ATÉ ONDE VAI O AMOR


Amor Patológico – um comportamento sem controle.*

* por Camilla Athayde

Jovem e loira, mas tinha apenas isso em comum com as guerreiras da deusa Freya com as quais compartilhava o nome, Valquíria. Apesar de não se apresentar montada em um cavalo alado e nem armada com elmo e lança como tais guerreiras possuía armas encantadoras como: cabelos longos, até a cintura, brilhantes como o sol e um perfume doce e inesquecível.

Esta mesma Valquíria que passou os últimos vinte anos de sua vida dedicada a cuidar do pai de sua filha, seu ex-namorado. Apesar do sofrimento de não tê-lo por perto – era casado e tinha outros filhos- ela não encontrava meios de se desligar. A obsessão a levava a acreditar que mantinha um relacionamento amoroso com ele. Telefonemas, vários ao dia, satisfaziam a sua necessidade de contato.

Ele alimentava o comportamento da ex-namorada e a pseudo-relação que durou até Valquíria procurar um tratamento e descobrir que nunca fora correspondida. Ao chegar neste ponto, porém, a relação era algo prioritário em sua vida, em detrimento de outros interesses e compromissos.

Casos como o de Valquíria, comuns nas clínicas de atendimento psicológico, que psiquiatras convencionaram chamar de amor patológico, um quadro caracterizado por comportamento repetitivo e sem controle de prestação de cuidados e atenção ao parceiro.

“ Todos os pacientes se sentem presos ao parceiros, vivendo com ele ou longe dele. Geralmente, não querem romper, apesar do sofrimento. Perto do parceiro parece que todo o resto fica preenchido”, explica a psiquiatra Dra. Ângela Maria Moura de Rezende.

A origem do distúrbio, segundo a psiquiatra, estaria diretamente ligados a fatores psicológicos como baixa auto-estima, sentimentos de raiva, privação afetiva e estresse emocional. Os indivíduos procuram no parceiro o afeto que não tiveram nos pais, repetindo o padrão de relacionamento malsucedido experimentado na infância.

Apesar da falta de estatísticas sobre o assunto, segundo Dra. Ângela, o amor patológico, não é exclusividade feminina. “Nós atendemos muitos homens com quadros idênticos aos da mulher. Mas do ponto de vista cultural é considerado mais feminino, pois a mulher tende a valorizar o relacionamento”.

SINALIZADORES DO “TRANSTORNO”

Segundo ao Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (AMITI) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo alguns sintomas e sinais que podem indicar se o indivíduo sofre de amor patológico:

1- Sintomas de abstinência, como angústia, taquicardia e suor, na ausência ou distanciamento do amado.

2- Preocupação excessiva com o outro.

3- Tentativas malsucedidas de reduzir ou controlar o comportamento patológico.

4- Tempo grande despendido no controle das atividades do parceiro.

5- Abandono de interesses e atividades antes valorizadas.

6- O quadro se mantém, apesar de representar problemas pessoais e familiares.

TRATAMENTO

O tratamento só é possível quando o parceiro admite estar fora do controle. O mais comum é o paciente só procurar ajudar quando o relacionamento acaba e ele não consegue aceitar ou agüentar a angústia.

E consiste em tratar os sintomas individuais e familiares que levam ao comportamento obsessivo através de uma terapia individual ou em grupo (acolhimento), com o acompanhamento psiquiátrico com ou sem uso de medicamentos, dependendo do caso.

O AMITI é o primeiro serviço de atendimento com equipe multidisciplinar gratuito, segundo eles, geralmente 16 a 20 sessões (uma vez por semana) são suficientes para tratar o paciente.

VOCÊ CONHECE ALGUM CASO DE AMOR PATOLÓGICO ESCREVA:



DESCUBRA MAIS SOBRE AMOR PATOLÓGICO

ACESSE:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462007000100016&tlng=en&lng=en&nrm=iso

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1177635-EI4788,00.html

http://www.guiadasemana.com.br/noticias.asp?ID=15&cd_news=16025

http://www.saudenainternet.com.br/portal_saude/mulheres-que-amam-demais.php

Casa de Cultura de Teresópolis 20 anos

Por Pedro Durão

Em 19 de maio de 1988 era inaugurada a Casa de Cultura de Teresópolis. A construção de uma casa que funcionasse como uma espécie de matriz da cultura em Teresópolis foi um projeto sonhado durante vários anos. Em 1970, o Conselho Estadual de Cultura incentivou a criação de um conselho municipal para que o mesmo ajudasse a Prefeitura a reservar um espaço dedicado unicamente às diversas expressões de arte locais. No entanto, seriam necessários ainda 14 anos para que a empreitada começasse a ser erguida na Praça Juscelino Kubitschek, no bairro de Fátima. O local escolhido era, até então, um imenso matagal.
Em 1987, os operários começaram a executar o projeto do arquiteto Jorge Batista Sabino. O projeto arquitetônico, ousado para a época e inspirado em linhas modernistas, conta com muitas paredes de vidros e tijolos aparentes.
O teatro principal tem capacidade para 140 pessoas sentadas. Nos blocos externos, há espaço reservado para exposições, dança, teatro e diversas atividades culturais. Na parte externa, também integrada ao projeto, foram feitas ainda anfiteatro, playground, jardins e área de lazer.
Em 1995, a Casa de Cultura de Teresópolis passou a se chamar Casa de Cultura Adolfo Bloch. A mudança de nome foi uma homenagem ao dono da extinta TV Manchete, que era apaixonado por Teresópolis.
Desde 2006, o município investe na revitalização do ambiente. Além de obras de melhoria e modernização, o prédio ganhou painéis decorativos e nova comunicação visual. Para atender aos espetáculos e eventos, o palco do teatro foi totalmente reformado: ganhou novas coxias, iluminação e novas cortinas.
Além da revitalização outro motivo para comemorar os 20 anos da Casa de Cultura é a ampliação da oferta de cursos gratuitos. Durante muito tempo, o centro cultural ficou na penumbra, sem ter muita participação na vida cultural do teresopolitano. São oferecidos cursos de balé, jazz, dança de salão, teatro, desenho e pintura, musicalização infantil, canto, violão clássico, violão popular, piano, teclado e flauta. Ao todo são 900 alunos matriculados. A fila de espera é grande. De acordo com a Secretaria de Cultura, a procura cresce a cada ano.
No domingo, 18, quem foi a Praça Juscelino Kubitschek participou de uma série de atividades culturais, recreativas e de lazer durante todo o dia em comemoração ao aniversário da Casa de Cultura.

Bráulio Rezende Filho uma história de sucesso

Rafael Seabra
O comerciante Bráulio Rezende Filho, 51 anos, acompanhou de perto o crescimento do comércio de Nova Friburgo. Filho de comerciantes, lembra os bons momentos vividos na infância.“Tive uma infância como qualquer outro garoto da minha idade, tinha o costume de brincar nas ruas, andar de bicicleta e jogar bola no campo do Friburguense e do Esperança”.
Desde a adolescência, Bráulio trabalhou pelo desenvolvimento da Rezende Construção, loja criada por seu pai em 1941. A princípio o estabelecimento vendia um pouco de tudo. “Minha família sempre teve vocação para o comércio. Meu pai montou o primeiro armazém da cidade. Na loja, as pessoas encontravam muita variedade. Quando ele faleceu em 1965 decidimos mudar o perfil da empresa. A partir daí começamos a trabalhar com materiais de construção”, diz.
Para Bráulio Rezende, o comércio de Nova Friburgo cresceu bastante nos últimos dez anos. “ A criação de dois shoppings foi muito importante para o desenvolvimento da cidade. Acredito que o pólo de moda íntima e a instalação de indústrias na área metalúrgica também contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Precisamos agora potencializar a vocação para o turismo ecológico”.
Bráulio Rezende Filho também buscou capacitação científica para gerir os negócios, tendo se graduado nos cursos de Administração de Empresas e Direito. Além de proprietário da Rezende Construção, é Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL)